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4 comentários

Novo ministro do STF não pedirá vista dos autos do mensalão.

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

As declarações do minstro na sabatina de que dar-se por esclarecido e pedir vista dos autos não são compatíveis bastam para afastar as suspeitas da oposição de que haveria manobra do Planalto para atrasar o julgamento do mensalão. Sem contar que já foram distribuídas cópias integrais digitalizadas dos autos a todos os integrantes da corte.
De todo modo, a maioria dos ministros que hoje condenam os mensaleiros petistas foram indicados ao cargo justamente nas gestões desse famigerado partido político.
O STF tem um inegável papel político, o qual é cumprido, dentre outros meios, com as indicações dos componentes da corte pelo chefe do Executivo.
Contudo, não deixa de ser um órgão do Judiciário e como tal só pode cumprir seu papel com a vitaliciedade dos seus membros, haja vista a insatisfação de Lula com o "complexado" Joaquim Barbosa.

Grande "aquisição"

Eduardo R. (Procurador da República de 1ª. Instância)

O STF atualmente está se ressentindo de juízes de verdade, ou seja, daqueles que decidem com o horizonte jurídico em primeiro plano (e seus valores subjacentes e inrentes), e não em inclinações ou preferências filosóficas ou políticas. Teori Zvaski vai preencher essa carência com sobra, pena que terá apenas alguns anos.

Migalhas 2.965, de 24/09...

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Segundo o informativo Migalhas, "STF Ricardo Noblat (n'O Globo) faz questionamentos acerca da indicação do ministro Teori para o STF. Com uma bola de cristal, cheio de frases cifradas, ele sugere que o novo ministro possa pedir vista no caso do mensalão. O fato é que quem conhece o ministro sabe que a presidente não ousou fazer o que parece que quer fazer o jornalista. De fato, será que ao sugerir influências não se está querendo é influenciar ? Ensina-nos antigo preceito que quando Pedro fala de Paulo, as intenções são mais de Pedro do que de Paulo.".
Talvez as previsões se concretizem... Uma bela brecha para os mensaleiros e, quem sabe, até para João Paulo Cunha...

Quando?

Edmundo (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

No JN de hoje (25/9), o Min. disse que, a decretação de perda de cargo de congressista, pelo Judiciário, tem que ser referendada pelo Congresso.
Aquela máxima, de que "decisão judicial não se discute, se cumpre", cairá por terra.
Quem irá cumprir as decisões, se seus próprios integrantes estão a entender que as suas tem que ser referendadas por outros poderes?

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