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Salva de prata

Aos 70 anos, Aasp recebe homenagens e relembra histórias

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No ano em que comemora seu septuagésimo aniversário, a Associação dos Advogados de São Paulo ganhou homenagem da Câmara dos Vereadores do município de São Paulo. Para o evento, que ocorreu na sede da associação, o convite trazia o timbre da Câmara e o nome do vereador Marco Aurélio Cunha como o responsável pela iniciativa. Ele, que como funcionário e conselheiro do São Paulo Futebol Clube conviveu com advogados ilustres na presidência do clube — como Henri Couri Aidar, José Eduardo Mesquita Pimenta e Marcelo Portugal Gouvêa —, presidiu a mesa na sessão solene de entrega de salva de prata no dia 26 de novembro, às 19h. O vereador afirmou que, pela importância da Aasp, a cidade de São Paulo representada pela Câmara deveria comemorar a data com a entidade.

Auditório da AASP [César Viegas]Os primeiros convidados começaram a chegar antes mesmo do horário marcado e foram recepcionados com canapés, patê de azeitona preta e queijo brie com geleia de amora. Na sede da Aasp, no Centro de São Paulo, diretores e funcionários da instituição se misturavam no hall de entrada. Ali, estavam pessoas que colaboram com a instituição desde a sua fundação em 1943, quando a AASP somente informava os advogados sobre as intimações de processos. Hoje, a associação disponibiliza cerca de 50 produtos e serviços aos 92 mil associados. Entre os presentes estava o associado de número seis, Fernando Euler Bueno.

Vereador Marco Aurélio Cunha, Secretário Celso Jatene, Sérgio Rosenthal, desembargador Antonio Carlos Malheiros e Fernando Euler Bueno [César Viegas]Quando o vereador Cunha chegou, minutos antes das 19h, os diretores já tinham subido para conversar na sala de reunião do 7° andar. Lá, estavam o presidente da associação Sérgio Rosenthal; o ex-presidente Mário Sérgio Duarte Garcia; o presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo, José Horácio Halfeld Rezende Ribeiro; o 2° secretário da AASP, Alberto Gosson Jorge Junior; o 1º secretário e ex-presidente Arystóbulo de Oliveira Freitas; o presidente do Movimento de Defesa da Advocacia, Marcelo Knopfelmacher; ex-ministro do TSE e advogado Roberto Rosas; os conselheiros Renato Cury, Paulo Rômulo, Roberto Paraíba e Dina Cardoso; e o diretor cultural da AASP Luís Carlos Moro. [Na foto ao lado, da esquerda para a direita: o vereador Marco Aurélio Cunha, o secretário municipal Celso Jatene, o presidente da Aasp Sérgio Rosenthal, o desembargador Antônio Carlos Malheiros e o advogado Fernando Euler Bueno, fundador vivo mais antigo da Aasp, com 98 anos.]

O clima era de comemoração. Sérgio Rosenthal caracterizou a associação como uma grande prestadora de serviços para os advogados e “indispensável” para os profissionais que militam diariamente. A Aasp oferece desde galpões para que o advogado possa armazenar seus processos até ajuda integral nos trabalhos com o processo eletrônico. Nesse último, o associado conta com uma central de apoio por meio da qual consegue digitalizar o documento, acessar as informações disponibilizadas no site da associação e até ser informado por telefone por meio do SOS processo digital da Aasp.

Ainda na sala de reunião, o 1º Secretário Arystóbulo de Oliveira Freitas disse que a entidade está marcando presença no dia a dia do advogado. Segundo ele, há uma dificuldade de advogar no interior do estado porque o profissional que briga com o juiz sofre retaliação. Por isso, precisa ter alguma instituição, além da Ordem dos Advogados, que cuida das prerrogativas, que possa dar suporte para esses profissionais. O secretário afirmou que é comum juízes perguntarem o nome do advogado que fez a reclamação e a resposta da Aasp é que o advogado é um associado e merece proteção. “O advogado apresenta uma reclamação e nós vamos lá representá-lo”.

No elevador, indo para o auditório onde aconteceu a cerimônia, Marco Aurélio Cunha lembrava os tempos de colégio junto com Alberto Gosson Jorge Junior e Luiz Carlos Moro. O vereador e o diretor da Aasp estudaram juntos desde a 1ª série no Colégio Dante Alighieri e eram, nas palavras de Cunha, “precoces”.

O vereador — irmão do advogado trabalhista Sólon de Almeida Cunha, sócio do escritório Machado Meyer Advogados — com a sala de eventos lotada, citou a necessidade de mistura entre os setores e somou essa falta de coesão à baixa aprovação de “certas leis inteligentes”.

