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Demissão em massa

Juiz determina exoneração de advogados não concursados

A 20ª Vara Federal do Distrito Federal, determinou à Advocacia-Geral da União que, no prazo de 30 dias, promova a exoneração de todos os advogados não concursados que atuam em todas as Consultorias Jurídicas dos Ministérios. Para o juiz federal Alexandre Vidigal, "a União há muito se encontra em mora para a regularização da situação aqui trazida pelo Ministério Publico [contratação de advogados sem concurso], pois despacho do Advogado-Geral da União, datado de 29/10/2010, demonstra que a adoção de providências para regularização do indevido exercício funcional já deveriam ter sido tomadas desde 2009."

A maior parte dos advogados que prestam consultoria jurídica aos ministérios não são concursados. Por isso, a Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni) solicitou, em fevereiro, seu ingresso na Ação Civil Pública que questiona as contratações sem concurso, na condição de assistente do Ministério Público Federal. Em sua petição, a Anauni defendeu o fim dos chamados "janelados" nas Consultorias Jurídicas, bem como a privatividade dessas funções para os membros da carreira concursados, em conformidade com o artigo 131 da Constituição Federal de 1988.

Ao determinar a exoneração dos advogados não concursados, a Justiça Federal, deu prazo de 30 dias para o seu cumprimento, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 10 mil e de responsabilidade por improbidade administrativa ao agente que deveria cumprir a decisão.

O presidente da Anauni, Marcos Luiz da Silva, disse que a decisão do juiz é um marco no Direito brasileiro e também um alerta para os agentes públicos. "O juiz claramente, em sua decisão, informa que a Administração vinha descumprindo um mandamento constitucional, o que é um absurdo no Estado Democrático de Direito em que vivemos."

Para Marcos da Silva, "a decisão é paradigmática, na medida em que prestigia os profissionais que se dedicaram anos e anos de suas vidas para passar em um concurso público e que, ao chegarem na carreira de Advogado da União, veem-se desmotivados com o estado de coisas a que se deparam. Ficam achando que não valeu a pena tanto estudo".

A expectativa da Anauni é que a Advocacia-Geral da União cumpra a decisão e não recorra dela, "pelo fato de ser patente a ilegalidade e a inconstitucionalidade da manutenção desses profissionais estranhos à carreira pública em órgãos de consultoria dos Ministérios". "Ora, não se vê tal situação em nenhuma outra carreira jurídica. No Ministério Público, no Judiciário, na Defensoria Pública. Em todas essas instituições, os cargos de natureza jurídica são de membros da carreira. Não esperamos que a AGU, que tem a obrigação constitucional de zelar pela aplicação das leis e dos princípios constitucionais, caminhe em sentido contrario e busque cassar ou descumprir a decisão", concluiu o presidente.

ACP 48639-83.20114.01.3400

Revista Consultor Jurídico, 17 de março de 2012, 7h00

Comentários de leitores

2 comentários

País das contradições

EDSON (Bacharel)

Como é dificíl para um pai de família, trabalhar honestamento, pagar seus impostos em dia, pagar os estudos dos seus filhos e se deparar com uma informação dessa natureza. A que ponto se chegou o processo corrupto desta nação. Até aqueles que são pagos para proteger o cidadão aplicando a lei, burlam estas leis em proveito próprio. Está de parabens o MAGISTRADO que ordena o cumprimento da lei. Que estes pelegos arrangem outras maneiras de enganar os abestalhados desta nação.
Vejam que sistuação mais ridícula.O prefeito de Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, promoveu concurso, para arrecadar, só assim se intende o procedimento do prefeito, ao nomear 26 cargos comissionados e 3 cargos efetivos, para a controladoria do município, em detrimento dos aprovados que até hoje aguardam suas nomeações. Os atuais ocupantes dos cargos indevidamente, ianda, têm a cara de pau de dizerem que não estão precisando de novas nomeações. Onde está o poder Judiário, principalmente, quando o STF decidiu, que estas vagas tem que ocupadas por aqueles que se submeteram aos exames e foram aprovados. Onde está o Ministério Público que nada faz?

Que bonito

Claudio Bevilaqua (Funcionário público)

Os defensores da lei e da ordem, quem defende, ataca e se possível até julga. E que no ano passado na greve das Universidades Federais entrou com uma ação na justiça pedindo a ilegalidade da greve, mas que em momento algum questionou a omissão do governo com as reivindicações dos servidores. Agora descobre-se um grande cabidão de advogados não concursados???????????????????? O que será alegado para estas irregularidades????? Será votada uma emenda constitucional para a questão?????? Ou ficara como os matadores de mosquitos que forma contratados temporariamente por 5 anos??????????

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