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Bang bang

Campanha para OAB-SP esquenta e Toron desafia Costa

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As eleições para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo estão ganhando tons cinematográficos. Depois de o presidente em exercício da entidade, Marcos da Costa, e o pré-candidato Alberto Zacharias Toron trocarem acusações através de entrevistas para a TV Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, Toron “desafiou” Costa para um debate. “Quando e onde você quiser”, disse o pré-candidato, lembrando os filmes de duelos no velho-oeste.

Em entrevista à TV Estadão, Marcos da Costa atacou diretamente um opositor pela primeira vez desde que as pré-campanhas começaram a se mobilizar. Até então, Costa havia evitado confrontos, como é comum a candidatos da situação. Na última terça-feira (11/9), porém, ele mudou a linha de atuação e acusou Toron de desconhecer a Ordem e de tentar trocar apoio político por cargo na diretoria da entidade.

“[Toron] está na oposição por uma única razão: na última eleição queria continuar ocupando esse cargo de diretor do Conselho Federal [da OAB] e não pôde ser contemplado, infelizmente”, disse Costa. Isso depois de falar que Toron fora conselheiro federal e diretor do Conselho Federal da OAB em gestões de Luiz Flávio Borges D’Urso, da situação — mesmo de Marcos da Costa.

O criminalista não teria se mantido na atual gestão por quatro motivos, segundo Costa: desconhecer a Ordem; não ter defendido os interesses da advocacia paulista quando ocupava cargo no Conselho Federal da OAB; ter tentado trocar apoio político por cargos na entidade; e pela necessidade de valorizar a mulher advogada, que resultou na nomeação de Márcia Melaré para o cargo de diretora do Conselho Federal.

Oito dias antes da declaração de Costa, em entrevista ao mesmo veículo, Toron havia dito que a OAB-SP vive “no pior tipo de clientelismo que se pode imaginar”.

O criminalista fez comparações entre a atual situação da entidade e a ditadura militar, afirmando que é preciso democratizar a OAB, contando que, para “trocar uma maçaneta”, um presidente de subseção precisa pedir autorização à diretoria da seccional.

O pré-candidato também fala que há censura à oposição. Toron afirma que quando subseções da Ordem querem fazer palestras com pessoas de oposição à diretoria da seccional, não têm as verbas liberadas.

Nesta sexta-feira (14/9), depois de assistir as repostas de Marcos da Costa às suas críticas, Toron postou em suas redes sociais (Twitter e Facebook) o desafio ao debate: “Está mais que na hora de discutirmos, olho no olho, os problemas da OAB em São Paulo. Desafio-o para um debate público quando e onde você quiser”. Até agora, apenas um debate entre os pré-candidatos foi feito, ao qual Costa não compareceu.

De acordo com o pré-candidato de oposição, a nomeação de Márcia Melaré não serviu para valorizar a mulher, mas foi um acerto político para dar cargo à filha de Rubens Approbato, ex-presidente da seccional paulista da OAB.

Críticas à memória
Toron não foi o único pré-candidato de oposição a citar o nome de Approbato nesta semana. Rosana Chiavassa também circulou comunicado criticando a publicação do livro A Escola – por seu diretor, de autoria de Approbato, sobre a Escola Superior de Advocacia da OAB/SP (ESA).

A publicação, segundo Rosana, “omite” a participação de Ada Pellegrini e de Maria Clara Gozzoli na criação e no desenvolvimento da ESA. Deixar as figuras fora do livro foi “uma forma de tentar mudar a história apagando fatos do passado. Nem George Orwell, em seu best-seller 1984, faria melhor”, acusa Rosana.

“Surpreende-me o Rubens Approbato Machado macular a sua história pessoal ao assinar a autoria de um livro com esses lapsos injustos e descabidos”, lamentou a pré-candidata.

Resposta ao desafio
Procurado pela Consultor Jurídico, Marcos da Costa disse que, com esse desafio, "mais uma vez, Toron mostra desconhecimento sobre a OAB". Isso porque, segundo o presidente em exercício da entidade, não há debate enquanto não houver candidaturas e, até então, nenhuma chapa foi oficialmente registrada, fazendo de todos os que postulam a presidência da OAB-SP pré-candidatos.

"Mostra também prepotência, pois há outros três pré-candidatos além de nós dois, mas ele parece achar que está acima deles, me convidando para debater com ele", acusa Marcos da Costa.

A OAB-SP publicou nesta sexta-feira (14/9) o edital de convocação das eleições. A partir do dia 1º de outubro serão aceitas as inscrições de chapas.

Clique aqui para ler o edital.

