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Harlem Shake

Funcionários que dançaram sobre processos são demitidos

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Seis funcionários do Cartório da 2ª Vara Cível da Comarca de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foram demitidos nesta terça-feira (16/8) por terem dançado em cima de processos espalhados pelo chão. 

A dança, que imitou a coreografia conhecida na internet como "Harlem Shake", foi filmada e disponibilizada no Youtube. O vídeo foi retirado do site na manhã desta terça, depois que o portal G1 registrou a história. As cenas foram reproduzidas pelo jornalismo da RBS TV, afiliada da Globo no estado.

A diretora do Fórum de Novo Hamburgo, juíza de Direito Traudi Beatriz Grabin, informou que o vídeo foi gravado na sexta-feira (12/4), após o horário de expediente. A magistrada considerou o episódio vergonhoso, pois fere a expectativa da população em receber uma prestação jurisdicional célere. 

Nota de repúdio
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul também considerou lamentável o episódio. ‘‘Os responsáveis por tal falta gravíssima não são servidores do Judiciário, mas sim funcionários do Cartório da 2ª Vara Cível escolhidos, contratados e remunerados pela Sra. Escrivã da mesma. Tal serventia — em que atualmente tramitam mais de 12 mil processos — será estatizada no final do mês de maio’’, informa a nota, assinada pelo jornalista e desembargador Túlio Martins, presidente do Conselho de Comunicação da corte.

Na nota, o Tribunal de Justiça afirmou que reitera seu respeito pelos cidadãos que confiam ao Judiciário estadual a solução de seus processos e repudia toda e qualquer manifestação de desrespeito, desacato e desprezo às ações sob sua responsabilidade e ao trabalho judicial de todos os operadores do Direito.

A Direção do Foro, arrematou a nota, determinou as seguintes providências: abertura de investigação para apuração de responsabilidades, demissão por justa causa dos envolvidos e sindicância para apurar a responsabilidade da escrivã do cartório. 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio Grande do Sul.

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2013, 11h13

Comentários de leitores

5 comentários

Concordo com a Diretora do Forum

Paulo Ravel (Advogado Assalariado - Trabalhista)

Ora, independente de estar no horário de expediente ou não, trata-se o judiciário de uma instituição na qual pessoas confiam a solução de seus problemas e, com isso criam-se expectativas dentre as quais se econtra o respeito, não só pela instituição judiciária em tela e sim também de forma indiscutível pelas pessoas que ali estão representadas pelos seus processos.
Ademais, se os funcionários quisessem poderiam ficar até mais tarde e trabalhar ao invés de dançar, e assim contemplar a dita celeridade processual cada vez mais mitigada.

Entendendo o problema

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Não se trata de "serventuários". Em alguns Estados da Federação os clãs locais conseguiram até os dias atuais manter os cartórios judiciais como "capitanias hereditárias", dando seguimento a um regime de apropriação do público pelo particular que resiste aos séculos. Nesse cartórios há "donos", que por sua vez contratam funcionários pelo regime da CLT. Em regra, esses funcionários ganham quase o equivalente a um salário mínimo, e prestam um serviço da pior qualidade possível já que o objetivo do dono de cartório é ganhar dinheiro fácil às custas do sofrido jurisdicionado. E quando fizeram a "dança", pelo que consta, estavam fora do horário de expediente.

Complicado!

Pedro Pontes (Advogado Assalariado - Civil)

O Judiciário brasileiro está cada vez mais abarrotado e muitos colaboradores laboram com descaso!
É uma tremenda falta de respeito com a população daquela região que propõe a presente demanda, para que, no caso concreto, o juiz diga quem tem o direito, além de causar a impressão de insegurança jurídica.
Estão "dançando" no princípio da celeridade! Pois, a grosso modo, sem generalizar, sabe-se que para que este princípio caminhe, é necessário a colaboração de todos que fazem a "máquina judiciária" andar, inclusive, dos serventuários cartorários.

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