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Comentários de leitores

26 comentários

Sem se extender muito

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Das discussões aqui restaram diferenças importantes:
Há quem, como o Dr. Sérgio, entenda que a cópia de 20% de um trabalho não macula uma tese e defende também os "critérios metodológicos" utilizados, como exemplo, pela "tese" de outro docente.
Há os que entendem que a Universidade Pública deveria ter critérios mais rigorosos para a qualificação do mais alto grau da carreira acadêmica.
É uma questão de PADRÃO DE QUALIDADE a ser adotado. E cada um adota o seu.
Mas ficou chato aqui o cidadão, empolado e cheio de se arrogar dono da razão, em afirmar algo e, após eu expor que ou ele estava deliberadamente mentindo ou não sabia do que falava (o caso do afirmado "aspeamento"), o Dr. Sérgio tergiversou do debate.
Eu, particularmente, acho isso uma pouca vergonha, sinônimo de uma universidade decadente e fruto de uma profunda esterelidade intelectual.
Para ele, parece algo regular.
Que ele siga feliz assim. Afinal, ele, como "mestre", deveria se opor a esse tipo rudimentar de ciência. Até mesmo para valorizar ainda mais o seu título. Aí eu penso: quanto de sua tese não pode ter esses questionamentos sobre a "metodologia"? Não dá para saber, mas para defender com essa veemência...
Com defesas como a dele, as suas "portas acadêmicas" sempre estarão abertas - porque a Universidade funciona assim, com essa maneira manca de conceder títulos.

Parole, Parole, Parole...

Carolina Almeida (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Tem razão, há bastante distinção entre nós.
Inclusive, por estarmos livres de sermos asseclas da Corte.
O meio acadêmico brasileiro é assim: parece cidade de interior, quando passa uma cadelinha, tem um monte de cachorrinho atrás babando...
O Dr. Sérgio (sempre empolado e pacador na soberba) afirmou algo, tentando defender seu orientador, que foi meticulosamente desmontado com FATOS (e não argumentos), promovidos pelo Dr. Cláudio Pereira.
Confrontado com alguém que apontou parágrafo por parágrafo os problemas da tal tese, o Dr. Sérgio fez o quê? Respondeu "sim, eu li a tese".
Bem se ele leu, ou bem ele falta dolosamente com a verdade quando não vê os graves defeitos de "metodologia" ou ele leu e não conseguiu compreender esses problemas.
Como bem foi colocado aqui, a questão é um padrão. Há os que, como o Dr. Sérgio, acham que a cópia servil de 20% de outro trabalho pode ser um padrão de tese de titularidade (como se o que valesse mesmo é a "idéia"). Há os que acham que não - que isso interfere na originalidade da obra.
É um padrão de excelência, apenas. A refencia não é e mesma.
Afe... agora o doutor vai responder "aquele tratado" de novo... rsrs

Nova resposta aos Drs. Carlos Pereira e Carolina Almeida (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Realmente muitas coisas nos distinguem:
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1ª) educação: eu não os conheço e os trato com o respeito e a cerimônia devidas, com diplomacia. Já os senhores, mal-educados, a mim se referem por um pronome de tratamento íntimo, sem que eu os tenha concedido tal privilégio. Fosse na Itália, ou na França, ou na Alemanha, seriam ambos escorraçados por agir desse modo;
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2º) eu enfrento o tema objetivamente, enquanto os senhores dele se desviam e passam do verbo ao adjetivo com uma facilidade enorme, numa demonstração de que não têm ou não sabem como construir um bom argumento. Minha abordagem foi na raiz do problema para identificar qual o conceito por trás de toda a discussão, uma vez que todo juízo é a relação de conceitos. Além disso, analisei os argumentos dos senhores e demonstrei, à moda dos geômetras, que são inválidos. Para essa tarefa, não preciso conhecê-los nem manifestar qualquer opinião a respeito de cada um, até porque isso seria leviano, dado que não os conheço. Já a abordagem dos senhores é sempre pessoal, subjetiva, adjetivada. Assestam contra a pessoa, e quando miram o fato, não o analisam. Fazem afirmações sem suporte algum nas evidências ou nos conceitos que devem estar na base do exame;
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3º) os senhores parecem desconhecer a distinção entre ciência e relato. Muitas das passagens que acusam ser plágio na obra do Prof. Maluf, nada têm de original em termos científicos. Nada contribuem para a compreensão do tema, por ser simples remissão ao trabalho de outrem, e não o que esse outro autor pensa sobre o assunto, coisa que, sob o aspecto epistemológico são muito diferentes.
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(CONTINUA)...

