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Vaga no Supremo

Barroso é o mais indicado em enquete da ConJur

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Luís Roberto Barroso - 21/09/2012 [Divulgação]O constitucionalista Luis Roberto Barroso (foto) desponta como favorito à indicação para a vaga do ministro Ayres Britto do Supremo Tribunal Federal. Pelo menos em enquete feita pela ConJur sobre a preferência de profissionais representativos do universo jurídico. Participaram da votação ministros, desembargadores, juízes, advogados e promotores.

Sob a garantia do anonimato, 47 pessoas responderam à seguinte pergunta: “Se tivesse esse poder, quem você escolheria para ministro do STF?”. Não foram sugeridos nomes. Barroso contou com a preferência de 17 participantes. Na sequência, vieram os tributaristas Heleno Torres, que obteve sete indicações, e Humberto Ávila, com cinco votos.

Professor de Direito Constitucional da UERJ, Luis Roberto Barroso é figura frequente nas bolsas de apostas a cada vez que uma vaga é aberta no Supremo. Fontes próximas ao Planalto afirmam que o constitucionalista tem o perfil para o cargo, mas desconversam quando a pergunta é sobre as reais chances de o professor assumir o posto. “É um ótimo nome”, é a resposta mais frequente.

O tributarista Heleno Torres chegou a se encontrar com a presidente da República, Dilma Rousseff, para conversar sobre a vaga de Britto. Por conta do encontro, Torres chegou a ser anunciado ministro pela imprensa. “Conversamos sobre o cargo e fiz uma apresentação técnica, mas não recebi convite”, disse à ConJur. O vazamento do encontro irritou a presidente e teria tirado o tributarista da corrida, caso o Planalto não tivesse identificado que ele não foi responsável por promover a falsa informação da nomeação — clique aqui para ler reportagem sobre o assunto.

Outro nome que ganhou força na disputa é do professor de Direito Civil Luiz Edson Fachin. O advogado também já conversou com o Planalto. Ele foi lembrado por apenas um participante da enquete da ConJur. Entre os cotados de fato figuram ainda dois membros do Ministério Público. O subprocurador da República Eugênio Aragão é um deles. O procurador é ligado ao atual presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, e tem a torcida do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O outro candidato é o procurador de Justiça gaúcho Lênio Streck. Na enquete feita pela revista, Streck teve três votos.

O advogado e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Marcelo Nobre, foi votado por um dos participantes da enquete. Ele também é cotado para a vaga por conta do apoio de nomes como o presidente do PT, Rui Falcão, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Os ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, do Supremo, também são simpáticos ao nome de Nobre, que já esteve com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, conversando sobre a vaga de Britto.

Os demais votos foram pulverizados. A ministra Nancy Andrighi, do STJ, teve dois votos. Com um voto cada foram citados os ministros Eliana Calmon, Herman Benjamin, Isabel Galloti e Sidnei Beneti, do STJ; os também ministros Ives Gandra Martins Filho e Maurício Godinho Delgado, do TST; os desembargadores Newton De Lucca, Marga Inge Barth Tessler, Carlos Vico Mañas, Marcelo Navarro, Oswaldo Capraro e Valmir Pontes Filho; o juiz Ingo Sarlet; os advogados Luiz Edson Fachin, Alberto Toron, Arnaldo Malheiros, Sylvia Steiner, Rui Reali Fragoso, Manuel Alceu Affonso Ferreira e Geraldo Prado, e o procurador de Justiça Rômulo de Andrade Moreira.

 é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

 é editor da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 20 de abril de 2013, 9h06

Comentários de leitores

20 comentários

Nem todo advogado quer ser juiz

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Sr. Alex (Assessor Técnico) :
Temos algo em comum: também entendo que juiz de carreira seja o melhor para o STF. Mas tal condição não é exigida.
O sr., por outro lado,parece não ter entendido o que escrevi. Primeiro: não é preciso qualquer "coragem" para dizer o que penso, pois estamos numa Democracia, onde a qualquer um é assegurado o direito de livre manifestação. Apesar de algumas viuvas inconsoláveis, não estamos mais na ditadura.~
Quanto ao final de seu comentário: "Vc não escolheu ser advogado? Pois siga a sua carreira. O que advogado quer ocupando vaga em tribunal." Digo o seguinte: a) tenho 70 anos e mesmo que quisesse não poderia ser indicado; b) Sou advogado porque quero há 40 anos, ganho e estou muito bem e feliz; c) Fiz há cerca de 30 anos 2 concursos públicos: auditor da receita federal e fiscal do ICMS, tendo sido aprovado e nomeado em ambos, pedindo exoneração depois de poucos meses, porque não tenho vocação para o serviço público; d)unca pretendi ser juiz, poi não sei nem quero julgar nada nem ninguém. Nem todo advogado quer ser juiz. Como cantava Riachão: "Cada macaco no seu galho". Meu galho é a Advocacia, que não troco por nada! Bom fim de semana!

Parabéns!

Aiolia (Serventuário)

Num site de advogados, com votação majoritária de advogados para ocuparem a vaga de juízes, tive o prazer de ler este comentário, incrédulo até o momento:
Raul Haidar (Advogado Autônomo)
Magistério não é magistratura.
O fato de ser professor não deve ter a relevância que lhe atribuem. Um escritor já disse: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina". Os tribunais precisam de juizes. Quem previsa de professor é escola (...)".
Parabéns pela coragem, advogado!
Quanto ao mais, pode ser honrado, ínclito, jurista, o que for. Quem deve ser juiz é quem demonstrou desde o início aptidão para tal. São os magistrados de carreira, que também são honrados, ínclitos e juristas. Vc não escolheu ser advogado? Pois siga a sua carreira. O que advogado quer ocupando vaga em tribunal?

preferência

Marcello Cerqueira (Advogado Associado a Escritório - Administrativa)

Sem desmerecer os demais candidatos, todos devidamente credenciados, manifesto minha esperança na escolha do prof. L R Barroso. Merecemos. Marcello Cerqueira

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