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Comentários de leitores

6 comentários

Irrelevante

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Por outro lado, inserir mediação e arbitragem no curículos dos cursos de direito não vai alterar absolutamente nada. No curículo já há processo civil, direito penal, etc., e os bachareis sabem essas matérias? A resposta é: NÃO.

Conto do vigário

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Equivoca-se o Prætor (Outros). Há alguns dias um colega comentava aqui que em uma audiência trabalhista a parte reclamada sustentou que a causa já havia sido resolvida através de arbitramento, sendo pagas todas as verbas. O juiz disse simplesmente: "quem paga mal, paga duas vezes", condenando a empresa a pagar novamente. O profissional que induziu inocentemente seu cliente a buscar um "método alternativo de conflito" na verdade era inapto, pois caiu no conto do vigário acreditando no que não era verdadeiro.

investir nos alunos

Veritas veritas (Outros)

É importante ensinar as gerações vindouras para que não ingressem no mercado jurídico com os vícios que presenciamos atualmente. O medo da conciliação, o medo da arbitragem, a litigância excessiva e, por vezes, frívola, isto tudo é muito importante e deve, de fato, ser tema de discussão no meio acadêmico.
Oxalá tenhamos profissionais mais conscientes no futuro!

Conversa para boi dormir

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Ontem fomos a uma audiência na Vara da Fazenda Pública, relativa a uma ação de indenização contra o Estado pelo fato de agentes públicos terem apreendido o carro de meu cliente, para muitos meses depois se concluir que a avaliação inicial quanto à suposta alteração de chassis era equivocada. Se a administração concluiu inicialmente que havia adulteração, privou o cidadão do uso do bem, e depois a mesma administração concluíra que estava equivocada, nasce o dever de indenizar, que na visão dos ufanistas de plantão deveria ser atendido no próprio processo administrativo (suponho). Mas o fato é que o Estado não paga, e faz tudo o que pode para não pagar mesmo após a propositura da ação. Depois de muitas dificuldades veio aos autos alguns documentos sem muito nexo que denominaram de "cópia do processo administrativo". Mas o fato é que o laudo do vistoriador foi feito de forma manuscrita (?), de modo que ninguém entendeu o que estava escrito. Assim, foi designada audiência para oitiva do vistoriador, que logo veio a juízo dizer que por ele ser superior aos demais cidadãos "comuns", não poderia comparecer naquele dia pois tinha uma viagem particular agendada. Como quem manda no Brasil são os agentes públicos, o pedido de remarcação da audiência foi aceito, e designada para ontem. Resultado: a testemunha, agente público, nem deu as caras. Vejam a situação. Nós estamos discutindo no processo contra o Estado, que já dura muito anos, o que exatamente está escrito no processo administrativo, pois mais absurdo que isso possa parecer. Conciliação? Arbitragem? Mediação? Conversa para boi dormir, movida por pessoas de má-fé, com o objetivo único de tornar o Estado intangível em seus abusos, e nada mais do que isso.

Ufanismo

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Quanto ufanismo por parte dos Articulistas. Todos sabem que os maiores litigantes no Brasil são o Estado e o poder econômico, que usam a lentidão do Judiciário para ganhar dinheiro, e não fazem acordo ou se subordinam a qualquer espécie de mediação ou arbitragem.

Assim espera-se

Veritas veritas (Outros)

Faço votos que a análise e as previsões da articulista se concretizem e que "advogar" no Brasil deixe de ser sinônimo de ingressar com petições iniciais perante o Poder Judiciário.

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