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Comentários de leitores

19 comentários

Ao Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Parabéns! É isso mesmo!
É pedir demais que o sujeito entenda isso tudo?
Em uma ocasião pude presenciar uma juíza parabenizando o jovem advogado em razão da sua recente aprovação no "tão difícil" Exame da Ordem.
Precisa dizer mais???

Igualdade

Patricia R. (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

Se a razão de existir do exame da OAB é a verificação da capacitação profissional, o que é sempre plauzível, porque não estender esse mesmo exame a todos os profissionais do Direito? Alcançariamos a excelência se todos eles tivessem de repetir esse mesmo exame a cada cinco anos, por exemplo. Por que não? Afinal se o entendimento quanto a dificuldade da prova é subjetivo, o entendimento quanto a qualificação eterna, quanto ao aprimoramento constante do profissional que passou pelo exame há tempos atrás, também é. EXAME DE ORDEM A CADA 5 ANOS É BEIRAR A PERFEIÇÃO.

Igualdade

Patricia R. (Servidor da Secretaria de Segurança Pública)

Se a razão de existir do exame da OAB é a verificação da capacitação profissional, o que é sempre plauzível, porque não estender esse mesmo exame a todos os profissionais do Direito? Alcançariamos a excelência se todos eles tivessem de repetir esse mesmo exame a cada cinco anos, por exemplo. Por que não? Afinal se o entendimento quanto a dificuldade da prova é subjetivo, o entendimento quanto a qualificação eterna, quanto ao aprimoramento constante do profissional que passou pelo exame há tempos atrás, também é. EXAME DE ORDEM A CADA 5 ANOS É BEIRAR A PERFEIÇÃO.

"Uma única e grande causa, o conhecimento!"

Rui Telmo Fontoura Ferreira (Outros)

Prezados Senhores,
Paz e Bem!
Indubitavelmente, começou a surgir uma luz no horizonte, no campo das idéias, no aprofundamento do conceito da lógica e da metodologia, na essência do saber, na profundidade do concreto e na fundamentação e consolidação do conhecimento.
Portanto, como dizia Joelmir Betting: "na prática a teoria é outra", mas, serve como estímulo ao diálogo e as mudanças criativas, na formação de uma consciência, eminentemente, democrática ao exercício do Direito.
Cordialmente,
Rui Telmo Fontoura Ferreira

Paridade de conhecimentos. Pelo menos!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Creio não ser justo para o cidadão ser julgado por um juiz e acusado por um promotor, que ocupam esses cargos após serem provados e aprovados em um severo concurso público de avaliação de seus conhecimentos jurídicos, ser defendido por um advogado que teve seus conhecimentos na mesma área aferido de maneira superficial em um Exame de Ordem facilitado. Seria o mesmo que entrar em combate contra um exército munido de armas modernas usando armas obsoletas. Nas lides forenses a paridade de armas é essencial, sob pena de condenação prévia do cidadão que busca o seu direto. Carece de fundamento o óbice proposto pelo ilustre articulista.

Doutorado?

George Rumiatto Santos (Procurador Federal)

"Muitas das questões propostas envolvem oceanos de matéria altamente controvertida, cuja solução se torna difícil até para advogados mais experimentados".
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Anda mal de conhecimentos jurídicos o articulista, se vê nas questões do Exame da Ordem oceanos de matéria de difícil solução para advogados experimentados.
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Não é demais dizer que o programa da prova se atém ao currículo dos cursos de Direito. Muitas questões são do tipo "letra de lei", e só é preciso acertar metade delas para passar na primeira fase!
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A solução para os milhares de bacharéis que não conseguem passar no exame obterem êxito é simples: sair do bar e estudar.
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O bacharel passa 05 anos no bar da faculdade e, depois, acha que a prova tem muita pegadinha.
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Como disseram aqui, concurso para cargo de "ponta" nem se compara ao simples exame da ordem, que já tem o formato almejado pelo articulista: avaliar conhecimentos jurídicos básicos dos bachareis.

