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Profissionais sobrecarregados

A valorização do juiz é debatida em Recife

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região sediará, no dia 1º de outubro, o Encontro Regional Nordeste do “Programa de Valorização — Juiz valorizado, Justiça completa!”. O objetivo do programa é fazer com que o próprio Poder Judiciário reflita coletivamente sobre problemas que interferem na autoestima de parte significativa da magistratura, bem como na imagem pública do juiz, diz o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, José Lúcio Munhoz.

O programa é organizado pelo Conselho Nacional de Justiça, coordenado pela Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ, presidida por Munhoz. "O Programa Valorização surgiu da verificação do problema da má compreensão da coletividade em face do trabalho do julgador. Surgiu também da percepção de que o juiz hoje é um profissional sobrecarregado de trabalho e sem estrutura adequada. O magistrado sofre ameaças, sofre violência e é pressionado por uma estrutura interna que privilegia a quantidade e não a qualidade do trabalho do profissional. E isso vai causando problemas de toda ordem”, diz Munhoz.

Estão confirmadas as participações das associações dos magistrados de Sergipe e do Rio Grande do Norte, dos tribunais de Justiça de Alagoas, Piauí e Ceará, das escolas de magistratura do Rio Grande do Norte e do Ceará, dos tribunais regionais do trabalho da 20ª e 22ª Regiões e dos tribunais regionais eleitorais do Maranhão e de Sergipe, além do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, do TRF-5 e do Tribunal de Justiça de Pernambuco.

Os interessados em participar do evento devem acessar o site do CNJ. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-5.

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2012, 20h54

Comentários de leitores

2 comentários

Convescote

. (Professor Universitário - Criminal)

Esse tipo de reunião se presta para que alguns magistrados priviliegiados levem suas famílias para passear (praia de Boa Viagem), uma das mais bonitas do Brasil, em hotéis de luxo, às custas de alguém que lhes paga as mordomias. Ao final elabora-se um relatório que ficará esquecido em algum escaninho empoeirado.

Má fama

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O problema da falta da má fama dos magistrados pode ser analisado sob duas óticas. Na primeira delas, temos os magistrados tradicionais (assim entendidos aqueles cujas mentes estão ainda presas no século XIX), bandidos de toga que imaginam que todos os demais cidadãos são seus servos pessoais, acreditando-se livres para a prática dos mais variados delitos. Essa categoria de delinquentes vive até os dias atuais através de intrincadas cadeias de troca de favores, sendo o pesadelo do cidadão comum devido à manipulação de decisões, além de inúmeras outras irregularidades que conhecemos. São servos do Estado e das grandes empresas, e mais não fazem senão proteger esses grupos e usufruir das vantagens pessoais distribuídas em contrapartida. Sob uma segunda ótica, temos os magistrados valorosos, que trabalham com seriedade com os pés no século XIX. Esses, por vezes usam até as últimas forças no desempenho da profissão, que desenvolvem com afinco e independência, sem a devida contrapartida em remuneração e respeito. O fato é que no final das contas a Justiça não funciona bem, em que pese o empenho dos bons juízes, e está assim desde o Brasil é Brasil, piorando a cada dia. O cidadão comum, que não está afeto ao dia a dia do Judiciário, não sabe distinguir o bons dos ruins, e assim tudo acaba em uma vala comum: "juízes são todos bandidos", na visão do cidadão comum. O fato é que se a magistratura continuar a insistir em tentar iludir o jurisdicionado, ao invés de iniciar as modificações necessárias, vai dar com os "burros n'água", vez que as velhas estratégias de dominação não funcionam mais.

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