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Reforma política

População é contrária a doações de empresas em campanhas

A maior parte da população brasileira é favorável à Reforma Política e acredita que ela deve valer já nas eleições de 2014. É isso que mostram os dados de uma pesquisa feita pelo Ibope, encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil. Segundo a pesquisa, 78% da população são contra doações de empresas para campanhas, e 8 a cada 10 brasileiros afirmam que deveria haver um limite máximo pra uso de dinheiro público.

“O resultado deixa claro que este balcão de negociações em que se transformou o financiamento de campanhas não será mais tolerado pelo eleitor”, afirmou o presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho.

Outro ponto com ampla aprovação é em relação à punição mais severa para a prática de caixa dois, que recebe o apoio de 90% dos entrevistados. A pesquisa teve como objetivo levantar um conjunto de informações referentes às propostas de reforma política. Foram consultadas 1,5 mil pessoas entre 27 e 30 de julho. A margem de erro é de 3%. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB.

Clique aqui para ler a íntegra da pesquisa 

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Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2013, 16h02

Comentários de leitores

3 comentários

Brilhante comparação

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Parabéns Dr. Diogo Duarte Valverde pela brilhante comparação. Para os criminalistas o aumento de pena não reduzirá a criminalidade, mas, em se tratando de caixa 2, a sua proibição e/ou limitação moralizará a politica. Bem ao gosto dos criminalistas: as vezes serve, em outras não ! Perfeita sacada.

Propaganda, desinformação e contradições.

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

Não me surpreendo com o resultado. A propaganda à favor do financiamento público é esmagadora, ao ponto que ninguém sequer reflete sobre o assunto, em virtude do "consenso oficial" que é artificialmente produzido mediante tanta propaganda.
.
O curioso é que em direito penal, a posição oficial da OAB tende sempre a sustentar que a elevação de penas não diminui a criminalidade, mas neste caso, estão propondo exatamente isso em relação ao caixa dois. Talvez a proposta tenha sido feita pois alguns poucos mencionaram o óbvio: proibir o financiamento de campanha tornará atraente a prática. Então, agravar as penas reduz ou não reduz o crime? São posições mutualmente excludentes! Particularmente, não sou utilitarista, portanto me posiciono fora dessa discussão, mas sinto necessidade de apontar a contradição.

Dúvida

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Gostaria de saber se fui eu quem pagou essa pesquisa com anuidades, lembrando que nada tem a ver com as finalidades institucionais da OAB.

Comentários encerrados em 24/12/2013.
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