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Lei da Ficha Limpa

Preocupação deveria ser qualificação do eleitor

Comentários de leitores

9 comentários

Certíssimo!!!

Erminio Lima Neto (Consultor)

A melhor ficha limpa, é a qualidade daquele que escolhe. Lembremos do Pelé!? Qual a diferença em escolher assistir pronografia na televisão; bigbrother; pânico, ricas e famosas, etc., e votar num politico ficha suja? em ambos os casos se pratica o direito constitucional de liberdade de escolha.

É preciso mudar o modelo político

Leitor - ASO (Outros)

Acho que a chamada Lei da Ficha limpa não é a melhor forma de se modificar o quadro degradado em que se encontra a nossa política, mas pelo menos é um começo.
O que precisa mesmo ser modificado é a forma como se chega ao poder. O modelo atual, principalmente a forma de financiamento das campanhas, alimenta o círculo vicioso.
Enquanto o montante gasto em uma campanha for o definidor do resultado, teremos casos de corrupção, mensalões e etc.
O valor gasto nas campanhas precisa ser reduzido e o financiamento tem de ser público.
Uma certa vez, durante a formatura de uma determinada turma, e eu estava presente, o Diretor Financeiro de um banco, já de certa idade e procurando nos incentivar a lutar por nossos objetivos, fez a seguinte afirmação:
"Jovens, na vida nada vem de graça, até quando o rapaz paga um refrigerante prá moça, ele não está fazendo outra coisa, senão ... investindo ...".
Resumo da ópera: alguns recebem contribuição para a campanha para retribuírem depois, de forma nem sempre lícita. E outros acabam usando o próprio poder para arrecadar recursos para manter-se nele.

Falta mesmo é participação ativa (2)

Igor M. (Outros)

Essas medidas, somadas à exigência mínima de probidade (que justifica a Ficha-Limpa), é que podem surtir algum efeito em relação aos políticos. E não adianta somente investir em educação, quando se ensina que o cidadão deve ser passivo, como ele é hoje em nosso sistema eleitoral. Educação é muito bom, mas sem poder lhe torna um analfabeto político!

Falta mesmo é participação ativa (1)

Igor M. (Outros)

A meu ver, o problema parte justamente pelo nosso conceito de cidadania, que resume o cidadão a ser mero instrumento funcional de partidos políticos. Tratam a cidadania como ter um título de eleitor, votar e ser votado. Mas nosso sistema eleitoral, com pouquíssimas exceções, não quer manifestação do cidadão fora das épocas eleitorais. Durante os mandatos, nosso sistema privilegia demasiadamente os partidos, fazendo com que o político tenha que ter fidelidade tão somente com estes e ficando com pouquíssimos compromissos com o eleitor.

Haveria melhoria somente se mudasse esse sistema eleitoral. O cidadão deve ter instrumentos de ação imediata contra o mau político, e não ter que ficar lembrando nas eleições as lambanças que ele fez – que, inclusive, já geraram prejuízo para a sociedade. O voto não deve ser obrigatório, tornando-se tão somente um direito de consciência. As campanhas devem ser limitadas financeiramente, com financiamento público. As promessas de campanha devem ser registradas publicamente e cumpridas, sendo que o não-cumprimento geraria análise da responsabilidade do político e até cassação e proibição de elegibilidade. Devem se reduzir a patamar mínimo as prerrogativas do cargo, e facilitar mais as ações de cidadãos contra determinado político por sua má-conduta. Deveria se criar um órgão de controle externo do Legislativo, nos moldes do CNJ (só que com maior participação dos cidadãos), para apuração da má-conduta e as devidas punições. O cargo, afinal, deve ser dos ELEITORES, e não do político ou dos partidos políticos (como é atualmente). Se os cidadãos o colocam no cargo, a qualquer momento devem ter a possibilidade de retirá-lo, bastando tão somente justificar o descumprimento da fidelidade.