Dividiram a mesa com o vereador Sérgio Rosenthal, Arystóbulo Freitas, José Horácio, Roberto Rosas, o desembargador Antonio Carlos Malheiros e o secretário de Esportes, Lazer e Recreação do município, Celso Jatene.

Durante a cerimônia, o desembargador Antonio Carlos Malheiros disse que passou na Aasp os melhores anos de sua vida. “Quantas noites passei acompanhando todas as aulas no pequeno departamento cultural da associação...”, relembrou. A história de Malheiros com a associação começou com seu pai, que foi vice-presidente da entidade. Malheiros, ex-diretor da associação, atribuiu os seus feitos como magistrado aos anos de convívio com os advogados.

Depois da entrega da salva de prata ao presidente da Aasp, os homenageados — dentre eles os funcionários mais antigos da casa, como Ana Luisa Távora e Samuel Ansarah Dizek — receberam diplomas. Aplaudido de pé, o fundador vivo mais antigo da Aasp, Fernando Euler Bueno, também recebeu o diploma e lembrou o tempo em que um grupo de advogados assinou a carta de compromisso com a entidade, que tinha uma visão adiantada das necessidades do advogados. Afirmou que não poderia imaginar que estaria representando a classe depois de 70 anos de quando tudo começou. 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2013, 11h21

Comentários de leitores

5 comentários

Nossa querida aasp

Jose Benedito Neves (Advogado Sócio de Escritório)

Li, revivi, emocionei-me! A merecida homenagem prestada para a querida e insubstituível AASP é, para nós advogados, a expressão de um justo reconhecimento por tudo o que devemos a essa Entidade. Sou advogado militante desde 1973. - Lembro-me, como se fosse hoje, daquelas perguntas diárias, ao chegar ao escritório: "chegaram as publicações ?" e "que novidades trouxe-nos o Boletim ?". Era como se fosse um rito. Fazia parte do próprio exercício da advocacia. Concordo que nós, Paulistas, tivemos a sorte e o privilégio de contar com a AASP - a infalível. Nesses 40 anos de exercício efetivo, posso testemunhar que NUNCA houve uma falha na entrega dos recortes das publicações. Certa vez, intrigado com a tamanha precisão, fiz uma visita à Seção de Recortes da AASP, ainda no Largo de São Francisco. Não havia computadores. Era tudo no "manual", na memória dos inúmeros funcionários, com dedicação inspirada no "estado de espírito" que era a AASP, já naquela época. A AASP teve a felicidade de ser, sempre, dirigida pelos melhores advogados, desde então, como é até hoje. Sobre nossas prerrogativas, recorríamos à AASP, quando necessitávamos defendê-las. E, sempre, encontramos guarida e apoio. Hoje, já na era da informática, a AASP se mantém à frente. O meu Certificado Digital é expedido pela AASP - e sempre será - até quando isso seja disponível. É tudo uma questão de confiança, já impregnada pelos anos de associado satisfeito, como a grande maioria. Parabéns AASP ! Parabéns Advogados Paulistas que a tem, também, na vanguarda e na retaguarda de seus direitos e prerrogativas.
JOSÉ BENEDITO NEVES
OAB.SP. 29.559
AASP 7695

Ausente

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Conforme foi amplamente divulgado pela imprensa, ingressei no CNJ com um pedido de providências que culminou com o afastamento do Desembargador Ivan Sartori das eleições a se realizarem amanhã no TJSP. Ontem a liminar foi submetida ao Plenário do Conselho e confirmada, sendo que agora a pouco me chegou em mãos a certidão de julgamento. Assim consta:
.
(...)
Ausente, justificadamente, o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
.
Brasília, 2 de dezembro de 2013."

Opção ruim

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tentar optar entre "pagar a OAB e pagar a AASP" é o mesmo que decidir se você vai comprar um Gol ou um Palio: ambos são carroças ambulantes praticamente iguais, que custam 5 vezes mais do que valem. Em 11 anos de advocacia nem a OAB nem a AASP fizeram algo em meu favor. Muito pelo contrário. Apenas como exemplo, acabei de preparar um mandado de segurança contra o Presidente do Tribunal de Ética, que depois da luta para se promover a carga dos autos agora determina que o advogado deve ficar esperando a digitalização dos autos antes de promover a carga. Se essas Entidade simplesmente não existissem, não faria a mínima diferença, com a vantagem de que eu teria economizado um bom dinheiro. Obviamente que eu estou criticando o grupo que domina a OAB (não teria como criticar a gestão da AASP, porque não sou associado), e não a Ordem dos Advogados do Brasil nos termos do que é prevista em lei. O problema aqui está em quem administra, não da Entidade prevista abstratamente.

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