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Investigação de quadrilha

Bloqueio de contas bancárias da quadrilha estão sendo utilizadas

A Polícia Federal apreendeu, nesta quarta-feira (21/3), em Guarapuava (PR), documentos fiscais e contábeis, extratos bancários, veículos, cheques e dinheiro que serão úteis no inquérito policial federal que investiga uma quadrilha que adulterava combustíveis e sonegava tributos federais e estaduais.

Estão sendo executadas várias medidas judiciais cautelares de bloqueio de contas bancárias e de sequestro de bens móveis e imóveis em nome dos principais envolvidos e de empresas utilizadas para ocultação dos recursos obtidos com as práticas ilícitas.

Segundo a PF, a quadrilha praticou e vai responder pelos crimes de sonegação de tributos estaduais e federais em rede de postos de gasolina, adulteração de combustíveis, fraude à execução fiscal, blindagem patrimonial, ocultação de bens e direitos, além de possível evasão de divisas. O que a polícia apurou até agora é que o esquema criminoso era comandado por um núcleo familiar de Guarapuava.

Segundo o delegado Maurício Todeschini, em um mesmo estabelecimento foram encontrados documentos referentes a 20 empresas, ficando configurado o crime de constituir, na mesma cidade, em estabelecimentos diferentes, com alterações de endereço, em nome de supostos laranjas, com diferentes inscrições do ICMS e do CNPJ.

"Em dinheiro, cheques e notas promissórias foram apreendidos R$ 2 milhões. Várias pessoas estão sendo ouvidas no Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e na Polícia Federal, mas até agora ninguém foi preso", informou Todeschini. A polícia suspeita que o produto desses crimes cheguem a R$ 500 milhões.

Os crimes eram cometidos em rede de postos de combustível no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo. Cerca de 400 servidores, entre policiais federais, civis e militares e agentes da Receita Federal estão trabalhando na Operação Hidra, que deverá prosseguir até que sejam cumpridos os 93 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava.

A quadrilha agia em Santa Catarina, São Paulo e, principalmente, no Paraná, no município de Guarapuava, a 250 quilômetros de Curitiba, base da organização criminosa. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 22 de março de 2012, 0h52

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