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Conduta suspeita

Juíza é investigada por ganhar ação onde é titular

A OAB do Rio de Janeiro protocolou representação na Corregedoria do Tribunal de Justiça fluminense contra os juízes Luciana Santos Teixeira (titular) e Cláudio Rodrigues (auxiliar), do 26º Juizado Especial Cível (JEC) de Campo Grande. Na representação, pede a investigação da denúncia feita por um grupo de advogados de que a juíza Luciana poderia ter se beneficiado da sua condição de magistrada para receber indenização de R$ 10 mil de uma companhia aérea por atraso de vôo.

“Não é recomendável que um juiz se valha de sua condição para distribuir ações em que é parte para um juizado em que é o titular, como ocorreu”, disse o presidente da OAB do Rio, Wadih Damous. Nesta quinta-feira (20/9), ele  comunicará ao Conselho Nacional de Justiça sobre a representação.

A OAB-RJ questiona a série de coincidências ocorridas no caso, principalmente porque a ação judicial ajuizada por Luciana foi julgada no Juizado Especial onde ela atua como juíza titular. A entidade estranha também que a ação de Luciana, que mora no bairro do Flamengo e o escritório da empresa aérea fica no centro da cidade, tenha sido distribuído no JEC de Campo Grande.

Outra suspeita recai sobre a velocidade do processo, protocolado em 9 de julho último e marcada automaticamente a audiência para 21 de novembro. No entanto, após pedido de urgência, a ação foi julgada em 31 de julho. O valor da indenizaçaõ também foi questionado pela Seccional da OAB. “O valor é cinco vezes o que costuma ser pago em casos semelhantes na comarca”.

Segundo o Damous, o caso apresenta circunstâncias e coincidências que não ocorrem na Justiça para o cidadão comum. Não estamos pré-julgando, mas queremos que a corregedoria investigue o caso e regulamente com rigor para que não seja aberto um precedente”.

A OAB-RJ também protocolou representação contra o juiz-auxiliar Cláudio Rodrigues. Ele trabalha com Luciana no 26º JEC e foi quem julgou a ação e deu sentença favorável à colega. Com infomações da Assessoria de Imprensa da OAB-RJ.

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2012, 12h56

Comentários de leitores

8 comentários

Vida própria

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Houve um caso em que uma Juíza de Campinas prolatou decisão em um processo dela própria, em seu próprio favor. O que aconteceu no final das contas: absolutamente nada! Juízes, no Brasil, são livres para fazerem o que querem. Possuem vida própria no contexto da República, não estando submetidos nem às leis nem à Constituição, e como o povo não cobra a situação só agrava.

...mas tem o lado bom da coisa....

Mig77 (Publicitário)

Mais pessoas ficaram sabendo que o Judiciário deste país é podre e precisa de intervenção, quiçá popular, um dia...
Abaixo o nome dos acusados.Tenho receio da enorme pena que o Judiciário aplicará a eles.
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"""Luciana Santos Teixeira (titular) e Cláudio Rodrigues (auxiliar), do 26º Juizado Especial Cível (JEC) de Campo Grande"""
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Mera coincidência proposital

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Esse é apenas mais um caso de clientelismo judicial. Na condenável "AÇÃO ENTRE AMIGOS" , são muito comuns tais aberrações, haja vista o valor fixado, nas condenações, quando a parte prejudicada é JUIZ. Essa Magistrada, certamente esta situada nos outros 50% (cinquenta por cento),que abrange a classe: í.é, integra aqueles que "têm, certeza de que são Deuses", neste caso amparada por alguns 'arcanjos' de primeira linha. Lamentável !

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