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Promessa de agilidade

Homem acusado de se passar por juiz é detido

João Francisco Pinheiro dos Santos, de 61 anos, foi detido na quarta-feira (30/5), Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, sob a acusação de se passar por juiz de direito e corregedor da Ordem dos Advogados do Brasil, para aplicar golpes. Uma pensionista disse que entregou mais de R$ 5 mil ao falso juiz, depois de ele ter prometido dar um jeitinho para que seu caso tramitasse com mais rapidez. As informações são do jornal Estado de Minas.

Primeiramente, ele disse à Polícia que era assessor jurídico, mas uma mulher o reconheceu e afirmou que pagou para que seu processo tivesse uma soluação rápida. “Eu não queria nenhum mal para ele, pedi apenas que me devolvesse os R$ 1 mil que lhe dei em abril para resolver minha situação. Ele chegou a ligar para alguém dizendo para trazer o dinheiro, mas estava apenas tentando escapar.” Ela está sendo cobrada judicialmente por dívida de R$ 10 mil pelo fornecimento de energia elétrica da creche que mantinha. “O débito seria de R$ 1,2 mil, mas estão querendo muito mais. No desespero pensei que esse moço, que se apresentou como juiz, poderia me ajudar.”

Já a pensionista disse que aguarda, há 22 anos, uma resposta por ações contra a Petrobras. “Meu marido morreu sem receber valores a que tinha direito. Conheci esse homem em outubro do ano passado no Centro da cidade. Ao comentar sobre minha situação, ele disse que estava deixando a advocacia para iniciar a carreira de juiz, me pediu dinheiro e lhe dei mais de R$ 5 mil em três parcelas. Hoje estava no fórum quando fiquei sabendo que ele havia sido detido”, contou a pensionista.

Um inquérito foi aberto contra o acusado, cuja ficha policial apresenta crimes de estelionato, falsidade ideológica, adulteração de chassis, entre outros, desde 1976. “Não houve flagrante, já que os dois casos são anteriores. Ele será liberado, mas responderá a inquérito”, explicou a delegada Adriana de Barros Monteiro, do 3º Distrito de Belo Horizonte.

Revista Consultor Jurídico, 1 de junho de 2012, 15h46

Comentários de leitores

3 comentários

Falta de paciência

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Os juízes ímprobos (que vendem sentenças) levaram anos para aprender como fazer isso e só agora estão sendo pilhados pela Corregedora do CNJ, Eliana Calmon. Esse sujeito quis fazer um curso 'intensivo' nessa área e só poderia mesmo se dar mal.

A vítima do crime não é o interessado no processo...

Leitor1 (Outros)

Dr. Marcos Píntar,
-
A questão é que a vítima do alegado crime não é o ludibriado, aquele que teria despendido valores. É o Estado, na prestação da jurisdição. Provável que o senhor diga: 'mas a credibilidade da Justiça já não é das melhores... talvez isso não tenha feito diferença'. O fato é que, o dia em que as pessoas realmente passarem a resolver seus casos na base apenas da arbitragem (ou na base do facão), fico imaginando como é que advogados exercerão sua profissão. É do interesse da própria advocacia que se lute por maior credibilidade da Justiça, com as reformas necessárias e também com a repressão de comportamentos como esse sob suspeita... Não é admissível, e penso que ninguém gostaria disso, que juízes, promotores ou advogados sejam 'vendidos', a partir da divulgação mendaz de promessas de favores e influências. A questão é séria e merece apuração meticulosa.

Promessa não cumprida

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Sinceramente, tenho dúvidas em dizer que quem age dessa forma deve ser condenado penalmente. Isso porque, quem propõem ou aceita tal tipo de proposta (pagar ao suposto juiz para fazer o processo andar) também pratica delito. O que as supostas "vítimas" vão fazer agora, ingressar com uma ação contra o falso juiz evocando o CDC?

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