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Relatório do FBI

Bancos perderam US$ 38 milhões nos EUA com crimes

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Durante todo o ano de 2011, foram cometidos 5.093 crimes contra instituições financeiras nos Estados Unidos, especificamente no que se refere a assaltos (5.014), roubos com arrombamento (60), furtos (12) e extorsões (7), de acordo com estatísticas divugadas, na última quinta-feira (21/6), pelo FBI. A média aproximada foi de 14 crimes contra instituições financeiras por dia, mas nem todos os casos chegam ao conhecimento do FBI, diz o relatório. O FBI também apontou uma pequena redução dos casos em relação a 2010, quando foram registrados 5.641 casos semelhantes — uma queda de 9%. 

Os crimes causaram perdas avaliadas em mais de US$ 38 milhões (cerca de R$ 78 milhões), dos quais US$ 8 milhões foram recuperados e retornados às instituições financeiras. Foram roubados (genericamente falando) US$ 38 milhões em dinheiro, US$ 2 milhões em cheques, US$ 100 em ações e US$ 9,6 mil em "outras propriedades". Foram recuperados US$ 8 milhões em dinheiro, US$ 20 em ações e US$ 19 mil em "outras propriedades" (a recuperação no ano inclui, portanto, propriedades roubadas em anos anteriores). As perdas ocorreram em 89% dos casos (4.534 casos). 

Os assaltantes se saíram pior nos casos que resultaram em mortes. No ano, ocorreram 13 mortes como incidentes dos assaltos. Morreram 10 assaltantes, 2 policiais e 1 guarda bancário. No total, foram registrados 201 casos de violência nos episódios, em que, além de mortos, 88 pessoas foram feridas: 45 funcionários do banco, 15 assaltantes, 15 clientes, 5 policiais, 3 guardas e 5 "outros". E 30 pessoas foram feitas reféns dos assaltantes: 20 funcionários, 4 clientes, dois familiares de funcionários, 2 guardas e 2 "outros". Nenhum dos sete casos de extorsão registrou violência, embora tenha havido ameaças. 

O modus operandi favorito dos assaltantes é o da comunicação escrita. Em 2.958 casos de assalto, foram entregues bilhetes aos funcionários das instituições. Em 2,678 casos, a comunicação foi oral, no velho estilo do "isso é um assalto". Em 1.209 casos foram usados revólveres, em 61 outros tipos de arma de fogo, em 31 outros tipos de armas (facas, outros instrumentos de corte, agulhas hipodérmicas, alguns tipos de taco ou porretes, etc.). Em 2,331 casos, houve ameaça de uso de armas, que, no entanto, nunca foram mostradas. Em um caso, houve ameaça de disparar um dispositivo de explosão. As somas normalmente não batem com o total de casos, explica o FBI, porque mais de um desses elementos podem estar presentes em uma ocorrência. 

Outra preferência dos assaltantes é roubar filiais das instituições financeiras (4.803 casos). Depois vêm a matriz (132 casos), agências em lojas (123 casos) e agências remotas (28 casos). Os assaltantes também preferem operar nos distritos comerciais das cidades (3.326 casos), depois em shopping centers (1.240 casos), áreas residenciais (327 casos) e "outras localidades" não especificadas no relatório (193 casos). Os casos ocorrem mais em áreas metropolitanas (2.336), depois nas cidades pequenas (1.734), nas áreas suburbanas (928) e nas áreas rurais (88). 

A maioria dos roubos acontece na sexta-feira (1.042 casos), depois na terça (922), na quinta (885), na segunda (858), na quarta (842), no sábado (403) e, finalmente, no domingo, o dia do descanso (69). O período do dia com maior número de ocorrência é de 9h às 11h (1.437 casos — os bancos normalmente abrem às 8h), depois das 15h às 18h (1.128 — normalmente os bancos fecham às 17h, de segunda à quinta-feira, e às 18 horas nas sextas), das 13h às 15h (1.028), das 18h à 6h (durante a noite, 189 casos) e das 6h às 9h (172 casos). 

Os assaltantes preferem ir direto ao caixa (4.870 casos), depois ao cofre-forte (215), à área administrativa (149), aos caixas automáticos (51), aos drive-ins dos bancos (47), à "área de depósitos seguros" (18) e serviços de depósito noturno (4). Também houve assaltos a carros-fortes (2), a transportador de dinheiro (1) e mais 43 casos não especificados. 

Das instituições financeiras assaltadas, 4.967 têm sistemas de alarme; 5.028, câmeras de vigilância; 3.086, "dinheiro-isca", preparado para pegar assaltantes posteriormente; 1,239, gás lacrimogêneo e tintura para marcar permanentemente dinheiro roubado; 768, cabines à prova de bala; 558, rastreamento eletrônico; e 236 têm guardas. Durante os assaltos do ano passado, as câmeras de segurança foram ativadas 4.926 vezes; os sistemas de alarme dispararam 4.557 vezes; os ladrões levaram dinheiro-isca 1.605 vezes; gás lacrimogêneo e tintura de dinheiro roubado foram usados 478 vezes; rastreamento eletrônico foi ativado 299 vezes; e havia 197 guardas em serviço. 

O relatório do FBI não inclui crimes praticados eletronicamente contra as instituições financeiras.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 25 de junho de 2012, 10h39

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