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Liberdade de escolha

“É o voto que faz o país acontecer”, diz Cármen Lúcia

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, disse, em pronunciamento oficial feito na noite deste sábado (6/10), que cabe ao juiz eleitoral garantir a aplicação da Lei da Ficha Limpa, mas ao eleitor votar e, desse modo, decidir se as gerações futuras vão agradecê-lo ou perdoá-lo. “Você, cidadão, é o autor da Lei da Ficha Limpa. Nós, juízes, garantiremos a sua aplicação. Mas quem vota é você e é o voto que faz o país acontecer. E assim você escolhe se quer ser agradecido ou perdoado pelos que vierem depois”, disse a ministra.

Ela falou em rede nacional às 20h30, fazendo um apelo para que o cidadão vote de forma consciente neste domingo (7/10) em que serão escolhidos prefeitos e vereadores em todo o país. “Cumpro meu dever de lembrar a cada brasileiro que este domingo traz a especial condição de ser mais um no qual os eleitores dos municípios irão às urnas. Cresci ouvindo que o Brasil era o país do futuro. Cômoda forma de dizer que nada se queria ou se podia fazer”, falou a presidente do TSE.

A ministra fez questão também de destacar o valor do voto, chamando à responsabilidade o eleitor pelo êxito ou o descaminhos do país. “Quem é livre é responsável. E responsabilidade é libertação: do que foi e não deu certo, do que deu certo, mas pode ser melhor”, avaliou.

Na manhã deste sábado, durante apresentação, na sede do TSE, sobre como ocorrerá a transmissão de dados no dia do pleito, a ministra minimizou o potencial impacto que o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, possa exercer nas eleições deste domingo.

"Nas eleições municipais o eleitor normalmente procura saber qual a finalidade que ele quer e quem pode chegar àquela finalidade. Ele está muito preocupado com a vida dele e da cidade. Acho que o maior impacto foi da sociedade quando reagiu no sentido de ter a iniciativa da Lei da Ficha Limpa. Essa foi a grande mudança", disse.

Leia aqui a íntegra do pronunciamento.

Revista Consultor Jurídico, 6 de outubro de 2012, 20h39

Comentários de leitores

1 comentário

Voto certo

Ricardo Cubas (Advogado Autônomo - Administrativa)

O que faz o país acontecer não é o voto, mas o voto correto. É impressionante como os eleitores brasileiros votam errado. Não sabem identificar o candidato pior do menos pior.
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A Lei da Ficha Limpa é um avanço muito tímido na melhoria do perfil dos candidatos. Um avanço muito mais significativo seria legislação que fulminasse com a maior praga de nossa democracia: o político profissional.
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O sujeito que vive da política é uma grande aberração, pois tal profissão sequer está catalogada no rol do Ministério do Trabalho e Emprego.
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Um critério simples e que nem precisa de lei é só verificar se algum candidato já exerceu três ou mais mandatos eletivos. Em caso afirmativo, elimine-o sumariamente.
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Enquanto tivermos maioria de políticos profissionais exercendo o poder nada mudará. Ou se mudar, vai ser para deixar tudo como está.

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