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Comentários de leitores

5 comentários

Ana Lucia Saad

José_Jr (Advogado Assalariado - Família)

Mario está correto em seu comentário. Ana Lucia Saad foi achincalhada pela impresna e se não fosse a OAB SP trancar o processo via HC, Ana Lucia teria sua Prerrogativas violadas. Não vi nenhum artigo na imprensa defendendo Ana Lucia. Não vi nenhum texto ...

O IDDD e suas bandeiras

Azimute (Consultor)

Muito interessante a matéria com a Dra. Marina.
Nada obstante, "data maxima venia", eventuais excessos que a mídia comete, ao enfocar acusação, em demérito da defesa, são resultado da injustiça formalizada em nossa Pátria! Porque a imprensa não é burra - ela vai de encontro ao que o povo quer (nem é exatamente o que o povo PRECISA, mas o que QUER). Ora, se as pessoas estão se sentindo desprotegidas pela Lei, quando surgem baluartes de Artêmis o populacho vai ao delírio, e essa tendência arrasta os meios de comunicação, no afâ de agradar quem os paga.
Então, penso que o desafio se encontra na base - a questão cultural de nossa gente, não exatamente na imprensa, entendem, meus pares?
A questão dos honorários do Dr. M. T. Bastos recebe luz igualmente deformada. Se ele recebe pelo seu serviço, qual é o problema? Agora, a origem eventualmente ilícita dos recursos de onde saiu o pagamento é coisa de quem o paga, não dele. Isso de criticar o causídico POR ISSO é ridículo, pra se dizer o mínimo.
Comentar-se sobre excesso midiático como atenuante de pena é temerário, porque não há uma medida disso. Prefiro não me coadunar com tal pensamento.
No mais, o IDDD tem sido lapidar em suas iniciativas, parabéns!

Baluarte do direito de defesa

tofic (Advogado Autônomo)

Parabéns à Dra. Marina Dias pela forma extremamente lúcida com a qual apresenta uma das deformações da nossa democracia: a incompreensão do direito de defesa. Marina Dias é hoje um baluarte do direito de defesa no país!

A presidente do IDDD está sendo injusta.

Mario Jr. (Advogado Autônomo)

Discordo da advogada Marina Dias Werneck de Souza, sobretudo quando ela defende o Márcio Thomaz Bastos.
Para começo de conversa, não se trata de um advogado qualquer, mas do ex-Ministro da Justiça, a quem cabia defender de bandidos a ordem pública. É uma inversão total de valores! Ele deveria ter o mínimo de pudor e recusar-se em defender pessoas investigadas pelo seu ex-Ministério, indicando um colega que o fizesse. Faltou vergonha na cara!
Por fim, no caso do Mensalão, ao contrário do que a Marina falou, os advogados dos mensaleiros tiveram bastante espaço na imprensa, escrevendo inclusive artigos mirabolantes em grandes meios de comunicação. Ocorre que a denúncia do Ministério Público está muito bem fundamentada, não havendo razão para a imprensa se pôr ao lado de notórios bandidos no maior caso de corrupção já registrado contra a República.
É claro que eu parabenizo a Marina por divulgar o direito de defesa e acho esta divulgação importante. A imprensa tem, sim, de dar espaço à versão da defesa, mas nos dois casos citados por ela (o do cachoeira e o do Mensalão) não houve nenhuma injustiça por parte da imprensa.
Um caso em que houve injustiça, a meu ver, foi o da Advogada Ana Lúcia Saad, que defendeu o Lindemberg. Neste caso, a Advogada teve de responder a um processo criminal de desacato por ter discutido com a Juíza. Pelo que eu me lembro, a imprensa toda ficou contra a Advogada. Se não me engano, o processo não deu em nada e a Advogada não foi condenada, mas ela não teve espaço para defender seu direito de advogar nos meios de comunicação.
Mario.

Formação histórica

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Preciosa entrevista. Realmente, dada nossa formação cultural, o brasileiro não aprendeu que o aparato repressor do Estado pode ser tão ou até mais "maléfico" do que muitos culpados, e daí a importância do direito de defesa. Nos EUA, país que foi formado a partir de quando milhares de famílias que deixaram a Europa para fugir da tirania, há uma consciência história que coloca acusação e defesa no mesmo patamar. Desde o início, a ideia é que a atuação estatal só é legítima quando priva pelo absoluto respeito às regras estabelecidas pelos próprios cidadãos através das leis e da constituição, ao contrário do que ocorria na Europa no fim do absolutismo, e daí a importância da atuação dos advogados. Já aqui no Brasil, no entanto, a consciência coletiva da Nação foi formada a partir da ideia básica da bajulação e submissão. Desde que Cabral aqui aportou, o sucesso ou insucesso de alguém sempre dependeu (e ainda depende) fundamentalmente das relações mantidas com os detentores do poder. Aqui, não se cultua o respeito às leis e os meios visando manter os agentes públicos "nos trilhos", mas as formas de se relacionar com quem tem poder visando auferir vantagens pessoais. Assim, a figura do advogado e o direito de defesa acabam sendo muito mais uma formalidade do que um real sentimento coletivo.

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