Nova resposta aos Drs. Carlos Pereira e Carolina Almeida (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Poderiam estender-me mais e mais, mas parece-me perda de tempo, já que em seus comentários os senhores deixam claro, muito claro, que o móbil a orientar suas posições é a bílis, não a razão, a dor de cotovelo dos descontentes que não aceitam ser contrariados. Isso é um problema de baixa autoestima. Aconselho-os a procurar um bom profissional, porque tais problemas devem curar-se no divã. Um cursinho de Lógica ajuda também, se tiverem a mente aberta para ser permeada pelos meandros da pura razão, essa que não teme contraria a afeição nem o próprio interesse, como já dizia Baltasar Gracián no séc. XVII.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Não se finja inocente

Carolina Almeida (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Não... você não é tão inocente.
Vou tirar do foco do nosso embate e analiso a discussão entre você e Cláudio Pereira.
Olha... contra fatos não há argumentos.
O Dr. Cláudio apontou página por página onde há problemas na obra de Maluf.
Mas você defende isso.
Bem... tenho de respeitar. Fazer o quê? Se você acha bom.
Será que você tem a mesma "qualidade metodológica"? Kkkkkk.
O que torna sua lonnnnngaaaaaaaaa escrita intrigante é saber se você acredita mesmo no que está falando.
Sua tese de mestrado é um tratado? E em latim? Rsrsrs.
Outra coisa: acho que você teria mais força retórica se não fosse tão arrogante e se não se achasse tão dono da verdade.
Acho que sua relação com seu orientador deve ser bem forte mesmo! Rsrsrs.
É isso aí.

Nova resposta ao Dr. Sérgio

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Prezado,
Você poderia ser mais objetivo.
Eu apenas demonstrei que o que você afirmou (que o Professor Maluf tinha o texto devidamente "aspeado") não é verdadeiro.
Bom... se você leu a tese e se contentou, é isso o que nos difere: você tem um padrão de exigência científica que eu considero muito chinfrim.
Mas você não.
Não precisa de meia dúzia de brocardos jurídicos (aliás, isso é brega demais!) para perceber o que nos difere.
Siga feliz achando que você é um iluminado.
Finalizando o caso Maluf, de fato, o caso foi arquivado.
O que foi um escândalo.
A comissão sindicante discordou, mas em meio ao período eleitoral da Reitoria... enfim...
Discordo da Carolina. Não é feio ficar defendendo isso, não... é até bonito.
Abração. Siga feliz, sendo massa de manobra.

Resposta ao Dr. Cláudio Castello de C. Pereira, (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Primeiro, o sr. se engana em pensar que desconheço o caso. Conheço a tese “A Inexistência na Teoria das Nulidades”. Segundo, diferentemente do sr. não faço um juízo de valor a partir do que a denúncia afirma. Tomo-a como ponto de partida que está sujeito ao contraditório, i.e., à verificação da procedência de suas afirmações, se são verdadeiras ou não.
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No caso do professor Maluf, a sindicância culminou com o arquivamento. Inclusive o diretor da ABDA – Associação Brasileira de Direito Autoral, elaborou parecer segundo o qual não ocorreu o alegado plágio (v. http://por-leitores.jusbrasil.com.br/noticias/2070988/apos-investigacao-sindicancia-verifica-ser-infundada-acusacao-feita-ao-professor-carlos-alberto-dabus-maluf). Se esse resultado desagrada alguns, entre os quais o sr., isso não torna suas afirmações verdadeiras.
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Portanto, não é por que a denúncia afirma ter havido plágio que se deve concluir ter havido plágio. Toda denúncia afirma uma falta de alguém. Se se partisse da premissa de que a denúncia é a expressão da verdade, não haveria razão de ser do contraditório e da defesa. Se a denúncia é improcedente, isso significa que as afirmações nela contidas são falsas, i.e., não representam um fato, mas um nada.
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Todos os argumentos agitados, seja na denúncia, seja pelo sr. e por aqueles que atacam o Prof. Maluf, são falaciosos. E isso, sobre ser comum nos descontentes, é muito fácil de ser demonstrado.
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(CONTINUA)...

