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Saúde financeira

Pedidos de recuperação judicial batem recorde

Entre janeiro e março deste ano, 247 companhias entraram com pedidos de recuperação judicial segundo dados do Serasa Experian. Este é o maior número desde que a nova Lei de Falências (lei 11.101) entrou em vigor em meados de 2005. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o advogado Fernando De Luizi, o momento é pior que o de 2009, quando houve a crise internacional. Segundo o advogado, nos três primeiros meses do ano ele entrou com 27 ações, mais que o dobro se comparado ao mesmo período de 2012.

De acordo com especialistas as principais razões por trás dos pedidos são: baixa demanda no mercado interno; dificuldade para tomar crédito nos bancos; fraqueza dos clientes internacionais, no caso de exportadores; e inflação alta, que aumenta os custos.

Carlos Henrique de Almeida, economista da Serasa Experian, explica que os problemas enfrentados pelas empresas são os mesmos do ano passado. Porém ele explica que a inadimplência este ano tem pesado menos, pois os indicadores mostram diminuição nos calotes.

Segundo De Luizi há hoje uma maior seletividade no crédito. Ele conta que as financeiras estão exigindo mais garantias na hora do empréstimo. A Boa Vista, que administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), nota que tanto o número de pedidos de recuperação judicial quanto de falências continuam elevados. "Mas nossa expectativa é de melhora ao longo do ano", disse o economista Flávio Calife. 

Revista Consultor Jurídico, 27 de abril de 2013, 13h39

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