"Riso das hienas"

Leandro Melo (Advogado Autônomo)

Parabenizo o colega ADEMILSON, que logrou um êxito profundo com a sua metáfora, ora, é só observar os comentários do referido artigo:
Excluindo-se um comentário claramente político, pode-se traçar um perfil dos defensores da forma como o exame é aplicado.
Observe que os tais defensores são exatamente os aprovados nos últimos exames de ordem. O que me remete a metáfora do Ademilson. Não assemelha-se a relação comensal entre a hiena e o leão? se alimentando dos restos deixados pelos poderosos da OAB, se achando vitoriosos por saberem jogar o jogo dos leões, e aí me remete ao Prof. Lênio Streck, e os problemas de se saber, ou não, jogar a "Katchanga", porque sempre haverá uma "Katchanga real", pobres criaturas ainda não sabem que o jogo ainda nem começou, e que os leões se unem, para manter todos os outros sempre como hienas (mais uma vez irei bater nos baixíssimos salários, nas Associações, etc.), e assim irão descobrir outras formas de reserva de mercado.
Apesar de tudo, nós que somos contra este tipo de aplicação das provas, não temos interesse direto nelas, nós já fomos aprovados há um bom tempo!!!
Reclamamos sim, porque não queremos ter que contestar um reconhecimento jurídico do pedido alegado na inicial, quando sequer houve alguma manifestação do réu; ou contra-arrazoar apelações que não guardam qualquer relação com os limites da lide; ou talvez contestar pedido de indenização por não recebimento de seguro-desemprego, quando o Reclamante afirma ter trabalhado por três meses, ou réplicar uma contestação que ofende a dialeticidade, ...
Ademais, se elas não continuarem sendo realizadas, quem irá me fazer rir diante de verdadeiros absurdos que vejo constantemente na advocacia?

A OAB para inglês ver...2

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Primeiramente, FILOSOFIA não serve a concurso, mesmo em se tratando de FILOSOFIA DO DIREITO, cujo conceito é, em si mesmo, discutível....é possível saber-se filosofia do direito sem se conhecer a FILOSOFIA GERAL? Então a prova deverá ser a mais ampla possível, exigindo do candidato que, após o bacharelado em DIREITO, faça uma Faculdade de FILOSOFIA para, então,candidatar-se ao exmade da ordem...parece uma brincadeira mas não é.O filósofo SARTRE já dizia que 'não há uma filosofia, mas FILOSOFIAS', então, como indagar a um aluno o pensamento de 'a' ou 'b', dentro das 'alternativas' colocadas pelo examinador, se essas alternativas estão de acordo NÃO COM A FILOSOFIA DO DIREITO mas com o 'entendimento' do examinador sobre o referido autor...Concordo em que haja o referido EXAMDE DE ORDEM, mas naquilo em que o exercício da ADVOCACIA exige de conhecimentos básicos e não filigramas e ou decisões controversas dos Tribunais (mesmo do STF)...deve o exame adotar um roteiro com base na boa doutrina, aquela sedimentada e admitida pelos pela maioria dos autores. A experiência me diz que nem sempre os melhores alunos são aqueles que têm um bom futuro profissional como ADVOGADOS (dão-se melhor se encapuçados em cargos públicos) e que nem sempre os que, depois de se aposentarem em cargos públicos (juízes, desembargadores, promotores, etc.) se tornam bons advogados. Naverdade, existe a CIÊNCIA DO DIREITO e a ADVOCACIA, uma arte, ou como querem alguns, uma TÉCNICA, e aí, só o tempo e a experiência ditará a performance do ADVOGADO...este ser acima de todas as suspeitas. Os que advogam ou advogaram, sabem a que me refiro.

