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Falha reconhecida

Hopi Hari indenizará família por morte de adolescente

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O parque de diversões Hopi Hari irá indenizar a família da adolescente Gabriela Nichimura, de 14 anos, que morreu após cair do brinquedo La Tour Eiffel na última sexta-feira (24/2). A informação foi concedida à ConJur pelo advogado que faz a defesa do parque, Alberto Zacharias Toron. Os valores, segundo o advogado, estão sendo negociados.

No início desta quinta-feira (1º/3), o advogado do Hopi Hari já havia admitido, pela primeira vez, que pode ter havido um erro na operação do brinquedo e que a jovem estava em uma cadeira desativada. "Estava absolutamente clara [a interdição da cadeira] naquele dia. Mas alguém, inadvertidamente, num erro crasso, habilitou aquela cadeira", disse.

Toron, que informou que a cadeira usada pela vítima estava inativa havia dez anos por um problema técnico, disse que o acidente pode ter sido resultado da falha de algum funcionário da operação ou da manutenção. "Talvez alguém tenha aberto inadvertidamente a trava da cadeira que não deveria funcionar durante a manutenção", afirmou.

O advogado ressaltou que os funcionários do parque passam por treinamento para operação e manutenção dos brinquedos, mas reconheceu que o caso aponta para um "erro crasso".

Toron aponta duas falhas humanas: a primeira é que alguém teria mexido na cadeira, na noite anterior ao acidente, tirando uma trava que continha. A segunda seria o fato do monitor responsável pela segurança dos brinquedos não ter checado o equipamento. Um dos funcionários que manuseavam o brinquedo já pediu demissão.

O parque ficará fechado por 10 dias a partir desta sexta-feira (2/3) para que os brinquedos sejam periciados. "O consumidor tem uma vitória à medida que, com as atividades suspensas, eliminamos o risco de haver novas falhas", disse a promotora de defesa do direito do consumidor de Vinhedo, Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira. Além da suspensão de dez dias, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o parque e o Ministério Público determinou que o brinquedo em questão seja interditado por tempo indeterminado até que o parque apresente o incremento do plano de segurança obtido junto à fabricante suíça.

Na próxima segunda-feira (5/2), assessores técnicos do MP farão a vistoria no Hopi Hari com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o Corpo de Bombeiros, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas e o Instituto de Criminalística de São Paulo.

Em nota, o Hopi Hari confirmou o fechamento do parque por dez dias, disse que está cooperando "irrestritamente com todos os questionamentos relativos ao caso" e reafirmou "seu total interesse na elucidação do caso, bem como seu compromisso com a segurança de todos os visitantes".

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 1 de março de 2012, 21h18

Comentários de leitores

2 comentários

Esse é o país para todos...se ferr...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

BATTILANI (Advogado Sócio de Escritório)
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Concordo plenamento com o senhor. Mas o senhor, como eu, conhece bem o Judiciário que temos. E nesse caso não é por lesi mau feitas não. É pelo falido e inoperante Judiciário que temos (com as devidas e raras exceções...)
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Mas, o nosso Judiciário que em parte é um lixo, irá condenar em menos de 100 mil reais. Talvez um pouco mais, pois o juiz, qdo o caso vai parar na imprensa, condena em valores um pouco maiores.
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E a dor eterna dos pais? O tal parque não lacrou a cadeira pq? Pq tinha a certeza da impunidade que reina neste país.
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O dono do parque irá preso? Não.
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Eu tenho certeza que o promotor do caso (se for dos bons) irá denunciar por homicíio com dolo eventual. Tem que ir para júri.
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Tenho muita vontade de ir embora desse país onde, como diz uma amiga minha que mora em Londres, quase nada aqui funciona direito. O Judiciário é um poder fictício. As pessoas que causam sérios danos aos outros são "premiadas" pelo Judiciário´. Há bons juízes? SIM. Mas são tão poucos que é como achar um agulha no palheiro.
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Como em outros casos de grande alarde, esse será passado na frente e, em tempo record, o parque será condenado. Claro a pagar um ninharia para família.

ERRO CRASSO DE FUNCIONÁRIO???

Sergio Battilani (Advogado Autônomo)

Erro crasso é da administração, em manter por "singelos" 10 anos (!!!) inativa uma cadeira de um brinquedo, SEM QUALQUER SINALIZAÇÃO!!!
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Deveriam ter tirado ou arrumado a cadeira!!!
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A indenização deve ser multiplicada por 10 anos de provável inadmissível omissão!
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Quantos outros brinquedos não estarão assim, SEM MANUTENÇÃO A 10 ANOS???
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Quantos pais não estão agora pensando na pura sorte que tiveram seus filhos de não terem escolhido aquela maldita cadeira inativa a 10 anos?!
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Aliás, entendo que TODOS quanto ingressaram neste parque nos últimos 10 anos tem direito a indenização pelo dano moral sofrido, porquanto tiveram a "chance" de verem seus filhos mortos!!!

Comentários encerrados em 09/03/2012.
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