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Política de Ordem

Candidatos à presidência da OAB-SP buscam apoio

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A disputa pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil já começou. Pré-candidatos às presidências das seccionais se articulam, promovem jantares, fecham apoios e panfletam em busca de votos. A partir desta segunda-feira (12/3), a revista Consultor Jurídico vai publicar semanalmente um resumo das campanhas, mostrando os movimentos da chamada "política de Ordem".

Com 320 mil inscritos (em média novos 10 mil por ano), 225 subseções, receita líquida anual de R$ 166,8 milhões e 1.100 casas do advogado e salas do advogado em fóruns, a OAB-SP aparece com a disputa mais avançada pelo poder. Atualmente são seis pré-candidatos. Em outros estados, o cenário ainda não está claro.

Procura-se parceria
A advogada trabalhista Sônia Mascaro disse que está "estudando uma possibilidade de união de chapas" para concorrer à presidência da OAB-SP. A sócia do escritório Amauri Mascaro Nascimento & Sônia Mascaro Advogados apresenta-se como pré-candidata pelo grupo de Rui Celso Fragoso, que registrou 46.678 votos (31,6% do total) no último pleito, quando Luiz Flávio Borges D'Urso foi reeleito pela terceira vez com 53.887 votos (36,4%). Para Mascaro, "este é o momento de unir a oposição", pois "nenhuma candidatura está sedimentada".

De mão em mão
A outra representante do sexo feminino na busca pela presidência da OAB-SP, Rosana Chiavassa, já foi a seis fóruns distribuir os panfletos de sua campanha. Vila Prudente, Ipiranga, Penha, Tatuapé, Itaquera e São Miguel Paulista foram os alvos da panfletagem. Os advogados eram abordados na entrada dos fóruns, sob o sol de fevereiro, para ouvir as propostas da pré-candidata à Ordem. Chivassa explica que o que vence a eleição é a inserção do candidato no interior do estado.

Refeição rápida
Buscando o apoio de advogados do interior do estado, Alberto Zacharias Toron, que entrou também na disputa pelo lugar de D'Urso, tem promovido almoços e jantares com "lideranças locais". Em uma churrascaria em Taboão da Serra, a candidatura reuniu 58 advogados em volta da mesa na qual Toron discursou sobre a necessidade de mais autonomia às subseções e prometeu inaugurar uma casa do advogado em Taboão se for eleito. Em Pirassununga, com 40 advogados, o pré-candidato criticou o atrelamento da OAB com a política, "que a impede de defender corretamente os advogados, com medo de ficar contra a opinião pública".

Cartas na manga
O apoio de lideranças e dos chamados "puxadores de votos", objetivo de todo pré-candidato, têm sido meta da campanha de Ricardo Sayeg, que pretende concorrer à presidência da OAB-SP. O advogado Raimundo Hermes Barbosa, que ficou com o terceiro lugar na última eleição para a OAB-SP, com 19.364 votos, enviou uma carta apoiando a candidatura de Sayeg. Barbosa diz que Sayeg assume compromissos como a luta pela melhor remuneração, fortalecimento da assistência judiciária, redução da anuidade, entre outros. Além de Barbosa, Leandro Pinto, que detinha 11.643 votos (7,88% do total) no último pleito, também já bombardeou e-mails com cartas de apoio a Sayeg.

A mesma da Coca 
O advogado Roberto Podval, que também pretende ocupar a presidência da OAB-SP, contratou a agência de comunicação Fischer&Friends, que tem Coca-Cola e Unimed na carteira de clientes, para bolar sua campanha. Ainda estão trabalhando no slogan oficial, mas a peça pretende mostrar Podval como um advogado que conhece as dificuldades enfrentadas no dia a dia da carreira.

Apesar do silêncio
Enquanto isso, o pré-candidato da situação para a presidência da OAB-SP, Marcos da Costa (atual vice-presidente do órgão) continua sem querer falar de eleições. Mesmo assim, na última quarta-feira (7/3), a ConJur publicou um perfil do candidato, para quem quiser saber um pouco mais sobre ele.

Rio sem oposição
Até agora, só o pré-candidato da situação se apresentou para as eleições que substituirão Wadih Damous na seccional fluminense da OAB. O nome é do atual presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (Caarj), Felipe Santa Cruz Oliveira Scaletsky. O próprio Damous tem reclamado da falta de oposição. Especula-se que o atual presidente da OAB-RJ deixe o cargo para concorrer à presidência do Conselho Federal da OAB ou a deputado federal.

(Coluna alterada às 12h23 de 15/3/2012 para troca e supressão de expressão que ofendeu um dos candidatos)

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2012, 19h37

Comentários de leitores

8 comentários

Não é bem assim

Último Papa (Outros)

Dr. Alves Pintar, não morro de amores pelo D'Urso.
Porém, faça a ressalva necessária na questão das prerrogativas, porque a gestão do Mário de Oliveira Filho foi impecável. Foi paulada em cima de paulada nos ofensores das prerrogativas.
Sou testemunha do trabalho da Comissão.
Infelizmente a Comissão morreu depois do Marinho.
Aliás, o colega já atuou na prerrogativas ou em outra comissão?

Apoio à situação

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

No mais, não há dúvidas de que a chapa que visa substituir D'Urso vai receber apoio maciço da magistratura, Ministério Público, e servidores e agentes públicos em geral, já que nos últimos anos a OAB/SP mais não fez do que sistematicamente transigir com toda essa gente nas centenas de milhares de violações às prerrogativas profissionais dos advogados paulistas. Para os violadores de prerrogativas, a administração de D'Urso foi perfeita, deixando-os livres para cometer qualquer espécie de abuso, e certamente vão querer deixar tudo como está apoiando o candidato da situação.

Eleições democráticas?

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

A última eleição da OAB/SP foi decidida pelo Tribunal de Ética, braço executivo de D'Urso visando intimidar os advogados a se calarem frente às barbaridades da Ordem e votar sempre nele. Nas grandes e médias cidades, nas quais os advogados são mais independentes e estão dispostos a comprar briga com o Tribunal de Ética, a chapa de oposição teve uma enorme votação. Porém, na medida em que as urnas de cidades mais interioranas foram abertas, nas quais todos se conhecem mutuamente e é possível aos observadores de D'Urso saber a posição política de cada advogado (para depois persegui-lo através do Tribunal de Ética), a situação se inverteu. É muito difícil que qualquer chapa oposicionista se sagre vencedora. Nos últimos anos, os diversos Tribunais de Ética se deterioram paulatinamente, cada vez mais moldados à satisfação dos interesses pessoais daqueles que ocupam cargos e funções na Ordem. Todos os componentes dos Tribunais de Ética são nomeados pessoalmente por D'Urso, através de critérios pessoais, sem qualquer participação democrática por parte dos advogados, e isso na época da eleição faz toda uma diferença.

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