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Asilo político

Antonio Patriota se demite do Itamaraty

A presidente da República, Dilma Rousseff, anunciou na noite desta segunda-feira (26/8) que aceitou o pedido de demissão de Antonio Patriota do Ministério das Relações Exteriores. O pedido foi feito na tarde desta segunda em reunião para discutir o episódio que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil. A presidente Dilma também já anunciou que o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, representante do Brasil na Organização das Nações Unidas, será o novo ministro do Itamaraty.

Roger Pinto Molina veio ao Brasil em um carro oficial da embaixada brasileira na Bolívia. O senador estava asilado na embaixada há 15 meses, acusado pelo governo boliviano de assassinato e desobediência.

Ele pedia asilo político em território brasileiro, o que nunca foi concedido. A informação divulgada pelo Itamaraty foi que a entrada do parlamentar boliviano no Brasil foi idealizada e executada pelo diplomata Eduardo Saboia, assessor técnico do Itamaraty, sem conhecimento da cúpula do ministério.

A presidente Dilma considerou o episódio uma quebra de hierarquia, principalmente porque o carro que trouxe Molina ao Brasil veio escoltado pelo Exército brasileiro de La Paz a Corumbá, em Mato Grosso do Sul, distância de 1,6 mil quilômetros. 

Dilma convocou Saboia e Patriota para uma reunião de explicações nesta tarde, e depois do encontro, segundo o anúncio oficial, o ministro entregou o cargo.

Leia o comunicado:

A presidenta Dilma Rousseff aceitou nesta segunda-feira (26), o pedido de demissão do ministro Antonio de Aguiar Patriota, e indicou o representante do Brasil junto às Nações Unidas em Nova York, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, para ser o novo ministro das Relações Exteriores.

A presidenta agradeceu a dedicação e o empenho do ministro Patriota nos mais de dois anos em que permaneceu no cargo e anunciou a sua indicação para a Missão do Brasil na ONU.

Revista Consultor Jurídico, 26 de agosto de 2013, 20h55

Comentários de leitores

1 comentário

Agiu certo o diplomata!

Fernando Moreira Gonçalves (Juiz Federal de 1ª. Instância)

Não concordo com eventual punição ao diplomata Eduardo Saboia, que trouxe o senador boliviano ao Brasil. O governo brasileiro havia concedido asilo político ao referido senador, porque acreditava que as acusações contra ele eram fruto de perseguição política, mas não exigia o salvo-conduto do governo da Bolívia, para não melindrar os "hermanos bolivarianos". Vendo a situação se deteriorar, caminhando para o suicídio do asilado, conforme atestavam laudos médicos, o bravo diplomata fez o que governo Dilma não teve coragem de fazer: desagradar o governo da Bolívia para salvar a vida do asilado. Talvez algum puxa-saco de plantão, ávido por uma promoção no "circuito Elizabeth Arden", conclua pela punição do corajoso diplomata, mas a história certamente reservará a Eduardo Saboia lugar bem mais honroso que aquele a ser inexoravelmente ocupado por seus algozes.

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