Viúvas do ficha limpa

Ricardo Cubas (Advogado Autônomo - Administrativa)

Vejo aqui e acolá as manifestações das viúvas do ficha limpa com muito pesar. A Lei do Ficha Limpa não passa de um arremedo insuficiente na tentativa de tentar moralizar nosso podre sistema eleitoral.
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A presunção de inocência, sob a égide do nosso sistema eleitoral, é de uma incongruência sem tamanho, devendo ceder lugar integralmente ao princípio do in dubio pro societa.
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O texto debatido coloca em dúvida se o eleitor brasileiro sabe ou não votar. Esse grave problema tem que ser desmascarado com a seguinte cabal constatação: nós, brasileiros, NÃO SABEMOS VOTAR. Ponto.
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Essa premissa beira as raias da obviedade e autoriza, sim, o aumento de iniciativas como a do ficha limpa, como a que se verificou com a recente posição do TSE sobre a negativa de candidatura de candidatos com contas rejeitadas.
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O importante mesmo é iniciar um novo movimento para desprofissionalizar a política. Quem obsta aos avanços legislativos necessários na área tributária, previdenciária e quanto à reforma política, são os polítivos profissionais com quatro mandatos eletivos ou mais. É aqui que devemos cortar o mau pela raiz.
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Digo e repito: "No Brasil, a carga tributária é alta porque a corrupção é estratosférica". E, em função unicamente disso, "Jamais, nunca, sob hipótese alguma, conceda o quarto mandato eletivo a qualquer político que seja".

PROPOR EDUCAÇÃO NO BRASIL É PERDA DE TEMPO

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

O colunista pretende dar educação á população ? Mas como se os 'ÚNICOS' que poderiam fazê-lo são justamente os políticos e, dentre eles, vários considerados "Ficha Suja" .
Portanto, nenhum interesse existe nessa proposta. Povo desenvolvido é povo culto e, se isso ocorrer tomaremos plena consciência do nosso poder e da nossa cidadania, banindo pelo voto ou por manifestações necessárias os maus servidores. E aí como fica ? O Brasil tem um compromisso com o mundo: provar que por aqui a coisa está às mil maravilhas; mostrar as bundas carnudas das nossas excepcionais mulheres (para acalmar os ânimos), proporcionar e divulgar sempre mais, o carnaval, o samba e o futebol, além de tornar as 'favelas' pontos turísticos prestes a serem tombadas pelo patrimônio público e histórico como exemplo cultural de um país alegre, despreocupado, malandro e corrupto, que vive muito bem com tudo isso. Nossos filmes incansavelmente demonstraram isso durante décadas (e, pior, não mentiram). Nossa irresponsabilidade é questão de honra, provada internacionalmente a cada instante; a cada evento e a nossa moral perante o mundo é hilária, objeto de chacota e piadas; a pior possível. (não é aquela divulgada por DILMA não) Ainda ficamos irados qdo. um representante internacional vem nos sugerir 'um tapa no fundilho' para assumirmos responsabilidade. Políticos honrados, do alto da sua credibilidade de polichinelo vêm a público contestar e repudiar veementemente a VERDADE. Apenas para concluir, antes de enfartar. Há meses, na Alemanha, havia, num grande supermercado, um cartaz pequeno e tímido que, traduzido de forma tupiniquim, dizia: 'SRS. CLIENTES: SE VIREM ALGUÉM FURTANDO, DENUNCIEM Á GERÊNCIA. MAS, SE ESSE ALGUÉM FOR BRASILEIRO, NÃO FAÇAM NADA, APENAS ENTENDAM"

Instrumento

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sim, prezado rsmenzes (Funcionário público). E essa "forma oblíqua" se chama esclarecimento, o maior temor dos déspotas e daqueles que vivem de iludir as massas.

País de espertos

Paulo RS Menezes (Funcionário público)

Já que não deu para derrubar, ataca-se a lei de forma oblíqua.

País de incultos e incaltos

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O cidadão que alega ser favorável à Lei do Ficha Limpa, é o mesmo cidadão que comparece a uma agência do INSS postulando a concessão de uma aposentadoria, contando com 40 anos de contribuição, volta para casa com uma carta de indeferimento debaixo do braço, e aguarda mais dez anos para procurar um advogado (na verdade só o faz porque a situação se torna insustentável com doenças e desemprego), o que eu vejo todos os dias. A realidade é uma só: falta informação.

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