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Comentários de leitores

6 comentários

Estado mínino - entendendo...

Azimute (Consultor)

A presença do Estado na sociedade tem um paralelismo até certo ponto simplista com o papel que um árbitro desempenha num clássico (já se vê, a dimensão é grande - UM CLÁSSICO).
O melhor dos árbitros é aquele que desempenha sua performance discretamente, sem estrelismos, MAS está lá, quando o momento o exige. Cumprirá seu papel, mantém o espetáculo em execução e resolvidas as partes eventualmente em confronto (no futebol, é sempre)... pronto. Um bom desempenho, criticável que seja pela vitalidade e/ou limitação de algum dos lados envolvidos.
O Estado precisa esposar essa presença. Discreta na maioria das vezes, na medida adequada para equacionar as questões...
O Estado também será uma estrutura, sobre a qual o tecido social se estenderá. E, naturalmente, para que a sociedade cresça, se desenvolva, evolua, essa estrutura precisa ser resistente, e constantemente otimizada, para suportar as cargas e demandas crescentes.
É estúpido se imaginar em Estado Mínimo sem se considerar essas semelhanças - um árbitro de bom desempenho, uma estrutura forte e fortificada sempre.
O resto é coisa de irresponsáveis, mentes banais, descompromissados com o Estado, propriamente... o resto é o que temos aí, hoje em dia, no Brasil todo.

Teoria do Estado mínimo

Rivadávia Rosa (Advogado Autônomo)

A fraseologia pautada no Estado mínimo, globalização ..., carece de um ajuste semântico para melhor compreensão.
O papel do Estado, sobretudo, o ‘mínimo’ - se define fundamentalmente por sua capacidade institucional de garantir o respeito aos direitos e garantias individuais, sobretudo a vida e a dignidade das pessoas. O resto é falácia para enganar os incautos.
Por outro lado, no estatismo tudo gira em torno do Estado, ou seja, ‘tudo pelo Estado’ como preconizam seus ‘profetas’. Aí ‘as favas’ os sagardos direitos e garantias individuais.
O fato é que na tradição do pensamento liberal o Estado deve ser “mínimo”, porque não deve interferir nas relações de propriedade existentes; no restante, a autoridade política não está em discussão.
Ainda, para o pensamento, efetivamente liberal, o ‘Estado mínimo’, não implica em ‘Estado frágil’; o Estado deve ter limites em sua ação, mas como meio para garantir o espaço de liberdade ao “indivíduo”, ou seja, contra a “apoteose” hegeliana e “filisteia” do Estado.
Portanto, o que vemos ao vivo e em cores trágicas, é o Estado inepto.

a culpa é do PT que só pensa na Defensoria e solta bandidos

daniel (Outros - Administrativa)

a culpa é do PT que só pensa na Defensoria e solta bandidos e agora no Governo Federal a coisa piorou muito.

Verdade

Servidor estadual (Delegado de Polícia Estadual)

O texto diz tudo, estado mínimo acabou com a polícia. alguém sabe quem expede registro geral - RG em São Paulo? Sabem que esta atividade foi terceirizada? São Paulo desrespeita acintosamente a Constituição porque os policiais nem subsidios recebem!!!! Se o governo da 23% de aumento, o policial perde auxilio "coxinha", auxilio "trem" e termina por receber 2% a 4% por cento de aumento, mas emprestando a frase do professor Armando, a Tucanalha vai na Globo dizer que deu 23% de aumento. Central de flagrante ganhou premio na televisão, mas esqueceram de dizer que a vítma roda 30 km para ser ouvida num flagrante quando existe uma delegacia proxima a sua casa. No Brasil não existe política de segurança pública, isto é fato!!!!!

E mais...

Armando do Prado (Professor)

Estado mínimo trazido pelos pupilos tupiniquins de Reagan e Thacher e, principalmente, 20 anos de (des)governos tucanalhas que colocaram a segurança e a educação públicas no chão. Perdemos duas décadas. Agora, é reconstruir a partir da terra arrasada.
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Em 2.014 precisamos varrer de S. Paulo esses cínicos que insistem com o "choque de gestão", outro nome de governo voltado para a plutocracia quatrocentona.

Extremo oposto

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O artigo possui graves equívocos conceituais. Em primeiro lugar, doutrinariamente "estado mínimo" significa maximizar a eficiência e atender aos deveres primários do Estado (ou seja, saúde, educação, segurança pública). O estado mínimo, assim, não significa "descuido" com a segurança pública, muito pelo contrário. O fato é que temos visto no Estado de São Paulo o extremo oposto à doutrina do "estado mínimo". Há pouco ou nenhum empenho em se atender às finalidades primárias do Estado, sendo notável a farta distribuição de cargos a apadrinhados de preparo técnico duvidoso. Caso a doutrina do estado mínimo estivesse sendo aplicada, teríamos no Estado de São Paulo policiais bem remunerados e formados, uma cúpula profissional controlando a segurança pública (sem nomeações políticas ou partidárias), e uma busca permanente por eficiência, mas na prática o que temos é o extremo oposto.

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