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É urgente acabar com doações de empresas a campanhas

Comentários de leitores

6 comentários

“Cui bono”?

Luiz Guilherme (Serventuário)

Não entendo esta proposta como inócua, no que divirjo do colega Diogo Valverde. Em matéria de política, é sempre bom fazer a pergunta imortalizada por Marco Túlio Cícero: “cui bono”, ou, a quem beneficia? Vamos e convenhamos, o último quem sai ganhando com essa estória de financiamento público de campanha é o contribuinte.
A exemplo do Fundo Partidário, um eventual “Fundo de Financiamento Público de Campanha” vai premiar os partidos com maiores bancadas no Congresso, o que significa mais um passo na manutenção do lulopetismo neste país. Mas, não! Eles não vencerão esta batalha, como também não ganharão a guerra!
Tem graça: políticos votando (mesmo que a mando do STF) uma reforma que prejudique o modo mesmo pelo qual eles se elegeram... O Tiririca (ou quem movimenta os fios que o controlam) bradando que – agora sim – somente políticos de gabarito cerrarão fileiras no Parlamento e ocuparão os postos do Executivo!
Como já foi bem assinalado, as “maracutaias” não vão acabar e o “Caixa 2” seguirá a todo vapor. Nisto concordo inteiramente com o colega Diogo!
A solução? Para a diminuição da corrupção é que este financiamento público de campanha vai ajudar. Melhorar a relação entre público e privado? Menos ainda! O que resolve mesmo é diminuir o tamanho do Estado, parar de criar tributos, fundos, contribuições e tudo mais que sirva para assaltar o cidadão.
Com todo respeito ao articulista – profissional de indiscutível gabarito – se eu precisar de consultor tributário, quero passar longe de um que defenda a criação de mais um “fundo” para o “bem” da nação!
E olha que trabalho no Estado! Se o que defendo se realizar, meu salário vai parar de subir. Assim, a quem beneficia minha opinião?

Sofisma.

Samuel Cremasco Pavan de Oliveira (Advogado Autônomo)

Me alinho e subscrevo o comentário de Diogo Duarte Valverde.
Só acrescentaria duas coisas:
1) Já há financiamento público dos políticos e seus partidos. Além do Fundo Partidário, mencionado pelo articulista, não podemos esquecer da renúncia fiscal decorrente dos horários políticos (partidário e eleitoral) obrigatórios na TV e rádio.
2) E o que fazemos com o sagrado princípio constitucional da presunção de inocência? Não vale para todos? Empresários (e suas empresas) e políticos são presumivelmente corruptos?
Além disso, trata-se de assunto absolutamente político, ou seja, só o Congresso Nacional deve decidir sobre isso.
Que barbaridade...

Campanhas simplificadas

Hilton Fraboni (Administrador)

Sou propagador da ideia de que as campanhas eleitorais precisam ser simplificadas e barateadas. Nada justifica a exorbitante quantia de dinheiro público gasta para eleger alguém por 4 anos. Apenas tempo e espaço na TV, repartido de forma igualitária entre todos os candidatos (direitos iguais), material impresso padrão e uma cota de viagens iguais para todos partidos que concorrerem ao pleito em questão.
O financiamento privado é o poder do capital, a barganha dos cargos e a perpetuação de uma classe social sobre as demais.

Livros

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Um pais se faz com homens e livros, dizia o poeta. Parece que os ratos estão ganhando de longe, dos livros no Brasil do coronelismo, do patrimonialismo e outros "ismos" mais. Apenas mais um paliativo, porque sempre haverá o famoso jeitinho de se ludibriar o povo, as leis e as instituições.Corrupção é câncer social e não tem cura, já falava o professor Egídio, nos idos de 1979 na faculdade da UFF.

P.S.:

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

O post anterior nem de longe representa todo meu raciocínio acerca do assunto, é apenas um esboço redigido apressadamente -- agora percebo até mesmo um infeliz erro gramatical --, mas registra um detalhe que penso ser importante ao tema. Volto ao assunto com mais profundidade em um comentário posterior, se o artigo render uma boa discussão neste espaço.

Proposta inócua.

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

Respeito o posicionamento contrário, mas penso que a proibição de doações de empresas é apenas balela que nada contribuirá para a redução da corrupção. Pelo contrário, fomentará a prática do "caixa dois" e de doações não registradas. Ou políticos corruptos deixarão de ser corruptos, passando milagrosamente a cumprir a lei? É uma proposta inócua.

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