Consultor Jurídico

Comentários de leitores

23 comentários

Coerência e Inovação

Roberto Andrade e Andrade (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Muito boa a entrevista do Secretário de Reforma do Judiciário. Demonstrou coragem para encarar o sistema de Justiça sob uma nova perspectiva, pondo em pauta o tema do Acesso à Justiça para além de acesso ao Judiciário.
Infelizmente, nossos juristas e demais comentadores do site, muito afetados por uma formação tecnicista, formalista e dogmática, não percebem a importância da postura ousada do secretario. Naturalmente, por ser ousada é também otimista para com um país que sofre de muitas mazelas, mas progride, distribui riquezas e avança inegavelmente. Para reforçar a miopia geral, basta apontar um certo comentário onde se exalta a ditadura militar que tanto matou e torturou. Triste.
No mais, envio ao Secretário Flávio meus votos de sorte e que tenha cada vez mais afinco e coragem de olhar a Justiça brasileira sob duas perspectivas: como ela está, para que saiba de seus défictis, mas também como ela poderia ser, para que se mantenha animado e confiante na melhora das instituições desse país. Parabéns!

Toda discussão é bem vinda

Chveid (Advogado Autônomo - Empresarial)

Achei interessante a entrevista. Tive a chance de refletir um pouco mais a respeito dos caminhos que podemos seguir para conseguir uma Justiça que se aproxime dos ideais coletivos.
Façam o mesmo e reflitam. Critiquem mas não destruam ou ridicularizem. Explorem as iniciativas que já existem no país como o projeto de conciliação pré-processual do TJ/RJ e o site osseusdireitos.com.br (youlaw).

Reforma do Judicia'rio

Observador.. (Economista)

Lamentavel o que li.
Desalentador ver que autoridades temos hoje em dia.

Raciocinem, senhores comentaristas....

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

O que leva uma nação continental como a nossa, a se curvar aos desígnios de um grupelho de petralhas que tomou o poder em razão das suas fantasias populistas? Quem paga essas fantasias? Obviamente, somos nós, a sociedade. Quem permite essas fantasias? Uma inexistente oposição ou, no mínimo, omissa, paupérrima, prostituída. O que se espera do Judiciário? Ou do Executivo? Ou do Legislativo? Nada, absolutamente nada, já que, mesmo anteriormente a esta fase obscura e decadente do "lulopetismo", já vivíamos similar realidade, apenas solapada ou travestida de "irrealidades" tornadas "realidades" por um discurso intelectualóide e pretensamente defensor da democracia "de direita".
Sucede que, no âmago das questões centrais e vitais da sociedade, as peças do xadrez não mudaram em sua essência, mas apenas em seu discurso, o que é, no mínimo, uma degenerada maneira de "enganar bobo" - leia-se: sociedade.
Trocando em miudos, vivemos um eterno "fazer de conta", uma "história da carochinha", enquanto um volume imensurável de sanguessugas continua partilhando dos poderes e das suas benesses e - muito pior do que isso - atacando descaradamente a única tentativa de sanear esse perfil cívico: a revolução de 64. Negar isto é, decididamente, desconhecer a história do nosso país.
Nossa sociedade sequer se detém a pensar, um minuto que seja, no longo prazo. Seu horizonte é limitado ao microscópico espaço das suas decrépitas vidas individualizadas. Somos, enfim, quase 200 milhões de pessoas vivendo, cada uma, sua própria e insignificante realidade, sem se importar com o todo. Não há tempo para isso - e nem interesse ou preparação intelectual suficiente que permite um pensamento holístico do bem-estar social.
Então, quer-se o quê? Um "milagre brasileiro"?

Raciocinem, senhores comentaristas....

