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Negócio do ano

Escritórios brasileiros são premiados pela Latin Lawyer

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O Pinheiro Neto Advogados e o Machado Meyer Sendacz e Opice Associados receberam dois prêmios cada um na edição 2012 do Latin Lawyer Deal of the Year Award (Prêmio de Operação do Ano), promovido pela publicação Latin Lawyer. O TozziniFreire Advogados ganhou um.

O Machado Meyer ganhou o prêmio na categoria "Finanças Corporativas", pela emissão de US$ 2,6 bilhões em títulos da OGX, empresa do ramo de petróleo e gás natural. Também em "Projeto Financeiro", a banca foi premiada pela operação de financiamento de US$ 786 milhões para a construção e operação de container da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) no Porto de Santos, em São Paulo.

O Pinheiro Neto ganhou a categoria "Fusões e Aquisições" com o caso em que a empresa aérea chilena LAN, representada pela banca, combinou sua operação com a brasileira TAM, negócio avaliado em US$ 10 bilhões. Pelo lado da TAM, o Turci Advogados também levou o prêmio por ter assessorado a companhia no negócio. O Barbosa, Müssnich e Aragão ganhou pelo assessoramento antitruste.

O segundo reconhecimento do Pinheiro Neto veio na categoria "Reestruturação de Empresas" no caso em que a empresa maranhense Equatorial Energia comprou a Rede Celpa, concessionária de energia do estado do Pará, que estava em processo de recuperação judicial. Nesse caso, o Pinheiro Neto atuou com equipes distintas para representar cada credor, em que cada um deles não se comunicava entre si. É o que o jargão empresarial chama de chinese wall — ou muralha da China.

A compra da Celpa e sua reestruturação também rendeu prêmios ao TozziniFreire Advogados, ao Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, pelo lado da Equatorial Energia, e ao Felsberg, Pedretti e Mannich Advogados e Lilla, Huck, Otranto, Carmargo Advogados pelo lado da Celpa.

O TozziniFreire Advogados ainda levou o prêmio na categoria "Reestruturação". O escritório levou o título por ter feito a assessoria legal ao Bank of America Merrill Lynch na recuperação judicial da companhia de energia do Pará. O Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados ficou com o prêmio pela representação da Petrobras Distribuidora e do Banco Interamericando de Desenvolvimento (BID), credores da Celpa. O Veirano Advogados, pela representação do Bank of New York Mellon, outro credor.

As equipes jurídicas foram as grandes vencedoras da categoria "Projeto Financeiro". Os advogados Maurício Ferro, Gustavo Valverde, Nick Sprague e Rodrigo Santos, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram premiados pelo assessoramento do financiamento da petroquímica Braskem Idesa. Estavam ao lado da Braskem. Luciana Tito, também do BNDES, e que estava do lado do estatal, recebeu o prêmio.

Na categoria "Regulatório", a privatização do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, pela Investimentos e Participações em Infra-Estrutura (Invepar), foi quem rendeu prêmios aos escritórios. O negócio custou R$ 16,2 bilhões, segundo anúncio do governo federal. Os advogados da Invepar, Rosalia Camello e Daniel Lira, e os escritórios Juliana Oliveira, Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados e Cascione, Pulino, Boulos e Santos ganharam a categoria pela representação da Invepar. A sócia da Invepar no negócio, a Airports Companhy of South Africa (ACSA) foi representada pelo escritório Lefosse Advogados no Brasil.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 3 de abril de 2013, 10h37

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