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Educação continuada

Veja cursos para advogados no Brasil e nos EUA

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Os cursos de educação continuada para advogados atendem os profissionais que buscam novos conhecimentos sobre assuntos de sua especialidade ou sobre as áreas, que possam aprimorar o exercício profissional e complementar o aprendizado adquirido na graduação.

Segundo o diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA) de São Paulo, Rubens Approbato Machado, tudo aquilo que se refere a educação e ao conhecimento é importante para um advogado. "Quanto mais conhecimento, maior a possibilidade de sucesso”, diz. Ainda de acordo com ele, o instrumento do advogado é a intelectualidade não só de direito, mas de filosofia, dialética, áreas que ajudam a entender a alma do cidadão.

No Brasil, algumas entidades como a Escola Nacional de Advocacia (ENA), da Ordem dos Advogados do Brasil, e o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) oferecem cursos de pós-graduação, e cursos menores, além de palestras e seminários. O IBCCRIM tem o curso de pós graduação em criminologia e especialização em ciências criminais em parceria com universidades. A duração dos cursos depende do tipo e do assunto selecionado pelo profissional. 

A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) também oferece cursos de aprimoramento e atualização que podem ser presenciais, pela internet e até telepresenciais (transmitidos via satélite), durante todo o ano.

O Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) oferece cursos de pós graduação com aulas expositivas e seminários sobre Direito Tributário. São vários temas e todos têm a duração de dois anos. O aluno que cumprir com a programação recebe um certificado de Especialização em Direito Tributário (pós- graduação lato sensu, com habilitação para docência).

Os advogados interessados podem acessar o site das entidades e procurar pelo curso que mais se aproxima com a área de interesse.

Aprendizado americano
Os advogados interessados em fazer cursos nos Estados Unidos (em inglês) têm muitas opções. Podem pesquisar no Google com as palavras-chave “continuing legal education (CLE)”. A American Bar Association (ABA – a ordem dos advogados dos EUA) tem vários seminários e webinars, bem como cursos online que podem ser baixados de seu site.

Os cursos online são mais comuns hoje em dia. Porém, os cursos ao vivo são bem mais interessantes porque juntam o útil ao agradável: o aprendizado e os relacionamentos com alguns dias de turismo. Para encontrar esses cursos, uma maneira é pesquisar por "CLE live courses" ou "CLE live programs". 

Um programa que parece interessante, por exemplo, é o do Innovative Education for Lawyers. O programa oferece cursos de 3,5 horas a quatro horas em algumas das cidades mais atrativas dos EUA, como San Francisco, Seattle, San Diego e New Orleans (e muitas outras), de 2 de novembro de 2012 a 26 de abril de 2013. Em Nova York, a seccional da ABA oferece um amplo programa de cursos ao vivo.

Na Flórida, o National Business Institute oferece cursos em Orlando (perto da Disney World), West Palm Beach (perto dos milionários), Miami (perto de Cuba), Tampa e outras cidades. A seccional da ABA da Flórida também oferece cursos, que podem ser pesquisados em seu site, por cidade.

O site New Mexico MCLE lista cursos ao vivo em muitas cidades dos EUA – de Las Vegas, San Francisco, Nova York e Washington a Ruidoso, uma cidade de Novo México, aos pés da Sierra Blanca. No Texas, o Center for Legal Ethics – Professionalism in Practice oferece cursos práticos a novos advogados, como o básico para a prática da advocacia, entre outros.

Questão de investimento
Cursos de educação continuada para advogados nos EUA são obrigatórios em muitos estados. Há uma exigência mínima de número de cursos para que advogados possam manter sua licença para a prática da advocacia. Essa exigência nem precisaria existir, diz o advogado e professor Elliott Wilcox, editor do TrialTheater. “Não existe um investimento melhor que um advogado possa fazer, em seu próprio benefício, do que se cercar de pessoas inteligentes e ‘sugar’ os seus cérebros”, afirma.

Wilcox diz que já cumpriu essa exigência há tempos, mas continua fazendo cursos para aprender mais, melhorar suas qualificações e fazer conexões. É claro que há quem não entenda isso e pense que ele está desperdiçando tempo e dinheiro. Mas ele garante que tem boas razões para continuar fazendo esses cursos. Veja as razões apontadas por ele:

1. “Mesmo que eu já saiba tudo o que o instrutor vai discutir no curso, se ele me lembrar de alguma coisa importante (como um técnico de futebol lembrando um jogador para manter a cabeça erguida), então o programa já se paga”.

2. “Se o instrutor me ensinar qualquer coisa nova, qualquer pedaço de conhecimento que possa ser utilizado no Tribunal do Júri, então meu investimento será retornado em dobro”.

3. “Mesmo que eu não faça uma única anotação durante o curso, mas se eu estiver cercado de advogados apaixonados pela minha área de atuação e eu desenvolver relacionamento com eles, compartilhar ideias durante os intervalos das classes, então o curso valerá pelo menos três vezes o valor do investimento que fiz”.

A terceira razão, para Wilcox, é a mais valiosa para os advogados. Muitas vezes, é importante que advogados façam cursos de educação continuada e participem de seminários e outros eventos, mesmo que um ou outro não tenha qualquer relação com sua área de atuação. O importante, além de aprender alguma coisa nova, é se relacionar com os colegas e com os instrutores (que, em geral, estão bem posicionados no mercado), diz o professor. Aí podem ser criadas novas fontes de referência.

“Descobri que as conversas que tenho no corredor, entre uma classe e outra, podem ser mais importantes para minha carreira do que o material que levo para casa”, afirma. Nessas conversas, os advogados devem compartilhar toda a paixão que sentem por sua área de atuação. E isso é particularmente útil para advogados autônomos, que levam uma vida solitária, de certa forma.

 

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 30 de setembro de 2012, 8h14

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