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Calvário boliviano

Advogado de corintianos detidos ganha cópia do processo

O advogado Miguel Blancourt, ligado à Embaixada do Brasil em La Paz e responsável pela defesa dos 12 corintianos detidos em Oruro, na Bolívia, recebeu na última quarta-feira (3/4) uma cópia das cerca de 800 páginas do processo. Ele buscava, há dias, uma cópia dos documentos, que não eram liberados pela Promotoria. Blancourt disse que planeja entrar com Habeas Corpus em favor dos torcedores, mas reconhece que há poucas chances de sucesso, segundo noticiou o site Gazeta Esportiva.

O grupo está detido na Bolívia desde o dia 20 de fevereiro, quando o torcedor boliviano Kevin Beltrán morreu após ser atingido por um sinalizador disparado duranta a partida entre Corinthians e San José pela Copa Libertadores da América. Blancourt tenta convencer a Promotoria de Oruro a considerar a confissão do menor residente em São Paulo que assumiu a autoria do disparo.

De posse da documentação, o advogado afirmou que uma de sua primeiras providências será enviá-la ao Brasil. Além das famílias dos detidos, os advogados que trabalham pelo grupo de torcedores em São Paulo também poderão conhecer o processo. A advogada Maristela Basso, especialista em direito internacional, deve receber a papelada.

Contratado pela Gaviões da Fiel, Blancourt presta assessoria jurídica ao Consulado brasileiro e visita os presos regularmente. Ele disse acreditar que os cinco torcedores que alegam que não estavam dentro do estádio no momento do acidente serão liberados em breve. Os outros sete, no entanto, podem permanecer alguns anos detidos em Oruro ou serem obrigados a cumprir prisão domiciliar em um imóvel alugado pela torcida.

O advogado teme que o governo boliviano procure um bode expiatório entre o grupo de 12 corintianos detido em Oruro. Ele cogita a possibilidade de que a medida seja uma represália ao Brasil por conceder asilo ao senador Roger Pinto, integrante da oposição ao presidente Evo Morales.

Por outro lado, como conhecedor das entranhas da Justiça boliviana, alertou a Gaviões da Fiel que a solução pode ser financeira. Ele afirmou que no país vizinho os processos por homicídio costumam ser encerrados com uma sentença sem relação com os fatos e com alguma compensação em dinheiro para as partes.

Revista Consultor Jurídico, 5 de abril de 2013, 16h41

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