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Crescimento profissional

Líderes exibem níveis mais baixos de ansiedade

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Há mais uma razão, agora cientificamente testada, para advogados ou quaisquer profissionais buscarem posições de liderança dentro de suas organizações — além da retribuição financeira e do prestígio. O estresse sofrido pelos líderes é menor do que o de liderados. Essa foi a conclusão de um novo estudo científico, publicado no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences (Trabalhos da Academia Nacional de Ciências). O estudo também revelou que quanto mais alto o cargo de liderança, menor a carga de estresse sobre o líder.

Conforme as pessoas alcançam posições de maior poder dentro de suas organizações, aumentam suas responsabilidades. Em consequência, há uma percepção comum de que os líderes sofrem uma carga maior de estresse do que os não líderes. Entretanto, os líderes também experimentam um senso mais elevado de controle — um fator psicológico conhecido por seu efeito de para-choque contra o estresse, dizem os pesquisadores. 

Na primeira parte do estudo, os pesquisadores também descobriram que líderes, em comparação com não líderes, exibem níveis mais baixos de ansiedade, no lado emocional, bem como níveis mais baixos cortisol, no lado físico. Segundo a Wikipédia, o cortisol é um hormônio corticosteroide produzido pela glândula suprarrenal, que está envolvido na resposta ao estresse. Ele aumenta a pressão arterial e o açúcar do sangue, além de suprimir o sistema imune. 

Na segunda parte do estudo, os pesquisadores descobriram que as pessoas que exercem cargos de lideranças mais altos, em comparação com as que exercem cargos de lideranças mais baixos, têm níveis de ansiedade e de estresse menores. O enunciado final é: "Existe um relacionamento claro entre a liderança e o estresse, com o nível de liderança sendo inversamente proporcional ao nível de estresse". 

Tudo isso pode explicar porque os líderes sofrem menos estresse, diz o site HealthDay, que divulgou o estudo. "Mas é preciso continuar esse estudo, para se descobrir se as pessoas que exercem os cargos mais altos de liderança chegaram lá exatamente porque são menos estressadas". 

Uma imagem de um leitor/comentarista do artigo, que já exerceu todos os papéis dentro de uma organização: "A pessoa menos estressada dentro de um carro é a que está sentada no banco do motorista".

A aptidão para liderança
O jornal de The Washington Post, que repercutiu o artigo do HealthDay, publicou separadamente uma entrevista com o ex-presidente e CEO da Campbell Soup, Doug Conant, que levou a empresa do declínio a um grande sucesso, no período de 2001 a 2011. Embora se diga que algumas pessoas já nascem líderes, para ele a capacidade de liderança é uma qualificação que a pessoa pode desenvolver como qualquer outra. "Você tem de trabalhar nisso", afirma. 

Ele lembra que Jack Welch, da GE, começou sua carreira com capacidade zero de liderança, como ele mesmo admitiu, mas a desenvolveu até o ponto de se tornar o "executivo corporativo do Século XX". Eis as dicas: 

Modelo
O primeiro passo é escolher um modelo de líder, diz. "Pela minha experiência, sei que todos nós conhecemos alguém que demonstrou uma capacidade extraordinária de liderança, em algum momento de nossas vidas — um professor, um técnico, um avô, um chefe, um mentor — que dizia as coisas certas, da forma certa, na hora certa. Pense sobre esses líderes que exerceram um impacto em você. Então pense em como você pode se tornar progressivamente aquele tipo de líder para as pessoas com as quais trabalha e convive", ensina. 

Vanguarda
Se você quiser que as pessoas se engajem em seus projetos, você tem de liderar da linha de frente, da vanguarda. 

Cultura
Crie uma cultura na organização da qual as pessoas queiram participar. Uma coisa boa, por exemplo, é escrever notas de agradecimento. Escrever notas sempre funcionaram bem para ele, diz. Uma vez, escreveu uma notável para o encarregado de uma nova fábrica. "Ei, eu notei que você está mais adiantado do que o programado". E também notas de estímulo, quando é preciso fazer alguma coisa andar. "Procure alguma coisa que funcione para você", recomenda. 

Compromisso
Quando as pessoas percebem que você está comprometido com seus projetos, elas se aproximam deles (e de você) como abelhas em busca de mel. 

Qualidades que fazem um líder
São três as principais: caráter, competência e química. As pessoas com bom caráter dizem o que vão fazer e o fazem com grande autenticidade. Por isso, atraem as outras pessoas. O atributo "caráter" é importante, quando se considera a liderança conquistada — não a imposta. 

A competência indica a área onde você pode ser um líder. Conant descobriu, por exemplo, que nunca iria ser um líder em sua própria casa. As crianças nunca lhe conferiram essa distinção, que sempre foi um domínio de sua mulher. Quando ela não estava em casa, ele não tinha competência para colocar boa comida na mesa, nem para cuidar de outras tarefas que sua mulher fazia sem maiores dificuldades. O máximo que conseguiu foi ser um bom liderado. 

A química é, em primeiro lugar, a forma com que as pessoas reagem uma às outras em um relacionamento. No trabalho, é a interseção entre dois conjuntos de valores: Os valores que você tem como indivíduo com os valores da cultura em que você opera. Imagine dois círculos, sendo um de seus próprios valores e outro da organização que você serve. O tamanho da interseção dos dois círculos (ou seja, da coincidência de seus valores com os valores da organização) vai determinar a "quantidade" de química que vai afetar a liderança. Uma boa superposição de valores é necessária para uma boa liderança. 

Desenvolvimento
Você pode cultivar esses três atributos, diz Conant. Deles, o mais fácil de desenvolver é a competência. Com educação continuada e outros tipos de treinamento você pode melhorar sua qualificação. Pode também ganhar experiência com o tempo. O desenvolvimento do caráter e da química exigem um trabalho pessoal. As pessoas podem refletir e escolher que tipo de caráter querem trazer para suas interações. E que tipos de valores deveriam cultivar para estabelecer uma química mais adequada para seus propósitos de exercer algum nível de liderança dentro da organização. "Essas são coisas que você pode fazer de propósito", afirma.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 26 de setembro de 2012, 17h20

Comentários de leitores

1 comentário

Será?

Eduardo R. (Procurador da República de 1ª. Instância)

Isso não pode ser verdade. A menos que estejam se referindo a líderes supremos de grandes organizações, que tem uma equipe altamente confiável que atraia aglutine todo estresse da organização. Porque no nível intermediário, de pequenos lídires, gerentes e supervidores e funcionários destacados, o nível de ansiedade deles deve ser bem maior que o dos liderados.

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