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SP tem pior desempenho no Exame da OAB em oito anos

No último exame da Ordem dos Advogados do Brasil, os estudantes de Direito de São Paulo tiveram um dos resultados mais fracos da história. O nível de aprovação na prova feita em fevereiro foi de apenas 7,6%, pior desempenho do estado nos últimos oito anos. Menos de 1,8 mil alunos foram aprovados dentre aproximadamente 23 mil candidatos. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

A aprovação dos estudantes paulistas também ficou abaixo da média nacional, que foi de 10,6%. O presidente da Comissão da Ordem, Edson Cosac, afirmou que grande parte das notas baixas vem dos cursos particulares. Entre as faculdades públicas, segundo ele, o índice de aprovação sobe para 75%.

A Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, que representa as instituições privadas, criticou a informação de que as faculdades particulares pioram o nível geral da aprovação da Ordem dos Advogados do Brasil para novos bacharéis. O conteúdo dos cursos, de acordo com ele, é estabelecido pelo Ministério da Educação e nem sempre se adapata necessariamente ao que a Ordem cobra em suas provas.

No fim de março, o Ministério da Educação suspendeu a criação de novas  graduações em Direito. A Comissão de Educação da OAB pretende ter maior participação na avaliação para a abertura de cursos. Na época, a entidade afirmou que a decisão do governo federal deu fim à uma “autorização indiscriminada” de funcionamento de mais faculdades.

Revista Consultor Jurídico, 19 de abril de 2013, 10h15

Comentários de leitores

5 comentários

qual o problema?

Celsopin (Economista)

qual o problema se algumas universidades são ruins e outras boas? o exame da ordem não está cumprindo a função de avaliar quem pode participar da guilda ou não?
porque a mania de achar que o problema é a solução?
o existência do MEC é o problema. Sem o MEC, certamente haveria espaço para instituições melhores... porque já vimos que com o MEC (e os pagamentos de dívidas de campanha de Lula como a eliminação do provão e o financiamento de instituições privadas através do prouni)é que a coisa ficou ridícula como esta.
relembrando que o Brasil tem mais faculdades de direito que o resto do mundo junto.
p.s. nem vou falar da outra parte do problema: a regulamentação da profissão.

Não concordo com investigação e exame psicológico

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Não concordo com investigação social e exame psicológico, como sugerido pelos colegas abaixo.
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Isso dá margem a subjetivismos inaceitáveis, dando poder ao avaliador para queimar os desafetos, ou empurrar pra dentro os camaradas, sem falar em injustiças "involuntárias".
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Quanto mais objetividade, melhor. O Exame, da forma que está, ainda me parece o mal menor.

Não piora?

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

Engraçado o sujeito contestando a afirmação de que a média das particulares piora a média geral de desempenho, se os dados mostram que a média geral é de 7,5%, mas consideradas apenas as públicas a média sobe para 75%!
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Que aluno passa o tempo da aula bebendo cerveja no boteco é fato. Mas é fato também que o nível dos cursos está muito, muito baixo.
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O argumento de que a grade não se adapta ao que é cobrado no Exame parece piada. As públicas são as que menos dão bola para o programa do Exame da Ordem. Nas particulares, o 5º ano é praticamente um cursinho para a OAB, salvo honrosas exceções. Mas nem assim resolve.
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Ao menos o MEC parece estar se mexendo um pouco, já que está congelada, pelo que me parece, a abertura de novos cursos.

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