Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Ofensa religiosa

Conar proíbe comercial que satiriza milagre de Jesus

O polêmico comercial da Red Bull que satiriza o "andar sobre as águas" de Jesus Cristo foi proibido no Brasil. O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) decidiu interromper a peça publicitária, em votação nesta terça-feira (27/3), com participação de 15 conselheiros.

Como já aconteceu com a versão em português do vídeo, a marca de energéticos anunciou que irá tirar o filme do ar. Clique aqui para ver a versão em inglês.

Fazendo alusão a milagre relatado no texto bíblico, o comercial mostra Jesus em um barco com dois discípulos, no momento em que se cansa e diz estar entediado. Para deixar a embarcação, Jesus anda sobre a água. Um dos discípulos pergunta se era um milagre ou se ele teria tomado um Red Bull. Jesus diz que “é só andar sobre as pedras certas”.

A peça foi criada pelo escritório sul-africano da Kastner & Partners e adaptada para o mercado brasileiro pela Loducca, responsável pelo atendimento ao cliente no país. Na África do Sul, o vídeo já havia sido publicado, quando a comunidade SACBC (Conferência Episcopal da África do Sul) pressionou para que a companhia retirasse o vídeo do ar, o que acabou acontecendo. Com informações da Propmark.

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2012, 8h27

Comentários de leitores

12 comentários

Richard Smith (Consultor)

Gini (Servidor)

Nooossa! Achei espetacular seu comentário Sr. Richard.
Eu queria ter dito tudo q o sr. escreveu.
Felicitações!!

Retrocesso

Roger G. (Serventuário)

O comercial sequer é desrespeitoso! Se muito, dá um versão diferente sobre um suposto milagre de JC, mas o tratando com inteligência e como um homem inteligente (talvez se vislumbre aí uma certa crítica àqueles que crêem com facilidade, sem maiores questionamentos e, penso eu se os críticos se mostram revoltados por se enquadrarem nessa categoria, mais do que descontentes com o uso da figura de Jesus). A Igreja se intromete muito naquilo que não lhe diz respeito (Estado laico?) mas, ao mesmo tempo, se acha intocável e acima do bem e do mal. Só esqueceram de avisá-la que ninguém é obrigado a concordar com ela ou tratá-la como sagrada (coisa que ela é só para os seus adeptos). Muito mais insultante é esse acinte do Conar à liberdade de expressão. É o Conar e a Igreja dando asas... à intolerância e à inimputação da própria instituição Igreja.

Tolices agressivas I

Richard Smith (Consultor)

Por primeiro, o CONAR é um órgão PRIVADO, formado por publicitários e encarregado da ética e autorregulação da profissão e parece que foi mais sensível à religiosidade popular do que alguns que "pontificam" neste espaço, não?
.
Ora, o energético em questão sempre teve uma continuada campanha baseada no mote de que a sua ingestão daria leveza ao consumidor. Tanto é isso que o slogan sempre foi "RED BULL TE DÁ AAAAASAS!". Então porque se mexer com o Deus de mais de UM BILHÃO de pessoas atribuído-lhe, além de limitações, uma malícia inconcebível?
.
Ainda mais se considerarmos que publicitário pode ser tudo, menos burro e que este, definitivamente não rasgam dinheiro?
.
Porque a peça publicitária se inscreve numa "nova onda" a do achincalhamento das religiões cristãs, principalmente da Católica! Como bem provado pelos comentários presentes aqui neste democrático espaço, há publico para este apelo, principalmente aqueles "democraticíssimos", "libérrimos", "altamente tolerantes" e "isentos" além dos jovens burgueses conumidores das delícias do Capitalismo mas que se querem "progressistas" e até "revolucionarios".
.
Uma geléia geral de mediocridade, enfim.
.
Cabe ressaltar que ninguém jamais foi obrigado a ser Católico, mas que em optando por sê-lo, deve considerar que existem OBROIGAÇÕES a serem satisfeitas e coerência a ser observada, como aliás em qualquer outra associação, inclusive as civis.
.
O que estas pessoas sem fé e cheios de dúvidas existênciais querem, é negar aos que creem o direito de expressar a sua crença e de serem coerentes com ela. Para aquelas, a coerência na Fé e as consequentes atitudes de repúdio para com INSULTOS como a peça publicitária em tela são inconcebíveis e causam-lhes pruridos histéricos de indignação.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 06/04/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.