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Constituição e Poder

Como os juízes decidem ou no que eles realmente pensam

Comentários de leitores

12 comentários

Teoria nao abordada na obra

Frederico Ramos (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Ajuizei uma ação de Guarda ou Regulamentação de Visitas c.c. Alimentos, fazendo constar expressamente o pedido de processamento pelo rito ordinário. A juíza deu o seguinte despacho: “Adite-se a inicial, em 10 dias, para excluir o pleito de alimentos, ante a divergência de ritos e de partes, bem como retificar-se o polo passivo, que deverá ser ocupado pela genitora da menor.” Peticionei ponderando que, inexistindo incompatibilidade entre os pedidos, sendo competente o mesmo juízo para conhecer de todos eles e optando o Autor pela adequação dos pedidos ao mesmo tipo de procedimento, no caso, ORDINÁRIO, a cumulação afigurava-se perfeitamente possível, tendo em vista a “inexistência de qualquer obstáculo jurídico-processual a dedução, de forma cumulativa de pedido de fixação de alimentos, regulamentação de visitas e guarda – art. 292, § 2º do CPC (TJPR – A.I. 7981166, 11ª Câm. Civ., Rel. Des. Ruy Muggiati, j. 11/07/2011)”. Nova decisão da juíza: “Recebo a petição de fls. como emenda à inicial, ressaltando que este juízo apreciará tão somente os pedidos de guarda e visitas, nos termos da decisão de fls.” Legalista? Não pode ser, afinal desconhece o CPC. Pragmática? Acho que nem sabe o que é isso, pois prefere obrigar a parte a ajuizar duas demandas quando poderia resolver em uma só. A meu ver, a magistrada conseguiu acrescentar às teorias apresentadas no livro, mais uma: a teoria da “incompetência profissional associada à ignorância legislativa”. E esse é só um exemplo: tenho muitos mais, vivenciados ao longo de 25 anos na seara jurídica.

A teoria na prática é outra coisa!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Vamos ver se daqui a alguns anos, depois de labutar pela seara espinhosa da judicatura, o ilustre articulista, ainda, terá o mesmo posicionamento atual em relação a alguns de seus colegas. O tempo é o senhor da razão.

Grande jusfilósofo da atualidade

José Castilho (Juiz do Trabalho de 1ª. Instância)

Como de costume, mais um ótimo artigo, citando um dos grandes jusfilósofos da atualidade.

Bom juiz

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

O saudoso desembargador Cláudio Viana, do TJ RJ, dizia que um bom juíz deve angariar muito conhecimenmto, ter ótimo caráter e autoconfiança.É um tripé para se ser um bom juiz. O pior juiz é o que não decide nunca, por desídia, medo ou outro mal qualquer, ou decide sempre errado, não se encaixando em nenhum dos predicados elencados pelo ilustre articulista e pior, usa do solipsismo para tentar se sobrepor aos demais, em flagrante mediocridade.

falta uma teoria

Cid Moura (Professor)

juizes politiqueiros e que querem se tornar desembargadores tem receio de terem decisoes reformadas. por isso nao inovam

muito novo!

Ricardo T. (Outros)

O desembargador é muito novo na carreira de juiz. Foi nomeado, vindo do MPF, o ano passado, em junho. Portanto, não sei se tem experiência o suficiente para escrever sobre o trabalho de juiz, porque ainda carrega em seus ombros a carga de promotor.

Excelente artigo!

Shen Rochus Mingli (Advogado Assalariado)

Até que enfim um juiz sincero e que diz o que pensa. Também, pertinente comentário do "Beija", citando Calamandrei.

Parabéns pela clareza do artigo

Beija (Advogado Associado a Escritório)

Caro Desembargador Guedes!
Lendo seu artigo remete-nos imediatamente à obra de Piero Calamandrei ("Eles, os Juízes, vistos por um advogado") e que a certa altura diz :
"As premissas, não obstante, frequentemenete são elaboradas depois - em matéria judiciária, o teto pode ser construído antes das paredes... quer-se dizer apenas que, no julgar, a intuição e o sentimento muitas têm um papel bem maior do que parece a quem vê as coisas de fora. Nâo é por nada, diria alguém, que sentença deriva do sentir... O senso de justiça, pelo qual, sabidos os fatos, logo se sente quem está com a razão, é uma virtude inata, que nada tem a ver com a técnica do direito - como na música, em que a maior inteligência não consegue suprir a falta de ouvido".

Excelência no pensar

Ana Só (Outros)

Até que enfim, alguém que estuda e conhece a matéria do próprio trabalho. Muito obrigada por este corajoso artigo.
A propósito de eventual erro na ortografia, isso é próprio e natural de pessoas que têm vasta leitura, principalmente em outro idioma, e em textos grandes a margem de erro é maior. Nada além do esperado. Para isso o remédio é um revisor (não o do Word, mas outra pessoa e qualificada para tal). Que nem sempre aquele que escreve tem, de fato, à disposição.

Excelente artigo!

Rogério Aro. (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Muito bom!

Como os juízes dizem ou pensam

J. Cordeiro (Advogado Autônomo - Civil)

Excelente análise da situação atual da Magistratura, como um todo. Mas a coisa é mais grave. Exatamente como foca o mérito do texto, quando diz que o problema reside na "maneira muito própria dos magistrados". Julgamentos "particulares", "pessoais", ímpar e exclusivos. Falam as más línguas que os Promotores julgam ser Deus. Os Juízes têm certeza.... Assim, a Lei dos Homens não passa de mero adorno, seja no relatório (o pensamento), seja no dispositivo (o julgamento). Neste diapasão, a Lei, mero adereço no cenário jurídico, é que deve ser escrava do douto Juízo, curvar-se à sua vontade. E tomados de êxtases se auto proclamam Oniscientes, Onipotentes e Onipresentes. É como se o rabo abanasse o cachorro.

Ortografia

André (Estagiário - Empresarial)

Apenas uma sugestão de correção ortográfica. Ao que tudo indica fez-se referencia à palavra "laser" quando na verdade se queria dizer "lazer". Fica a dica...

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