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Toffoli é contra financiamento de campanhas por empresas

Comentários de leitores

6 comentários

Para sorte dele

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Agora até pode se dar ao luxo de levantar essa bandeira, com menos timidez, vez que "já está lá". Nunca é demais lembrar, em especial no seu caso e de alguns outros ministros "catapultados" como foguetes por LULA, para segurar as "batatas quentes",que ainda assavam no forno, que se não fosse a injeção de verba de empresas nas campanhas às quais se vendeu o ébrio de garanhuns,seu padrinho, (especialmente quando da re-eleição), provavelmente o "notável saber jurídico" e "ilibada conduta" do ministro não fossem assim tão notável, nem tão ilibada. De toda a sorte, ainda que com essa opinião, pactuo do mesmo entendimento declinado e acho que, da forma como está legislada a matéria, o resultado das eleições no Brasil será sempre produto de cartas marcadas por quem tem o maior poder econômico para "investir" no seu candidato.

Atividade privada, força da economia

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Vem sendo amplamente divulgado não só no Brasil mas em todo o mundo, o crescimento que a economia do Estado do Mato Grosso vem experimentando nos últimos anos, impulsionado pela agricultura. Ao mesmo tempo, o Estado sofre com o descaso dos governantes, sem ao menos uma estrada decente para escoar a produção. Ora, seria algo "do outro mundo" os empresários, cooperativas de agricultores, etc., financiar a campanha de algum ou alguns políticos, de modo a que no poder as empresas, agricultores (e de quebra os trabalhadores) recebam a atenção necessária do Estado? Isso é ilegal? Deve ser proibido? Na verdade, nós sabemos muito bem que o Estado de Mato Grosso não é bem administrado pelo político, como o restante do País todo, porque esses possuem milhares de cargos comissionados, que propiciam a perpetuação no poder de políticos ruins. O voto de um agricultor e o voto de um bajulador de plantão, que vive de mordomias em cargos comissionados, possui o mesmo peso. Assim, alijar as empresas (força motora do País) das campanhas eleitorais é algo absurdo, despropositado, comportamento típico dos petistas.

Acorda Legislativo!

Prætor (Outros)

MAP está certo. Este assunto é afeto ao Poder Legislativo e nunca, jamais, deveria estar sendo deliberado no âmbito judicial.
O que mais me impressiona e entristece, porém, é ver que a OAB é subscritora da ADIn.

Domínio absoluto

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Toffoli quer, na verdade, que o Partido dos Trabalhadores (dono do Cofre) seja o único financiador de campanhas eleitorais no Brasil, através do que eles chamam de "financiamento público de campanhas". Trata-se de um absurdo sem tamanho, cujo objetivo único é promover a perpetuação do chamado Partido dos Trabalhadores no poder.

Descabida a ação.

Ubiratã Sena Nunes (Estudante de Direito - Civil)

Restringir o direito de qualquer grupo ou pessoa financiar qualquer candidato ou partido é restringir o princípio primeiro da democracia que é a liberdade. A sociedade se estrutura num processo fenomenológico de interesses, escolhas e merecimentos que não estão adstritos à esfera da judiscialização. Com a devida vênia permitam-me divergir da posição de alguns eméritos ministros e da própria ação em sí, Descabida, é o que penso!

Por falar em democracia...

L.F.V., LL.M (Advogado Assalariado - Tributária)

Por falar em democracia, estou, cá com meus botões, a tentar recordar quem foi que elegeu Dias Toffoli à incumbência de legislar o que quer que seja. De advogado do partido detentor do poder político a arauto da submissão total, a estes, do direito a votar e a ser votado. É a coerência das incertezas.
De qualquer modo, segue o baile e a questão: é preferível que saibamos, às claras, quem financia a campanha de quem, ou que sejamos todos tributados e compelidos a financiar, com os recursos outrora destinados a escolas e hospitais, os arroubos de cada candidatura nanica - enquanto "as corporações" seguirão a fomentar caixas dois e três nas trevas de um mercado negro ainda mais insondável?

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