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Advogado e cliente

Procurador propõe representação contra Thomaz Bastos

Comentários de leitores

77 comentários

Querem calar a advocacia

roberto guimarães (Advogado Autônomo)

Ridícula e leviana a postura do procurador, que ao meu ver, tenta chamar holofotes para se auto promover e quando, quem sabe,se aposentar vir ADVOGAR como defensor de também poder cobrar altos honorários por sua notoriedade nacional. Ademais, se sua interpretação fosse colocada em prática, o padeiro, o taxista, o açogueiro, o pracista do pedágio, enfim todos que labutam diariamente para angariar seu sustento não poderiam receber qualquer valor de "ditos criminosos" somente porque seu dinheiro seja de fonte ilicita. O advogado é como qualquer outro profissional, que trabalha e merece seu rendimento, e não está obrigado á questionar a origem do dinheiro que recebe pelos seus serviços. Em contrário, a regra deve se aplicar á todos profissionais, absurdo!!!

Exagero

Jean Spinato (Advogado Autônomo)

Já me manifestei em outro tópico: a imagem de um ex ministro da Justiça, ao lado de um criminoso do porte de Cachoeira é constrangedora.
Mas tirando a questão puramente moral, não há nada que o impeça de trabalhar e, sim, receber honorários. Todos tem direito a defesa, assim como não se deve exigir do advogado que trabalhe de graça.

...

Soli Deo Gloria (Advogado Autônomo - Civil)

É impressão minha, ou a representação em questão se baseou em boatos?

A omissa OAB

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Afinal, quando será que a omissa Ordem dos Advogados do Brasil vai adotar providência obrigando o CNMP a fazer o seu trabalho, instaurando processo disciplinar em face ao abuso do Procurador da República?

Honorários

. (Professor Universitário - Criminal)

Ora, como é sabido por todos (e quem disser que não sabe é um hipócrita), normalmente o advogado criminalista recebe de seus clentes honorários provenientes de produto de crime. Sim, se o cliente não tem uma atividade lícita e sobrevive cometendo crimes, como é que iria conseguir dinheiro para pagar honorários quando necessitar de advogado ? Nos níveis mais baixos da criminalidade (diga-se bandidos pobres), todos sabem que quando um deles é preso, os amigos saem a noite para "fazer a correria", ou seja, traduzindo, os amigos saem a noite para roubar e pagar o "adevo" no dia seguinte. Já ouvi falar de casos em que um dos tais "adevos" recebia honorários em produtos, ou seja, televisores, rádios de carros, celulares, etc. Portanto, chega de hipocrisia.

Ilações, sofismas e inquisição

Le Roy Soleil (Outros)

O indigitado membro do MPF baseia-se em NOTÍCIAS DE JORNAL .... !!!!!!!! (o que vem sendo publicado na mídia), como se a publicação na mídia fosse a prova do fato e este fosse incontroverso. A partir de tais ilações, constrói um sofisma, e assume comportamento digno de um julgador dos tribunais do santo ofício, da santa inquisição.
Infelizmente essa é a mentalidade de muitos dos membros do MP, que só aflora quando presente um outro ingrediente, indispensável à receita: as luzes dos holofotes e os quinze minutos de fama.

Fernando José Gonçalves

Observador.. (Economista)

Concordo com tudo que o senhor escreveu.Penso, todavia , que em uma Democracia deve haver normatizações que prevejam e enquadrem a conduta ( baseada nos melhores valores )dos diversos entes públicos e privados.
Se existe o COAF, a Receita e outros mecanismos de proteção à fraude e à contravenção, que sejam utilizados.
De resto, lamenta-se a escolha do ex- Ministro em aceitar o caso.Pelos motivos muito bem expostos pelo senhor.
Enquadrá-lo ( O ex- Ministro ) como potencial criminoso, me faz pensar que transferem a incompetência de diversos órgãos de controle, para a esfera das escolhas morais.Não é certo.

Tomaz bastos e cachoeira

SÍLVIA SEMPRE PELA JUSTIÇA (Advogado Autônomo - Criminal)

Ué! O procurador não sabe que advogado defende bandido e não santinho? Não cabe ao advogado investigar de onde provém seus honorários. Ele precisa se lembrar da célebre frase de evandro lins e silva:"“eu não defendo o crime, defendo o homem. Não é preciso ser inocente para ter garantias legais”

MPF

Observador.. (Economista)

Não entendi o procurador.Como eu, ele pode discordar da escolha do ex-Min.Márcio Thomaz Bastos em aceitar a defesa do contraventor.Afinal ele, advogado, também fez uma escolha.Mas só.Jamais poderia querer aparecer desta forma, dando a entender que foi cometido um crime ao ter aceito o caso.Não é papel - que eu saiba - do advogado, inquirir a origem dos recursos do seu cliente.
E me surpreendi com tal ação.O procurador não está extrapolando suas funções?

Parabéns ao MP!

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Ótima iniciativa! Estava perplexo de assistir esta verdadeira sociedade entre o meliante e seu nobre patrono, e tudo feito como se fosse a mais corriqueira contratação de serviços. Parabéns ao ilustre membro do MP que tomou a iniciativa. Imagino ser um jovem recém ingresso e idealista, que ainda não foi contaminado pelo sistema (ou pela "ética jurídica"). Se não o for, mantém o espírito.

