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Lançamento do Anuário

"Sociedade precisa saber como o juiz pensa"

Lançamento Anuário Federal 2012 - RS - Vladmir Passos de Freitas - 07/03/2012 [Diego Beck]"Os brasileiros ainda sabem pouco sobre os tribunais, que são instituições isoladas. Mas os advogados têm todo o direito de saber qual a orientação do tribunal, quem é o magistrado que vai julgar o seu caso, como ele pensa, qual sua personalidade, e quando e como ele atende." Dessa forma o desembargador aposentado Vladimir Passos de Freitas (foto), do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, resumiu a importância do Anuário da Justiça Federal 2012, lançado nesta quarta-feira (7/3) no auditório da corte, em Porto Alegre.

Freitas foi um dos que discursou na solenidade. Ele elogiou o trabalho que reúne perfis de todos os desembargadores dos cinco tribunais regionais federais do país, suas principais decisões e suas opiniões sobre temas jurídicos atuais polêmicos. "Agora, o Brasil tem um retrato do Judiciário federal", afirmou.

Segundo ele, por serem mais jovens que as cortes estaduais, os tribunais federais estão mais abertos à transparência. Ele deu destaque ao TRF-4, do qual já foi presidente, enfatizando o que as páginas do Anuário revelam: o tribunal sulista é o mais rápido e mais eficiente do país, tanto na primeira quanto na segunda instância. A corte tem a menor taxa de congestionamento do Brasil, com apenas 44%. A média nacional, segundo números do Conselho Nacional de Justiça, é de 68%. "Esse tribunal teve a graça de ter grandes presidentes afeitos à administração, como os ministros Gilson Dipp, Ellen Gracie e Teori Zavascki."

Lançamento Anuário Federal 2012 - RS - 07/03/2012 [Diego Beck]Também em discurso, a presidente do TRF-4, desembargadora Marga Tessler (foto), deu boas-vindas aos convidados e agradeceu a homenagem feita pelo Anuário ao tribunal, uma "fotografia do que é o tribunal, que será útil aos advogados, estudantes e a todos que tenham interesse de saber quem é quem".

"É uma satisfação poder expor mais a Justiça Federal. É importante para a sociedade saber quem é o juiz, como ele pensa", continuou a presidente. "A 4ª Região em muito tem contribuído com a jurisprudência nacional, além de ter se informatizado e dado mais agilidade e efetividade aos julgamentos, e isso precisa ser divulgado."

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Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2012, 17h50

Comentários de leitores

2 comentários

De fato

MV70 (Advogado Autônomo - Civil)

Também acredito nisto. Mas quando vejo os julgamentos políticos na corte superior, fico pensando, será que bom mesmo nós sabermos o que os juízes (neste caso ministros) pensam ?

Simples

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Todo cidadão brasileiro sabe como o juiz pensa, uma vez que é fácil saber o que se passa na cabeça deles: basta olhar para o próprio umbigo.

Comentários encerrados em 16/03/2012.
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