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Eleições MP-SP

Alckmin recebe lista para novo procurador-geral

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu nesse domingo (25/3) a lista tríplice para indicação do novo procurador-geral do Estado. "Já recebi a lista, mas ainda não me debrucei sobre ela. Nesta semana, vamos avaliar", afirmou o governador ao jornal Folha de S. Paulo. Segundo a lei, Alckmin pode escolher qualquer um dos três promotores de Justiça que concorreram na eleição para chefia do Ministério Público paulista que aconteceu no sábado (24/3). O governador tem prazo de 15 dias para definir quem será o novo procurador-geral.

Mesmo confiante no endosso do governador, o mais votado preferiu não adiantar nada a respeito de sua gestão. “Recebo com serenidade e felicidade o resultado da eleição, mas vamos esperar a palavra do Palácio dos Bandeirantes antes de tomar qualquer decisão”, disse Felipe Locke. A última vez em que o mais votado não foi escolhido pelo governador aconteceu em 1996, no governo Mário Covas, quando Luiz Antônio Marrey foi indicado mesmo ficando em segundo lugar nos votos.

Correligionários da chapa de Mário Papaterra (candidato da oposição a exemplo de Locke) que acompanharam o pleito não viram de todo mal o resultado, embora o candidato tenha ficado em último na eleição com praticamente metade dos votos do primeiro colocado. “A oposição, mesmo dividida em duas chapas, ganhou. Isto é histórico”, disse um deles. De acordo com outro membro da mesma chapa, Felipe Locke, de 47 anos, foi a opção de escolha dos favoráveis à oposição por ser mais jovem do que Papaterra, 59, numa intenção dos promotores de modernizar a gestão do MP-SP. Os dois concorreram com Mário Rosa, que foi apoiado pela atual gestão.

Os oponentes ganharam elogios dos integrantes da chapa de Locke. “Essa foi uma eleição de ótimo nível”, disse Ana Paula Cruz, afirmação também feita pelo candidato vencedor. Segundo Gabriel César de Inellas, da mesma chapa, o resultado da eleição mostrou a opção por uma mudança estrutural em prol do atendimento à sociedade.

A eleição, que aconteceu entre às 9h e as 17h, transcorreu tranquilamente. “O pleito aconteceu com naturalidade, dentro dos preceitos da democracia”, afirmou Gianpaolo Smanio, um dos cinco membros da Comissão Eleitoral do MP-SP. De acordo com ele, 7% dos promotores e procuradores deixaram de votar, porcentual que está dentro da média de ausências nas votações do MP-SP.

Chefe do Ministério Público estadual, o procurador-geral é responsável pelas ações de improbidade administrativa contra o governador e pelas ações criminais contra deputados e prefeitos.

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2012, 14h52

Comentários de leitores

1 comentário

Se for adepto do PSDB!!!

Flávio (Funcionário público)

Qualquer que fôr a escolha o MP/SP é um escritorio do PSDB. Eles recebem tratamento de secretaria especial, só fazem o que interessa ao governo.

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