Dr. Isaías - advº autônomo

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Concordo,modesta e humildemente,como seu comentário na íntegra.Entendo,também,que a questão não se prende aos honorários,como referido pelo D.Procurador Regional de Justiça,indo para além. Dos valores básicos e que deveriam ser ínsitos a qquer.cidadão estão a moral,a dignidade,a vergonha,e a ombridade.Aqueles que não as têm,sequer são merecedores de externar seus reclamos,como no caso de Bastos.A cidadania,conjunto desses mesmos valores,foi definitivamente relegada a segundo plano,justamente por um colega que ocupou um ministério de extrema importância, há uma semana atrás,especificamente numa área voltada a defesa dos interesses nacionais,contra aqueles que ora defende,movido pela vaidade,pela ganância e pela total falta de comprometimento cívico,típico daqueles que não serviram á Pátria,mas,antes,por ela foram
servidos,quer por mera indicação de amigo,quer por opção partidária,tudo menos por valores mais nobres.Infelizmente assistimos a um espetáculo dantesco onde se tenta justificar o injustificável;onde a desfaçatez assume contorno jocoso contra uma sociedade pasma e que esperava um pouco mais de quem ocupou um posto de tamanha relevância. A demonstração de que a política,no Brasil,é encarada como mero trampolim para a satisfação quase imediata de anseios menores,mesquinhos e estritamente pessoais se firmou.Um exemplo puro de irresponsabilidade e falta de ética n/só para com o país,mais especialmente para com a população que vê em exemplos como esse a verdadeira face dos nossos governantes.Lamenta-se profundamente que a OAB esteja apoiando essa atitude nefasta que tende a levar o jovem formando a conclusão inequívoca do 'vale tudo' que mercantiliza a advocacia a ponto de torná-la,no caso,incestuosa,promíscua e vergonhosa.

Lamentável!!!

Adelmor Gheler (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Esse "moralismo" patético é que atrofia a evolução deste país! Chega de Torquemadas!

"... como qualquer outra empresa ..."

A. Salomão (Advogado Autônomo)

O escritório do advogado Marcio funciona como qualquer outra empresa e visa o lucro. É evidente que pelo fato de ter sido ministro estará mais à vontade pelos corredores de Brasília, do que qualquer um outro advogado mais comum. É óbvio e confesso que existe mercantilismo na atuação presente.

nada a ver!

Neli (Procurador do Município)

data máxima vênia ,querem deixar o acusado sem defensor?

isso tem nome:inveja

Leneu (Professor)

porque este douto procurador jamais ganhará tais valores. no mais, se o Márcio se encher advoga pro bono e acabou a palhaçada deste povo.

Senhor Marcos Alves Pintar

Olho clínico (Outros)

Por gentileza, mande o link onde posso ver a decisão de seu processo na íntegra, para poder comentá-la. Os demais, que citei de passagem, estão na íntegra na internet, mas o que o senhor citou não consegui ver. Como não sou do Estado de SP, talvez não tenha acertado procurar no site do TJSP. Desde já obrigado.

Confusão

Ed Gonçalves (Bacharel)

Acho que o procurador da república está trocando as bolas. Não há ilicitude alguma em o Dr. Márcio receber honorários de seu cliente, ainda que este seja notório contraventor, em montante muito acima de sua renda declarada. Se alguém comete algum ilícito, penal ou tributário, é o cliente, e não o advogado. Portanto, contra ele, cliente, deve ser dirigida a fúria do procurador. Mas, cá entre nós, se eu fosse o causídico, não me furtaria a matar a curiosidade de perguntar ao cliente a origem do dinheiro. Só por curiosidade mesmo!

Denunciação caluniosa

JOCELIO (Advogado Autônomo - Civil)

O nobilíssimo parquet deveria ficar atento às consequências de atos dessa natureza. Tem-se na conduta, por exemplo, a denunciação caluniosa tipificado pelo Código Penal: "Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa."

Generalização só desvia a atenção da questão

Isaias  (Advogado Autônomo)

Sinceramente, tratar a questão no sentido de que advogado pode receber honorários e está sendo impedido disto não se refere à questão de fato em discussão; assim como judicializar, na forma em que o fez o Sr. Procurador a possível falta de ética do Sr. ex Ministro não é a melhor solução. Na verdade o que se tem é porque o ocupante do cargo de Ministro da Justiça que defendia o Estado brasileiro até pouco tempo atrás se presta a defender um dos maiores fraudadores do próprio Estado brasileiro. A questão é integralmente voltada á ética, e não adianta tentar impor judicialização ou leis para corrigir ética. È aquela velha máxima "o que é legal, nem sempre é moral" e diante disto pouco há que se fazer.

Corporativismo dos advogados

Jornalista e Bacharel em Direito (Servidor)

O corporativismo não só se faz presente no congresso e no judiciário, se faz tambem na OAB. Os comentários, principalmente os postados por advogados aqui, dão defesa áo Márcio Tomaz Bastos. É óbvio que os interesses pessoais e a amizade se prevalecem quando o principal ator seja uma pessoa famosa. A questão não é se o ex ministro pode ou não defender quem quer que seja, a questão e a pergunta que a SOCIEDADE BRASILEIRA faz é: como um ex ministro que pregava a decência, a moralidade, lutava contra o crime, defendia a lei, defende somente criminosos? Márcio Tomaz Bastos, também foi defensor do ex deputado do Pará Luiz Seffer, condenado por pedofilia. Quinze milhões de reais, é um honorário que dá inveja a qualquer causídico. Ora, Bastos precisa de dinheiro? Precisa de "estatus"? Ou ele por ser ex ministro tem influência dentro dos tribunais e por isso só defende BANDIDO de colarinho branco? A ética, a moral e os bons costumes, mesmo tratando-se de advogado, são atributos de bom caráter, e de deveres onde vc possa colocar sua cabeça num travesseiro e dormir em paz com vc mesmo e com Deus. Por que defender bandido que paga honorários com dinheiro público? Eu teria vergonha de defender Cachoeira. É o Brasil em poucas mãos

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