Resposta ao Dr. Cláudio Castello de C. Pereira, (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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O fato de eu ter sido orientado pelo Prof. Maluf, não significa que minha avaliação crítica e objetiva esteja comprometida. Até por que, ele poderia ter-me reprovado se meu trabalho não estivesse à altura do grau que aspirava, mas foi avaliado por uma banca de 3 examinadores, todos unânimes em aprová-lo com louvor.
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Portanto, reitero: venham com melhores argumentos, mais objetivos, e menos lamúrias e lamentações quais as de viúva arrependida, pois, partindo-se da definição do conceito de plágio, que não existe na lei, não será possível agregar àquela palavra o prefixo «auto-» porque o resultado será uma contradição conceitual. Tampouco a lei de direitos autorais permite qualquer interpretação que acarreta a possibilidade de haver plágio do próprio autor relativamente a sua própria obra.
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Quando tiverem bons argumentos, objetivos, sérios, aí teremos um bom debate. Por enquanto, repito ao sr. o que disse algures: «contra negantem principia non est disputandum».
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Resposta ao Dr. Sérgio

Carolina Almeida (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Muito prolixo, doutor Sérgio.
É impressionante verificar que o senhor n"ao aborda o tema em discussão em si... formula, isso sim, defesa de professor coo se fosse o dono da razão.
De fato, como o Dr. Cláudio Pereira disse, isso é um critério seu: sua exigência científica.
Ao contrário do senhor, sei respeitar idéias adversas. Eu acho que copiar 40 de 200 páginas é sinônimo de baixa qualidade científica.
Para o senhor, parece um exemplo.
Fico imaginando se usou o mesmo "critério metodológico" para a sua tese.
Bem... é uma questão de escolha de padrão de exigência.
Se você fica satisfeito com isso... para mim, filia-se à linha da absoluta mediocridade.
Claro... precisa ver se é mesmo 40 de 200 páginas.
O que para mim seria um horror, para você é excelência acadêmica.
Repito: uma questão subjetiva de padrão.
Perece que o doutor realmente gosta daqueles asseclas que sempre ficam bajulando a Corte.
Seja como for, é absolutamente desonesta a sua linha de conduta de omitir seu interesse em bajular seu ex-orientador.
Feio, viu?
Aliás, o senhor, que muito se serve da soberba, realmente tomou uma "baile" do Dr. Cláudio Castello, que PROVOU que o que o senhor sabe mesmo é escrever, escrever, escrever... e não necessariamente sobre o que saiba, mas defendendo aquilo o que pega bem para a Corte.
A sua análise é mais do que interessada.
Parole, parole, parole...
Enfim, acho que quem lê estes posts deve perceber que se pode ter como medócre para alguns é padrão.
Que meda!
Vota no Chalita então se gosta tanto dele! HÁHÁHÁHÁ
Os medíocres se identificam.

Resposta à Drª Carolina Almeida (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Em primeiro lugar devo agradecê-la por divulgar minha dissertação de mestrado. Ainda não tive tempo nem disposição para revisá-la e encaminhar à publicação, mas está devidamente depositada na biblioteca da FD/USP, e o tema é daqueles palpitantes, que não esvaecem com o passar do tempo.
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Em segundo lugar, agradeço também porque seu comentário, raso e eivado de subjetividade e repleto de falácias, algumas das quais identifico mais adiante, demonstra com brilho reluzente o acerto do meu comentário imediatamente anterior. Prova que a sra., como detratora dos Professores Maluf e Gavião de Almeida, não tem nenhum escrúpulo em recorrer a falácias como sustentáculos de sua pífia opinião, pois não tem nada em que se apegar para justificar sua posição, a não ser esse monte de baboseira subjetiva e essa metralhadora que atira a esmo para todos os lados (o Gabriel Chalita que o diga).
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Em terceiro lugar, devo dizer que seu comentário é a confissão de que a sra. não sabe argumentar, talvez não saiba sequer o que é um argumento, ou como se constrói um argumento objetivo, sólido, consistente, válido, partindo de premissas verdadeiras.
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Um exame lógico-racional de seu argumento, levado a efeito por um estudante de Lógica e Teoria da Argumentação e Coerência, é capaz de apontar, pelo menos, que a sra. incorre nas seguintes falácias: «ad hominem» externo, pois desfere um ataque contra mim e minha capacidade crítico-analítica por eu me colocar objetivamente contra a acusação de autoplágio. Com assim proceder, incorre também na falácia do diversionismo, desviando-se do tema.
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(CONTINUA)...