A OAB para inglês ver...2

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Primeiramente, FILOSOFIA não serve a concurso, mesmo em se tratando de FILOSOFIA DO DIREITO, cujo conceito é, em si mesmo, discutível....é possível saber-se filosofia do direito sem se conhecer a FILOSOFIA GERAL? Então a prova deverá ser a mais ampla possível, exigindo do candidato que, após o bacharalado em DIREITO, faça uma Faculdade de FILOSOFIA para, então,candidatar-se ao exmade da ordem...parece uma brincadeira mas não é.O filósofo SARTRE já dizia que 'não há uma filosofia, mas FILOSOFIAS', então, como indagar a um aluno o pensamento de 'a' ou 'b', dento das 'alternativas' colocadas pelo examinador, se essas alternativas estão de acordo NÃO COM A FILOSOFIA DO DIREITO mas com o

A OAB para inglês ver....

Ademilson Pereira Diniz (Advogado Autônomo - Civil)

Com razão o articulista. Deve haver alguém que ri o riso das hienas ao ver o enorme número de candidatos que naufragam no exma da OAB...há sádicos para tudo, sempre, evidentemente, justificando com uma teoria social todos os descalabros que tangenciam a sociedade brasileira, hoje. Sempre fui a favor do exame, tendo, inclusive, participado de bancas dele em outros tempos (tempo do exame oral, etc.). De fato, não se justifica o excessivo rigor a que se submete o candidato, com questões de alta indagação, própria de DOUTORES, mas que nada têm a ver com o exercício da advocacia, esta que está a toda hora nos Foruns e Cartórios pelo Brasil a fora, assistindo uma população débil e hiposuficiente. O exame, como bem dito pelo articulista, não é um concurso para preenchimento de cargos públicos, quando, aí, tem-se em vista o número de vagas e é necessário buscar-se a excelência dos examinandos..Mas, para o exercício da profissão não há número de vagas e o mundo é o limite. Ao advogado basta indagar-lhe se sabe propor um Mandaqdo de Segurança, um Habeas Corpus, os prazos e seus recursos, o manuseio das fórmulas mais comuns do dia a dia forense....o resto, é uma questão de formação acadêmica, que se espera que todos tenham (para isso há as faculdades) e é que vai diferenciar o profissional de sucesso, ou não. Demais disso, ninguém é diuturnamente pego de afogadlho com questões intrincadas e, se o for, sempre haverá um tempo para se estudar o tema.Nada é prá já,como se sugerem com as questões colocadas nos exames atuais. Advoguei por trinta anos e nunca surgiu uma questão que não pudesse ser estudada e examinada no silêncio de minha biblioteca. Ultimamente pensa-se em introduzir filosofia do direito nos concurso: é uma grande besteira e um absurdo.

Será que é isso mesmo?

Miriato da Silva Santos (Advogado Sócio de Escritório - Administrativa)

Realmente a prova aplicada no Exame de Ordem, tem um nível quase que castigante para não dizer pior.
Discute-se acabar com o mal pela raiz, fiscalizar e extinguir curso jurídicos de baixo nível, eu me pergunto, com a atual política corruptiva que temos, como iremos fazer isso?
É louvável o artigo acima querer diminuir a dificuldade do Exame de Ordem para que a prática da Advocacia termine de aprimorar o saber do novo advogado, contudo, hoje esta alternativa está muito distante de ser colocada em prática, visto que o problema encontra-se no âmbito político.
Hoje o meio encontrado para que se possa ter o mínimo de qualidade no exercício da advocacia é uma prova bastante rígida como a de concursos públicos mesmo, em razão de não haver concorrência no Exame de Ordem e a nota de corte é bastante aceitável.
Pra finalizar eu questiono, a sociedade merece advogados somente com conhecimentos básicos e insuficientes esperando uma prática tardia molda-los para melhor, enquanto que o Estado com provas de concurso duras e difíceis seleciona somente os melhores para auxiliá-los e defende-los? Acredito que não, a sociedade merece também os melhores.

De novo esse engodo? A quem beneficia?

