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Advogados devem conhecer Regulamento de Arbitragem

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Advogados devem conhecer e estudar novo Regulamento de Arbit

ADEVANIR TURA - ÁRBITRO - MEDIADOR - CONCILIADOR (Outros - Civil)

Para os advogados brasileiros, as regras de Arbitragem são as que estão na Lei 9.307/96. A CCI pode ter suas novas regras, mas tem que se sujeitar às regras brasileiras se o caso o procedimento seja instituído aqui no Brasil. Ademais, vemos a cada dia novas notícias do avanço da CCI no mundo todo, inclusive no Brasil.
Sabem porque??? Porque o nosso Judiciário é o que mais lutam contra o desenvolvimento da Arbitragem em nosso país. A Maioria esmagadora dos Juízes brasileiros (todos), quando abordados sobre o assunto Arbitragem, dão uma risadinha sarcástica, quase que zombeteira a respeito, deixando desconcertado e decepcionado o seu interlocutor.
Há uma grande culpa dos próprios governos tanto Federal como Estaduais, que gastam milhões em propagandas de assuntos idiotas e medíocres, mas não gastam um tostão para divulgar esse EXCELENTE método de resolução de conflitos que se chama ARBITRAGEM. Enfim, editaram, aprovaram mas não a incentivam, deixando centenas de Câmaras brasileiras a mercê da própria sorte.
Também há a culpa das grandes empresas brasileiras que nomeiam a CCI, ignorando as excelentes Câmaras de Arbitragem e os excelentes profissionais daqui.
Enquanto isso....... os estrangeiros vão nadando de braçadas em nossas águas mansas, enchendo os bolsos de dólares e euros das empresas que os contratam em detrimento aos nossos profissionais. ISSO É BRASIL!

Obtenção de uma cópia no novo regulamento

ARICLENE (Contabilista)

Tentei localizar, via internet, um site que fornecesse cópia da REVISÃO do REGULAMENTO da CCI. Contudo, não fui feliz! Alguém poderia ajudar o colega neófito.

Temos que banir completamente o judiciário

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Não é só no campo da arbitragem, mas também da conciliação e mediação que o país vai encontrar os caminhos para fugir, em 90% dos casos, da ineficácia do P. Judiciário (caro, lento, injusto e por vezes corrupto). Esses Métodos Alternativos para a Solução de Conflitos cada vez mais se fazem sentir positivamente através dos resultados muito mais rápidos, menos estressantes e eficientes. Quiçá daqui há alguns anos já tenhamos juízes de carreira 'sobrando' nos quadros do judiciário, por falta de ações para julgar.

Um passo importante foi a REVISÃO do REGULAMENTO da CCI.

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O peso da CCI, na ARBITRAGEM, no BRASIL e no MUNDO, creio que tenha sido um passo fundamental para que a ARBITRAGEM comece a ganhar procedimentos próprios, que a afastem da nefasta influência que os procedimentos judiciais ainda exercem sobre ela.
Esta influência é, sem dúvida, também provocada pela falta de formação dos Operadores do Direito para atuarem em ARBITRAGEM.
Temos visto Advogados, com o hábito do Judiciário, portanto já "com a boca torta", pelo uso do "cachimbo litigioso", a tentarem repetir no procedimento arbitral os mesmos costumes procrastinatórios e, muitas vezes, temerários, que utilizam, no interesse do Cliente e com a complascência dos Magistrados, influenciados pelo fantasma da "ampla defesa", sem dúvida, no Judiciário.
Com o novo Regulamento da CCI, que esperamos venha a ser "copiado", pelo menos nas idéias, pelas demais Entidades que se dedicam à ARBITRAGEM, estamos convictos que se poderá dar uma efetiva guinada nos rumos "burrocratas" que vinham sendo introduzidos no procedimento arbitral.
Mas há muito a se fazer. Creio que o principal objetivo deve ser introduzir, nos CURSOS JURÍDICOS, matérias que venham a criar, nos futuros ADVOGADOS, a doutrina da CONCILIAÇÃO e da ARBITRAGEM como solução dos CONFLITOS e REALIZAÇÃO da JUSTIÇA, que NÃO SERIA um PRIVILÉGIO do JUDICIÁRIO, não senhor!
Foi oportuníssima a manifestação dos Advogados do escritório ULHOA CANTO, REZENDE e GUERRA ADVOGADOS, porque com a seriedade de sua atuação no mercado dos profissionais responsáveis, certamente poderá vir a contribuir para que outros escritórios disseminem a necessidade das mudanças e, discutindo-as, de certa forma colaborem para que os novos conceitos procedimentais venham a ser rapidamente aplicados.
Parabéns, pois, pelo artigo.

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