Resposta à Drª Carolina Almeida (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Depois incide na falácia do rótulo odioso quando aplica ao trabalho de um autor um predicado pejorativo porque 20% dele se compõe de parte de um trabalho anterior do mesmo autor. Finalmente, incide também na falácia de relevância da falsa causa, da falsa analogia e da extensão ou do equívoco. Quantas, não?! Isso torna o seu comentário um argumentozinho xexelento.
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Embora eu seja capaz de apostar que a sra. nunca abriu um livro de Lógica ou Teoria da Argumentação, que não sabe fazer um cálculo sentencial, que não sabe o que é um entimema, nem como verificar a validade de um silogismo aristotélico, se é que sabe identificar algum, ainda assim, como sou indulgente, sugiro-lhe como exercício que faça um exame analítico do seu comentário. Para auxiliá-la, leia antes “A lógica dos verdadeiros argumentos”, de Alec Fisher, tradução de Rodrigo Castro, editora Conceito, ou, se preferir, o original em inglês, “The logic of real arguments”, Cambridge Univ. Press. Quando terminar, se for uma pessoa orientada pela honestidade intelectual, sentirá vergonha do que disse em seu pífio comentário, que só traduz o seu total desconhecimento do assunto. Depois disso indague-se: qual o conceito de plágio? Qual o conceito, ou, se preferir, o valor semântico do prefixo «auto-»? Que modificação semântico-conceitual a justaposição de um ao outro produz na nova palavra assim formada? Até que isso aconteça, lembre-se bem do que dizia o pai da Lógica há 2500 anos: «contra negantem principia non est disputandum».
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Me desculpe o dr. Sérgio, mas autoplágio é infração grave

Carolina Almeida (Advogado Associado a Escritório - Civil)

Dr. Sérgio,
Gostaria apenas de saber se o senhor é o autor da dissertação "A Satisfação Integral como Reparação por Dano Moral", defendida por Sérgio Roberto de Niemeyer Salles, COM ORIENTAÇÃO DO PROFESSOR CARLOS ALBERTO DABUS MALUF.
Se você for a mesma pessoa, então é muito feio ficar defendendo o orientador como se passasse por uma opinião isenta.
Assim, isso só corrobora a tese de que os professores foram uma "panela" para protegerem condidatos.
Tive um parente que foi prejudicado em um concurso também de uma universidade pública - e ta,bém fizeram vistas grossas para o autoplágio.
Perdão, mas uma tese que tem 40 de 200 páginas (20%) como cópia é um descalábrio, um absurdo.
Esse assunto dominou a PUC-SP em torno da obra de Gabriel Chalita - vergonhosamente autocopiada.
Chalitou usou teses praticamente idênticas para concluir dois mestrados, no ano 1994, em ciências sociais e no ano de 1997, em direito. Cerca de 75% da segunda tese é uma reprodução da primeira.
Perdão, mas se estamos falando em "ineditismo", é óbvio que a cópia suprime o ineditismo.
SE COMPROVADO O AUTOPLÁGIO, COMO BEM RESSALVOU O DR. CLÁUDIO PEREIRA, CONCORDO QUE ELE DEVA SER SUMARIAMENTE DESCLASSIFICADO.
Mas é muito feio ver que o Dr. Sérgio não parece ter uma opinião descompromissada.

Há quem defenda a qualidade da fadusp, há os que não! (7)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Finalmente, nas páginas 147 e 148 da obra de DABUS MALUF há excerto muito "coincidente" com obra de – pasmem! – um dos professores que compuseram a banca examinadora: ALVARO VILAÇA AZEVEDO “União entre pessoas do mesmo sexo. Revista da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, São Paulo: 1999, v. 94, pp. 14-15”
Isso é uma piada!
Convido finalmente o Dr. Sérgio a ler a matéria a respeito, publicada na Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1206200821.htm
Aqui apenas vou citar (com aspas) a reportagem: Um dos cinco examinadores da banca, João Baptista Villela, titular aposentado da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), relatou que Azevedo fez publicamente menção à transcrição de seu trabalho, "até rindo". Villela deu a menor nota a Maluf (4,85). "Não tenho elementos para dizer com segurança se houve plágio. Mas não é segredo que um dos examinadores disse claramente que era plágio de um trabalho dele. Em determinado trecho, ele disse: "Isso aqui é meu, você deveria ter me dado um crédito pelo menos"."
Doutor Sérgio, se você entende que isso é critério científico sério para avaliar o topo da carreira jurídica, com todo o respeito, eu não.
Quero mais para a Faculdade. Reputo isso uma mediocridade só.
E medíocre é quem compactua em silêncio com isso.
Espero que não seja o seu caso.
se há mesmo o autoplágio, o candidato não deveria ter sido candidato à vaga. Candidato, não deve ser escolhido pela Banca (seja ela qual for). Escolhido, que haja movimento do outro candidato no sentido de recorrer às instâncias legais para impedi-lo de tomar posse.
Tudo de acordo com a Lei, sabem?
Em especial a de Direitos Autorais.

