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Juiz ameaçado

CNJ apura renúncia de juiz do caso Carlinhos Cachoeira

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, vai apurar o caso do juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da Justiça Federal de Goiás, que renunciou ao processo que tem como réu Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alegando ter sido ameaçado.

A ministra disse que deve convidar Lima para uma conversa para esclarecer as circunstâncias do seu afastamento. “Não podemos ter juízes covardes, nem juízes ameaçados, não podemos aceitar que ameaças veladas, físicas ou morais, possam impedir que a nossa magistratura desempenhe suas funções.”

A ministra diz ter tomado conhecimento pela imprensa do afastamento e das ameaças feitas a Lima e que, imediatamente, contatou o juiz para providenciar medidas cabíveis.

Eliana Calmon também pretende pedir esclarecimentos ao corregedor geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Carlos Olavo, para saber se foi tomada alguma providência no ato da renúncia de Lima, já que a ministra diz não ter informações se isso aconteceu.

O juiz cotado para assumir o processo que investiga Carlos Cachoeira, Leão Aparecido Alves, também é alvo da investigação da CNJ. De acordo com a Polícia Federal, um telefonema originado de um número do juiz foi feita para um dos acusados de envolvimento com a quadrilha investigada no processo.

Segundo Eliana Calmon, Leão Aparecido confirmou a um juiz auxiliar da Corregedoria Nacional a existência do telefonema e disse que, na ocasião, seu telefone estava emprestado a sua mulher. “Se a interceptação telefônica indicar qualquer envolvimento de alguém íntimo do juiz Leão Aparecido, como sua esposa, com algum envolvido com a quadrilha, o juiz não poderá estar à frente das investigações”, disse a corregedora. Com informações da Agência CNJ de Notícias.

Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2012, 21h44

Comentários de leitores

1 comentário

O CNJ virou policia investigativa?

Thiago Amorim (Advogado Autônomo)

Os conselheiros do CNJ, viraram policia investigativa? Porque o CNJ, nao se coloca no lugar constitucional dele que é de rever atos administrativos do poder judiciario possivelmentes inconstitucionais?
Conselheiros parem de se aparecerem.

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