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

O que leva uma nação continental como a nossa, a se curvar aos desígnios de um grupelho de petralhas que tomou o poder em razão das suas fantasias populistas? Quem paga essas fantasias? Obviamente, somos nós, a sociedade. Quem permite essas fantasias? Uma inexistente oposição ou, no mínimo, omissa, paupérrima, prostituída. O que se espera do Judiciário? Ou do Executivo? Ou do Legislativo? Nada, absolutamente nada, já que, mesmo anteriormente a esta fase obscura e decadente do "lulopetismo", já vivíamos similar realidade, apenas solapada ou travestida de "irrealidades" tornadas "realidades" por um discurso intelectualóide e pretensamente defensor da democracia "de direita".
Sucede que, no âmago das questões centrais e vitais da sociedade, as peças do xadrez não mudaram em sua essência, mas apenas em seu discurso, o que é, no mínimo, uma degenerada maneira de "enganar bobo" - leia-se: sociedade.
Trocando em miudos, vivemos um eterno "fazer de conta", uma "história da carochinha", enquanto um volume imensurável de sanguessugas continua partilhando dos poderes e das suas benesses e - muito pior do que isso - atacando descaradamente a única tentativa de sanear esse perfil cívico: a revolução de 64. Negar isto é, decididamente, desconhecer a história do nosso país.
Nossa sociedade sequer se detém a pensar, um minuto que seja, no longo prazo. Seu horizonte é limitado ao microscópico espaço das suas decrépitas vidas individualizadas. Somos, enfim, quase 200 milhões de pessoas vivendo, cada uma, sua própria e insignificante realidade, sem se importar com o todo. Não há tempo para isso - e nem interesse ou preparação intelectual suficiente que permite um pensamento holístico do bem-estar social.
Então, quer-se o quê? Um "milagre brasileiro"?

... isso é uma piada ...

Luiz Eduardo Osse (Outros)

... de mau gosto! Sempre critiquei aqui os juízes, o modo como são escolhidos, a tenra idade que têm, o que fazem da porção útil de seus dias (nada!), a fissura em seus 'holleriths'... e agora, querem gazetear 'dentro da lei' ... estamos maus de poderes! Todos três, profundamente corrompidos!

Mi Buenos Aires querido, cuando yo te vuelva a ver...

Mig77 (Publicitário)

..."Com mediação, conciliação e até de arbitragem, as taxas de êxito de resolução de conflitos são muito altas. Na Justiça do Trabalho, chegam a 40% (Artigo 158 do Código Penal).Alguns dizem que nos Juizados Especiais já chegou a atingir o patamar de 80%, que hoje é mais baixo..."
Esses números por sí falam da descrença geral no Poder Judiciário.Foram boas as perguntas do
entrevistador,principalmente na parte do papel higiênico e dos altos salários dos Marajás do Judiciário.
O entrevistado poderia tentar a carreira artística...Pode dar certo !!!

Então, se assim o for, para quê da existência do PJ?

Paulo Jorge Andrade Trinchão (Advogado Autônomo)

Enquanto humanidade, os conflitos sempre existirão. Partindo da premissa de que o ser humano é um primata (sempre insatisfeito!), a hipótese sugerida não supera uma incrível utopia. Mesmo nas ditas civilizações, os conflitos se manifestam em maior ou menor intensidade. Por outro contexto,sem os naturais conflitos, quais as possibilidades de mantença de um Poder que custa caro para o cidadão?

Isso é uma piada

Fábio de Souza Pereira (Assessor Técnico)

Ao dar uma entrevista dessas, pensamos que ele está falando dos países do norte da Europa. Afinal, nessa República, quem é o maior descumpridor das leis ? quem procura protelar direitos na justiça das pessoas idosas ? solapar direitos dos trabalhadores ? enganar os servidores públicos ?? RESPOSTA: é o próprio governo dos "trabalhadores" de que esse rapaz faz parte. Então, é melhor ficar de boca calada DOUTOR.

Isso é uma piada

Fábio de Souza Pereira (Assessor Técnico)

Ao dar uma entrevista dessas, pensamos que ele está falando dos países do norte da Europa. Afinal, nessa República, quem é o maior descumpridor das leis ? quem procura protelar direitos na justiça das pessoas idosas ? solapar direitos dos trabalhadores ? enganar os servidores públicos ?? RESPOSTA: é o próprio governo dos "trabalhadores" de que esse rapaz faz parte. Então, é melhor ficar de boca calada DOUTOR.

fora do mundo

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Este moço está fora de órbita. Deviam evitar este tipo de entrevista.
Dizer que temos boa Justiça. Que somos ricos. Só se for em relação a Somalia.
Segurança jurídica. Está brincando.
Precisa voltar aos bancos escolares ou tentar a advocacia.

Com vênia ou sem vênia, puro blablabla vazio...