Há quem defenda a qualidade da fadusp, há os que não! (6)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Não importa que a falta de aspas (relembre-se: sempre utilizadas em outros tantos capítulos da “tese original” de MALUF) aproveite indevidamente da obra alheia - in casu, a do Professor PAULO BARBOSA DE CAMPOS FILHO. Mais que esse importante dado, é de se anotar que HÁ A SUPRESSÃO DA ATRIBUIÇÃO DO PENSAMENTO ORIGINAL DAS NOTAS DE RODAPÉ DE Nº 77, 78, 79, 80, 81, 82 e 86, ou seja, a contribuição de André Lalande, Japiot, Beudant e Giuseppe Stolfi para as conclusões científicas em questão.
Os 9 (nove) primeiros parágrafos do Capítulo 11 (páginas 40 a 42) da obra de DABUS MALUF trazem, então, outra modalidade de violação de originalidade e honestidade acadêmicas: trata-se de mera tradução servil de texto alienígena (Georges Lutzesco “Teoria y practica de lãs nulidades. Trad. Manuel Sanchez y Julio López de La Cerda. México: Edit. Porrúa, 1978. pp. 201-202”).
Ao escrever tais notas de rodapé, o candidato quis transparecer a falsa idéia de que teria consultado as fontes Demolombe e Bonnecase. Porém, como se tira das notas de rodapé de nº 41 a 43 de LUTEZCO, tal pesquisa não foi realizada por DABUS MALUF, que inclusive suprime o pensamento de outros autores, apontados na “fonte” original
Mas esse tipo de modus operandi não se encerra no texto em espanhol, pois há traduções de textos em língua francesa que obedecem a mesma conduta. DABUS MALUF extraiu textos também de Catherine Guelfucci-Thibiergi “Nullité, restitutions et responsabilité. Paris: Librarie Générale de Droit et de Jurisprudence, 1992. pp. 205 a 211”
5 (cinco) páginas (69 a 73) são, pois, tradução livre (e não citação) de obra estrangeira, sendo que DABUS MALUF faz referência à obra nas notas de rodapé de nº 25 a 27.
(continua)

Há quem defenda a qualidade, há os que não! (4)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Algumas alterações no texto também indicam a suposta intenção de Maluf na apropriação do texto alheio. Na obra dele, a sentença “Na segunda metade desse mesmo século XVII apareceu a obra de Domat, que exerceu grande influência sobre os redatores do Código Civil francês” corresponde a: “...appareceu na segunda metade do século XVII, obra que exerceu grande influência sobre os redactores do codigo civil.”. Na obra do candidato, o período “François Ignace Dunod de Charnage com muita clareza estabelece a diferença entre nulidade absoluta e radical e nulidade respectiva” corresponde a “No século XVIII, Dunod estabelece a differença entre nullidade absoluta e radical e nullidade respectiva, com nitidez que, difficilmente, pode ser excedida”, na obra de GARCEZ.
Do mesmo modo “parece” corresponde a “parecem”, ou seja, há a supressão do plural no verbo e “atacá-lo” corresponde a “atacar o casamento”.
Esses “pontos nebulosos” dificultam a tese de que não houvesse a intenção de DABUS MALUF em se aproveitar da redação da obra alheia, apresentando como sua – porque ausente o uso de aspas que, em outras partes de sua “tese original”, é utilizada.
Nas páginas 37 a 39 da obra de DABUS MALUF, há o capítulo “10. Causa e Objeto”, É PRATICAMENTE integralmente extraído ipsis litteris, ipisis verbis da obra de PAULO BARBOSA CAMPOS FILHO, embora haja a completa “abstração” do necessário uso de aspas.
Mas há algo de mais grave.
A questão, aqui, não é outra senão essa: a falta de honestidade científica altera a veracidade da pesquisa.
(CONTINUA)

