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Conversa com jornalistas

Desembargador proíbe juiz preso de usar celular

O desembargador Joás de Brito Pereira, do Tribunal de Justiça da Paraíba, determinou que o juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima seja proibido de usar o celular enquanto estiver preso. Lima foi detido em abril, durante operação da Polícia Federal que o citou como responsável por esquema de venda de multas judiciais a advogados. As informações são do portal G1.

Ele teria usado o celular para conversar com jornalistas no começo da semana, admitindo inclusive que estava cometendo ato ilegal. A justificativa seria a realização de prática semelhante por bandidos presos em penitenciárias da Paraíba. Uma busca feita em sua cela no Centro de Ensino da Polícia Militar não localizou o aparelho.

No último fim de semana, Lima iniciou greve de fome para que seja feita correição do Conselho Nacional de Justiça contra ele. Como passou mal, ele foi internado na quarta-feira (7/8) no Hospital Samaritano, em João Pessoal, com quadro de pressão alta e baixa taxa de açúcar no sangue. Segundo o hospital, seu estado de saúde é estável.

Revista Consultor Jurídico, 8 de agosto de 2013, 15h37

Comentários de leitores

8 comentários

Doutor Marcos Alves Pintar

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

O doutor tem razão, mas nos países civilizados é valido o flagrante preparado, inclusive já prenderam um prefeito de NY por tráfico, se recorda? Na Europa se ao agente se recusa a realizar o teste do etilômetro ele é preso em flagrante. Se vamos adotar mecanismos estrangeiros, vamos adota-los por inteiro. Se a prisão for ilegal existem caminmho para revoga-la, e não é fornecendo meios para novos crimes, mas sim através de medidas procesuais. Lembro que prender juiz não é fato comum, de forma que, para medida extrema devem existir bons argumentos. Abraços.

Democracia fajuta!!!

sued (Bacharel - Criminal)

Pena que o brasil é um país demais democrático e com muitos idiotas defendendo o indefensável...O uso de celular para um preso diferenciado se justifica sob qual argumento se os outros mortais não podem? Isonomia também vale nesses casos? Pra mim lugar de juiz corrupto é no inferno e não na cadeia, servindo tão somente para advogados canalhas e inescrupulosos ficarem defendendo o seu pão com esses criminosos vivos. Pena de morte para os canalhas e para os hipócritas!!!

Demonização

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Em todos os países nas quais o combate ao crime é levado realmente a sério, todos os suspeitos, acusados, condenados e até mesmo aqueles que já cumpriram suas penas são exaustivamente ouvidos, estudados, sondados, averiguados, com o fito de se tentar descobrir com a máxima precisão possível como funciona efetivamente o mundo do crime. Com isso, as forças de repressão podem atuar com maior eficiência, e inclusive se sugerir de forma científica modificações na legislação de modo a aperfeiçoar à realidade atual. Aqui no Brasil, no entanto, segue-se o caminho contrário. Aquele é que pego com a boca na botija é isolado, demonizado. É tido como alguém que não tem nada a dizer. Essa opção brasileira visa, na verdade, impedir que o crime sejam estudados e compreendido. Ao contrário do que ocorre nos países civilizados, a maior parte dos delinquentes estão a serviço do Estado. A grande maioria dos crimes envolve uma intrincada cadeia de relações, com inúmeros envolvidos. Muitas vezes há policiais, delegados, juízes e membros do Ministério Público com culpa no cartório, sendo certo que eles temem que se o acusado abrir a boca (principalmente para a imprensa) muitos outros podem ser objeto de investigação.

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