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Vamos lá!
Foi dito que "Não se pode exigir deles conhecimentos mais profundos..."
Quão profundo, então, é o conteúdo repassado ao estudante? Apostilas? Resumos? Não se compram livros, não se frequentam bibliotecas, não se conhecem mais doutrinadores.
Conheço um caso em que o sujeito fez uma "pós-graduação" (com documento emitido por cursinho preparatório e reconhecido pelo MEC) mesmo antes de terminar a graduação (ele ainda estava no 3º ano...). Sim, conforme a "escola", ele é Especialista em Direito...
Pode a "pós" (algo posterior e que exige o antecedente) vir antes? Isso não é estelionato? E se o sujeito não obtivesse a graduação? Pós-graduado em quê?!
Certa vez uma professora disse que professor de graduação é aquele ser que impede o aluno de retirar o Diploma previamente adquirido no ato da matrícula.
Estamos indo para onde?

Ordem ou desordem ?

Luiz Pereira Neto - OAB.RJ 37.843 (Advogado Autônomo - Empresarial)

Em lados antagônicos , o lúcido estudante de direito , dificultando , honrosamente , o próprio caminho , ao referendar o "EXAME DE ORDEM" , e , de outro , um ex-presidente da OAB.RJ , facilitando o seu próprio descaminho ... POLÍTICO , querendo consagrar a "DESORDEM , NO EXAME" , em troca de , ignorantes e despreparados , votos .
Ao inexperiente , porém , sábio , os nossos parabéns , e , ao calejado Advogado , ora colunista , os nossos sinceros pêsames . Este , lamentavelmente , é o ignóbil retrato do Brasil de hoje : jovens conscientes , atrapalhados por estapafúrdios , interesseiros e vergastados exemplos .

Correção ou "cara crachá"?

Marcuspc (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Creio que a prova da OAB não tem um rigor excessivo não. Ainda quando estava na faculdade costumava fazer as provas e sempre tinha um bom desempenho, buscava as provas na internet. Quando chegou minha hora de fazer a prova me surpreendi com a correção que é feita na segunda fase. Na correção me surpreendeu o fato de que somente é considerado correto o que esta no espelho de resposta, ipsis litteris como esta no espelho. Não há uma análise da resposta, o que há é verificação cara crachá da resposta dada com o espelho de resposta padrão.
Minha crítica ao exame se resume a este fato, a correção ser feita como uma espécie de cara crachá, não há uma correção do conteúdo, mas sim uma verificação da igualdade da resposta com o espelho de resposta padrão. Tem a palavra mágica do espelho, ponto, não tem a palavra mágica, errado.
Esta é a correção justa? É isto que queremos da OAB?

Interpretação "0"...

Lucas M. F. (Estudante de Direito)

Meu caro Thiago,
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com todo respeito, a falha em sua interpretação é grosseira, o articulista vislumbra uma perspectiva mais ampla -- o futuro do ensino jurídico do país -- muito além da simples conveniência profissional, diga-se, como um digno advogado deve se comportar.
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Por outro lado, muito menos propõe o fim do exame...
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Não digo isso por ser contra,não! Mas, como dizia Platão, verdade conhecida = verdade obedecida. E a verdade está do lado do autor.
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Por fim, favor não censurar, recuso-me a servir ao politicamente correto!..
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Lucas Fardin

ler o texto, refletir, só depois comentar

Ciro C. (Outros)

o autor está repleto de razão, aliás, vou mais adiante; tem um festejado colunista do Conjur que entende que os cursos de graduação devem ser parecidos com as aulas de Pos-doc. A doutrina não pode ser simples, as aulas devem ser parecidas com saraus.
A prova de OAB perdeu completamente o prumo. Nada mais absurdo que o candidato reprovado na segunda etapa ter que se submeter novamente a todo o certame. Nem no concurso para Mestrado é assim. Se sou aprovado na prova de lingua estrangeira, não preciso me submeter novamente a esta etapa no futuro.