Há quem defenda a qualidade, há os que não!(3)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Pois bem. Ao contrário do que afirmou o Dr. Sérgio no seu impulso de proteger essa mediocridade acadêmica, seguem aqui um resumo do que foi DOCUMENTALMENTE colocado:
No rodapé da página 1 de Maluf (2001), o parágrafo "Diz Antônio junqueira..." a "...p.478" está integralmente redigido na obra de Juqueira - só que sem aspas. Tratava-se de citação de citação que, na obra de Maluf, apareceu como se ele tivesse consultado a fonte. Para isso existe "apud".
Nas páginas 4 a 7 da tese, da tese, há 4 parágrafos chupados, sem aspas, da tese de Marcos Bernardes de Mello - que é citado como fonte de consulta, mas na verdade é autor do texto, modificado com pequenas alterações.
Em uma nota de Rodapé também copiada por Maluf na p. 3, este suprimiu as fontes de Marcos B. de Mello - Planio, Zannonni, Cifuntes. Llambias, Lloveras de Resk, Fedele e Gughenheim. A nota de Maluf Só menciona Zannonni, Cifuntes e Gugghenreim. Pergunta-se: como é possível que o mesmo texto tenha a supressão das fontes originais? Como diferenciar, para o mesmo texto, quem consultou uma tese e quem consultou outra?
A resposta só pode ser esta: Maluf simulou ter realizado a investigação científica nas fontes (trabalho que foi feito pela obra única que ele consultou).
Isso é uma "fraude metodológica" grave, para uma tese de titularidade.
Na página 5 do candidato Maluf, 5 parágrafos podem ser encontrados na obra de Francisco Amaral, com pequenas alterações no texto e, novamente, sem aspas.
O Capítulo "6. Direito Costumeiro Francês", nas pp. 23 a 25, traz uma PARÁFRASE utilizando setenças e períodos inteiros da obra de Martinho Garcez, que ele cita como fonte de consulta - mas em verdade de apropria do texto.
(continua)

Há quem defenda a qualidade da faculdade, há os que não! (2)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Basta perceber que a família de um dos plagiados, na figura do Des. Carlos Teixeira.
Convido o Dr. Sérgio a ler a carta do Desembargador que está na notícia "04/02/2010 Desembargador diz que foi prematuro arquivar ação contra professor da USP", também mencionada na mesma página desta denúncia.
O que eu sustentei é o seguinte: SE COMPROVADO O AUTOPLÁGIO DE 40 EM 200 PÁGINAS, é grave a infração ética cometida e o "critério metodológico" deve ser afastado.
Ou bem se qualifica melhor as obras de nossa Faculdade, ou ela continuará na sua rota rumo ao declínio e mediocridade intelectual.
É só isso: QUERER QUE OS CRITÉRIOS SEJAM HONESTOS DO PONTO DE VISTA CIENTÍFICO.
Eu só posso acreditar que o Dr. Sérgio quis agradar o professor Maluf, para afirmar tamanha impropriedade, que repito: "Ao contrário do que se insinuou, o texto estava devidamente aspeado, conforme as normas da gramática da língua portuguesa".
Isso não aconteceu.
Afirmar isso lendo as denúncias é uma enorme bobagem!
Mas creio que ele tenha afirmado isso sem saber o que estava falando - e sem comparar a obra do candidato Maluf com os originais - O QUE É UM ERRO CRASSO!
Não vi a obra do Prof. Gavião. Mas sei da denúncia contra o Professor Maluf.
Para rebater com veemência essa bobagem escrita pelo Dr. Sérgio, eu tomo a liberdade de transcrever no que consistiu a impugnação à mais vergonhosa tese de professor titular que já vi.
E aqui lanço um desafio: Dr. Sérgio, antes de falar mais bobagens, procure consultar os DOCUMENTOS.
Pega mal continuar nessa linha de quem pouco conhece.
Para COMPROVAR DOCUMENTALMENTE que ele está errado, vou RESUMIR alguns pontos.
SDS Acadêmicas. (continua)

Há quem defenda a qualidade da faculdade, há os que não! (1)

