Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Mal à credibilidade

Kakay diz que MP e juízes agem como justiceiros

Os erros do Ministério Público e da Polícia Federal são as ferramentas de Trabalho de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Citado por alguns jornais como o advogado das estrelas, recebeu, na capa do jornal Zero Hora deste domingo (24/6), a alcunha de “advogado das grandes encrencas”. Kakay falou, em entrevista ao periódico, sobre a grande pressão por condenações que chega aos tribunais atualmente, sobre mensalão e sobre a defesa do senador Demóstenes Torres, de quem é advogado.

O foro privilegiado de Demóstenes é o principal argumento dele no processo. “A minha tese é imbatível no Supremo. Demóstenes tem foro privilegiado e foi investigado durante três anos de forma indireta, dolosamente. A PF sabia, os procuradores sabiam e o juiz sabia. Tanto é que tem um momento gravíssimo no processo em que o procurador fala: 'Não pode ir para o Supremo, porque no Supremo não vai dar em nada'. É um acinte ao Poder Judiciário”, disse o criminalista.

Segundo ele, membros do MP e juízes de primeiro grau "acreditam que são justiceiros e que os tribunais superiores são lenientes". Essa postura, completa, faz mal à credibilidade do Judiciário, "porque, quando a gente ganha, e temos ganhado muito, passa a impressão para a população de que o Superior Tribunal de Justiça  e o STF são compreensivos, para não dizer coniventes".

Para Kakay, o foro privilegiado é interessante para o advogado, uma vez que pressupõe mais maturidade de quem vai julgar o caso, mas não parece uma facilidade, uma vez que não suporta tantos recursos quanto processos que começam na primeira instância. “O mensalão, por exemplo, está sendo julgado pelo STF. Perdeu, só pode recorrer a Deus.”

Ainda sobre o caso chamado de mensalão, questionado sobre como avalia a pressão sobre o Supremo no julgamento, Kakay responde: “É grave”, e continua, classificando-a como “indecente”. Segundo o criminalista, a pressão sobe os ministros que vão julgar o caso desmerece o Poder Judiciário. “Processo não pode ter nome na capa, nem ser tratado de forma diferente dos demais. O Supremo terá de mostrar que é supremo.”

Revista Consultor Jurídico, 24 de junho de 2012, 15h04

Comentários de leitores

14 comentários

quixotada 3. não acredito!

Ricardo (Outros)

Ah, mas isso nem precisava dizer. Dá para perceber. É por isso, aliás, que o mundo caminha rapidamente para a debacle.

quixotada 3. não acredito!

Ricardo (Outros)

Ah, mas isso nem precisava dizer. Dá para perceber. É por isso, aliás, que o mundo caminha rapidamente para a debacle.

Não sabia.

Observador.. (Economista)

Com todo respeito ao Dr.Pintar, desconheço este fato de que o mundo é comandado por advogados.Mesmo nos EUA, menos da metade do Congresso americano é composto de advogados.São muitos mas não são 85%.
E não vi aqui ninguém criticando a classe dos advogados.Mesmo em meu primeiro comentário ( que acho não ter sido bem entendido pelo Dr. Sérgio ) não estava criticando o advogado citado no artigo.Não faria nem sentido pois o respeito.
O que disse foi que discordo de sua tese (dele, Dr.Kakay ) dos "justiceiros".
Acho que, principalmente no caso do STF, temos assistido a um tribunal cada vez mais político e midiático ( se importando muito com as luzes da ribalta ) do que com o cumprimento de nossa constituição.E acho, como cidadão do país, que nossas leis não são claras nem precisas, por isto gerando tantas interpretações diferentes sobre os mesmos assuntos.
Acho que os advogados ( como toda classe ) tem em seus quadros bons e maus profissionais.O ruim é quando pensam que ninguém ( nem mesmo quem sofre as consequências das falhas do sistema ) tem direito à divergência, à crítica ou a achar que em nosso país nosso sistema jurídico é ruim.
Ou então temos um sistema muito bom, leis invejáveis, ótimos operadores do direito e, talvez, um povo que não esteja a altura de tantas conquistas.Mas não acho que seja isto.Há muitos filósofos, estudiosos do Direito e mesmo juristas que acham ser a sociedade quem define que tipo de Justiça ela deseja e necessita.E, ultimamente, a sociedade tem se mostrado insatisfeita com nossa Justiça.
O Primeiro Ministro francês Georges Clemenceau pensava ser a Justiça um assunto importante demais para ser deixado nas mãos dos juristas.
Como ele era médico e jornalista , talvez tenha legislado em causa própria...

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 02/07/2012.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.