Paridade de Armas - Defesa da Sociedade

Rafael J. Dias (Advogado Sócio de Escritório)

Como mencionou o colega Thiago Duca Amoni, o advogado age com munus público.
Agindo com dever perante a sociedade, lidando com os direitos dos cidadãos e estrangeiros que por este país passam, o advogado deve estar preparado para lidar perante outros agentes políticos do Estado, estes que são submetidos a verdadeiras odisséias para lograrem êxito de suas posses em seus merecidos cargos.
O advogado deve estar preparado tanto quanto um juiz, promotor, defensor, até tanto quanto um Ministro de Tribunal Superior, pois perante eles irá postular, e a figura do cidadão que está por ele representado deve permanecer defendida nas mesmas condições técnicas e muitas das vezes até superiores em relação aos demais agentes do Estado.
Ser um doutor para diagnosticar as lesões jurídicas sofridas pela a sociedade e buscar o antídoto perante os poderes da República, não é tarefa fácil, nem deve ser fácil adquirir o mérito de exercer tal função.
A dificuldade da prova da Ordem deve se a cada dia mais robusta, para que passem aqueles que se esforçarem de verdade, preparando-se tanto quanto os agentes com quem atuará no decorrer de sua carreira jurídica. Esperamos a cada ano mais exigências para poder sermos chamados(as) de Advogados(as).

Munus publicum

Hélio Ferreira Ribeiro (Advogado Autônomo - Tributária)

CRFB/88, Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Lei 8.906/94, Art. 2ºO advogado é indispensável à administração da justiça.
§ 1º No seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social.
Não compreendo a dicotomia concurso público X advocacia. Então pra ser magistrado, ou defensor, por exemplo, é necessária a reprovação em massa. Para se exercer a advocacia, não. Até pq, em algum lugar do nosso ordenamento jurídico deve estar escrito que a função de advogado está em nível de hierarquia e importância distinto. Que artigo absurdo!
Fundamentar a necessidade de abrandamento do Exame na inexperiência profissional do bacharel é outro erro. A uma, pq o exercício da advocacia deve partir de um padrão, como o próprio artigo reconhece. Depois, pq experiência é diferente de conhecimento. Técnica é algo que se adquire com a prática; conhecimento se tem ou não.
E o mais grave no artigo é o seguinte: considerar difícil um Exame que exige 50% na primeira fase, e 60% na segunda. Como bem apontado no comentário acima, o Exame de Ordem não está nem a beira da similitude com concursos públicos de alto nível. Lembrando ainda que não há concorrência, o que diferencia ainda mais a natureza do Exame, da natureza de um concurso.
Considero grave o teor do artigo. Defender o rebaixamento da profissão de advogado, que é o que texto sugere, é temerário. Acho que a Conjur deveria elaborar um Exame Nacional anual para articulistas.

Avante prova da ordem!

Thiago Duca Amoni (Estudante de Direito - Civil)

Muito me espanta o artigo, até pelo fato do colega já ter presidido uma das seccionais da OAB.
Cada dia que passa proliferam-se "Instituições de Ensino" abrindo as portas, lançando como carro chefe o curso de Direito. O porque é claro; além da falta de fiscalização do Ministério da Educação, o curso não necessita de laboratórios, convênios com hospitais, assim como o curso de Medicina por exemplo. Uma biblioteca razoável, professores sem a mínima qualificação e meia dúzia de salas!Pronto, temos um curso de Direito!
O único filtro que temos hoje, em um mercado de trabalho extremamente saturado, é a prova da OAB.
Seria de uma imprudência sem tamanho acabarmos ou facilitarmos a prova, até por medida de segurança ao interesse social. A atividade da advocacia é fundamental a sociedade e como preleciona o Estatuto da OAB, o advogado age com munus publico.
Seria temerário colocar profissionais a disposição da população, representando seus direitos, que não conseguem passar na prova da Ordem, que ao meu ver, tem um nível de dificuldade médio, visto que na primeira etapa é necessário obter 50% da nota e na segunda 60%.
E digo mais; todo o curso superior deveria ter uma prova de aptidão após conclusão do curso, nos moldes da prova da OAB. Nos dias de hoje não há mais espaço para profissionais desqualificados, muito menos advogados, que exercem uma função tão essencial para interesse coletivo.

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