Cláudio Castello de C. Pereira (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Cumprimento o Dr. Sérgio Niemeyer, Mestre pela mesma Faculdade de Direito da USP que me formou e cujo Departamento de Direito Civil aparentemente tem adotados critérios polêmicos de "metodologia".
Concordo com o início de seu comentário: "GRAVÍSSIMA FALTA ÉTICA é a desonestidade intelectual dos que pretendem retirar do autor a autoridade que detém sobre suas próprias emanações intelectuais!".
Mas eu discordo frontalmente com o parágrafo seguinte: "No caso do Professor Maluf, não ocorreu o propalado plágio como alardeiam seus detratores, muitos dos quais sequer tiveram acesso ao trabalho dele. Ao contrário do que se insinuou, o texto estava devidamente aspeado, conforme as normas da gramática da língua portuguesa. Porém, aqueles que queriam vexar o Professor Maluf, usando todo tipo de sofisma, adrede manipulado para tal fim, sem nenhum compromisso com a ética e com a honestidade intelectual, fizeram falsas afirmações e para ampará-las, profanaram a língua, se é que a conhecem".
Isso é uma enorme impropriedade.
Ou bem o Dr. Sérgio está dissertando sobre o que desconhece e não teve acesso, ou bem ele age de má-fé no mesmo espírito que agiu a Faculdade ao validar algo por demais absurdo.
Eu fico na primeira opção: o Dr. Sérgio não conferiu a denúncia apresentada pelos alunos da Faculdade, entre os quais dois membros da Representação Discente no Conselho Técnico Administrativo (C.T.A.), do próprio Departamento de Direito Civil.
Seria interessante quem antes de ele afirmar essas afiremativas de quem desconhece a representação, o colega consultasse os documentos relativos à denúncia.
Quem conhece os DOCUMENTOS, não afirma tamanha impropriedade.
(CONTINUARÁ)

O ineditismo é do tema principal, não dos intermediários (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

GRAVÍSSIMA FALTA ÉTICA é a desonestidade intelectual dos que pretendem retirar do autor a autoridade que detém sobre suas próprias emanações intelectuais!
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No caso do Professor Maluf, não ocorreu o propalado plágio como alardeiam seus detratores, muitos dos quais sequer tiveram acesso ao trabalho dele. Ao contrário do que se insinuou, o texto estava devidamente aspeado, conforme as normas da gramática da língua portuguesa. Porém, aqueles que queriam vexar o Professor Maluf, usando todo tipo de sofisma, adrede manipulado para tal fim, sem nenhum compromisso com a ética e com a honestidade intelectual, fizeram falsas afirmações e para ampará-las, profanaram a língua, se é que a conhecem.
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O mesmo tipo de expediente maledicente e especioso é manejado agora para atacar o Desembargador Professor José Luiz Gavião de Almeida.
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O ineditismo previsto no edital é quanto ao tema principal. Não a respeito dos temas intermediários, secundários, que são discreteados no trabalho como premissa ou introdução para apresentar e colocar o tema principal.
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Portanto, venham como melhores argumentos, mais consistentes, mais lógicos e racionais, sem essa virulência IMBECIL, que atira a esmo e propositalmente ignora as premissas estão na base do edital, ou deturpam-lhes o sentido.
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(CONTINUA)...

O ineditismo é do tema principal, não dos intermediários (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Grave, isto sim, é essa atitude de querer desqualificar o trabalho intelectual do concorrente com expedientes tão baixos, tão rasteiros, tão ignóbeis, subestimando a inteligência das demais pessoas, subvertendo a ordem das coisas e criando ficções absurdas como é o alegado autoplágio.
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Para demonstrar a contradição dessa palavra, basta consultar bons dicionários da língua portuguesa.
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«Plágio» significa «1. ato ou efeito de plagiar; 2. apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem» (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Inst. Houaiss, 2001, p. 2232, s.v., «plágio»). Não discrepa Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 3. ed., Positivo, 2004, p. 1575, s.v. «plágio»).
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Como se vê, «plágio» é substantivo derivado do verbo «plagiar». «Plagiar» significa «1. apresentar como da própria autoria (obra artística, científica etc. que pertence a outrem); 2. fazer imitação de (trabalho alheio)» (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, Inst. Houaiss, 2001, p. 2231, s.v., «plagiar»). Não discrepa Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 3. ed., Positivo, 2004, p. 1574, s.v. «plagiar»), para quem «plagiar» significa «1. Assinar ou apresentar com seu (obra artística ou científica de outrem); 2. Imitar (trabalho alheio)».
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(CONTINUA)...

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