Assista às entrevistas de Marcos da Costa e de Alberto Zacharias Toron abaixo: 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 14 de setembro de 2012, 19h39

Comentários de leitores

11 comentários

Restabelecendo a verdade!!!

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Enfim, acredito que tenho meu valor, tanto que o próprio Toron falou outro dia para o Diretor Marcus Vinicius que eu teria o cargo que quisesse se optasse por apoiar a sua candidatura, candidatura essa que, aliás, ele foi
pedir apoio ao Approbato, que agora quer criticar ( por que não lhe deu apoio, será? )
Não desmereço o trabalho que TORON fez enquanto Diretor no Conselho Federal da OAB, mas foi pouco. Poderia ter feito mais por SP.
E Toron, como Presidente da OAB-SP, se eleito, fará muito menos, não porque eu tenho bola de cristal para afirmar isso, mas porque soube por amigos comuns, que desfrutam de seu convívio, que o objetivo do TORON, se eleito, é deixar a administração da OAB-SP, seus problemas, os problemas da advocacia, especialmente a advocacia do interior, nas mãos de sua Diretoria, já que não tem "paciência" para viajar de carro, percorrer subsecções, tratar de assuntos administrativos da entidade, etc . O que ele quer mesmo é participar dos Colégios de Presidentes do CFOAB para, na próxima eleição, sair candidato à Presidência do CFOAB. A OAB-SP é mero trampolim passageiro e necessário para suas ambições verdadeiras.
Márcia Machado Melaré - Conselheira Federal pela OAB-SP - Diretora do CFOAB e já ocupou os seguintes cargos e exerceu as seguintes funções junto a OAB

restabelecendo a verdade!!

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

Tenho que dizer, também, que lá no CFOAB sucedi o Toron na Presidência da 2a. Câmara Recursal, que tem competência para processar, em grau de recurso, os processos disciplinares. E sabem o que encontrei? : 2000 mil processos nos escaninhos deixados empoeirando pelo Toron, que nada geriu na 2a. Câmara , pois quem conhece o Toron sabe que ele não se dá ao prazer de trabalhar com assuntos que acha cansativos e "pequenos", na sua curta visão.
Eu, como Presidente dessa Câmara, arregacei as mangas e em conjunto com a equipe de funcionários do CFOAB e dos Conselheiros Federais, com os quais compartilho uma cumplicidade sadia de orgulho pelo atingimento da meta zero de processos em escaninho em 2012, em menos de 2 anos colocamos a Câmara em dia. Hoje, não há , praticamente, processos disciplinares em estoque para julgamento no CFOAB.
Como Corregedora Nacional dos Processos Disciplinares supervisionei os trabalhos de todos os TEDs das Seccionais, tirando do risco da prescrição processos disciplinares, e dei suporte para os Corregedores Seccionais trabalharem com autonomia e responsabilidade.
Como Diretora do Conselho Federal, participei, juntamente com os demais Diretores da entidade - Ophir Cavalcante Jr, Alberto de Paula Machado, Marcus Vinicius Furtado Coelho e Miguel Cançado, de iniciativas marcantes de gestão. Mas, me orgulho de dizer que a principal delas foi trazer à SP os recursos do Conselho Federal para a aquisição da sede própria da OAB-SP.

Restabelecendo a verdade!

Brecailo (Advogado Autônomo - Consumidor)

RESPOSTA AO TORON
Na verdade, quem está realmente "cansada" de ouvir essa lenga lenga de que a Márcia Melaré está na OAB porque é filha do Approbato sou eu mesma.
Parece que algumas pessoas de rasa percepção, ou que tiveram experiências próprias de conquistarem coisas às custas dos outros , ou por falta de conhecerem o meu curriculum junto a entidade de classe que pertenço, sentem grande prazer em demonstrar inveja e ciúmes de eu ser filha do Approbato.
Que pena, pois eu tenho verdadeira honra, orgulho e muita sorte de ter o DNA do Approbato, inclusive porque foi exatamente por ser filha dele que tive que conquistar o meu espaço de forma independente, com muita dedicação, persistência, qualidade , ideias próprias e lealdade a quem me é leal.
O Approbato , colega de profissão, nunca facilitou nada para mim : se eu quisesse, que eu fosse atrás e mostrasse que tinha valor para merecer.
E, trilhando esse caminho, desde 11/06/1991 me dedico à advocacia paulista, à OAB-SP, já tendo ocupado os cargos e funções relacionados ao final desta resposta
Acredito que tenho, além do DNA Approbato, curriculum concreto para representar a advocacia paulista - masculina e feminina - no Conselho Federal da OAB. Aliás, quem me conhece verdadeiramente sabe disso e dá risada de quem acha que tudo que conquistei foi por ser, simplesmente, filha desse grande advogado Approbato .

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