J.Koffler - Cientista Jurídico-Social (Professor)

Penso que os ilustres e doutos comentaristas desta informal confraria jurídica - ressalvados aqueles indivíduos que bebem da fonte ignara, capciosa e pretenciosa, governamental - já perceberam que, em vindo desta fonte, nada merece crédito, confiança, aplauso. É característica tipificadora do discurso petista (e dos seus seguidores) a embromação, as vãs promessas (nunca cumpridas), os conluios e a incompetência gestora, em sentido lato. E o Poder Judiciário não poderia ficar de fora destas "qualificadoras".
A insana afirmação de que no tal "Brics", o Br detém a melhor estrutura e funcionamento judicial, é no mínimo jocosa, para não dizer infame. Veja um exemplo claro de manipulação informativa: por que, às vésperas do famigerado julgamento do "mensalão", o ministro-ex-advogado do PT ainda não se declarou impedido? Na China, por exemplo, ele sequer poderia constar da lista de ministros da Corte Suprema. Aqui, ao contrário de lá, é o Executivo que possui maior número de nomeações dessa Corte, denotando claramente a interferência entre os poderes. Como, então, proferir tão infamante falácia? A resposta é aparentemente simples: os três poderes, nestes tempos de desgoverno, jogam com a variável "ignorância social", tal qual o fazia o Senado Romano da época dos Césares. A diferença é apenas o circo, que hoje, ao invés do assassínio de cristãos, tem-se 20 indivíduos regiamente pagos correndo atrás de uma bola e enchendo os bolsos de mordomias - claro que compartilhadas em flagrante desproporção com as "autoridades competentes"(sic).
Enquanto isso, viva a democracia!

Entre outras coisas...

BARUCH S. PIMENTEL (Advogado Autônomo - Civil)

Além de tudo o que foi singularmente dito na entrevista, acredito que o próprio Judiciário, em especial as altas Cortes de Brasília, precisa abdicar desse comportamento de "evitar o efeito dominó ou multiplicativo de demandas" e da consequente política de que o direito do cidadão que se exploda!

Solução cômodo

J. Cordeiro (Advogado Autônomo - Civil)

O Sr Flavio Caetano é mais um a babar na gravata. Fica difícil dizer que se ele esta botando sexo em anjo ou umbigo em Adão. Ou se ambos. Suas elucubrações são dignas da fantasia desvairada daqueles que buscam uma solução sem qualquer compromisso com o resultado. Se der certo, tudo bem. Senão, tudo bem; buscar-se-á outras alternativas. E isto fica patente quando registra: “poderíamos pensar”. Ou seja, não tem a solução por ser parte do problema. Se a questão é de “gestão”, ele tem uma “sugestão”. O “Pinheirinho”, por exemplo. O sistema funcionou plenamente. A questão é: a favor de quem? E a pergunta que não quer calar: Por quê o ministro José Eduardo Cardoso não agiu a tempo e com o peso que o Ministério da Justiça possui para tentar outra solução? Essa de criar Secretaria dá a dimensão exata e burocrática da questão. Mais uma secretaria, outro cabide de empregos. Daqui a pouco vai sugerir Secretaria da Secretaria, órgão encarregado de estudar a criação de Secretarias. Realmente, a questão do judiciário no Brasil é uma questão cultural. Não de baixo para cima, mas de cima para baixo.

Tiago 61 quer mais do mesmo......

analucia (Bacharel - Família)

A solução do Tiago 61 é a velha "enxuga gelo" defendida por quem não entende de gestão. Ora, não faz sentido defender mais varas, mais dinheiro, mais servidores, quando sabemos que o problema é de gestão. Inclusive a Europa começa a reduzir a quantidade de varas. Devemos criar meios extrajudiciais de solução de conflitos.

Desconhecimento

Tiago_61 (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Com todo o respeito ao ilustre entrevistado, mas ficou evidente que nada conhece sobre a realidade do dia a dia da prática forense! Para fazer um bem ao Poder Judiciário Brasileiro não basta o velho discurso que todos já conhecem. É preciso ação, recursos financeiros, contratação de servidores, novas varas, treinamento, tecnologia e respeito a todos os homens e mulheres que formam as fileiras do Poder Judiciário. Falar bonito é fácil! Aliás, não entendo o porquê da criação de uma Secretaria de Reforma do Judiciário inserida no âmago do Poder Executivo!! Seria legítimo também a criação, dentro do Poder judiciário, de uma Secretaria de Reforma do Poder Executivo? Os três poderes ainda são independentes e harmônicos?

Interessado

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Entrevistado fala dos problemas do Judiciário como quem, tendo nascido e crescido em uma região desértica, sem mar, discute animadamente a prática do surf. Muitas palavras bonitas que significam coisa alguma, como "Brics", e total tangenciamento quanto aos reais problemas que temos. Creio que não se enveredaria por outra seara, já que a esmagadora maioria dos reais problemas do Judiciário brasileiro são criados pelo "patrão do Entrevistado", ou seja, pelo Poder Executivo, responsável por 50% das ações em curso e interessado diretamente na manutenção da situação atual. Esperar alguma reforma do Judiciário através da "secretaria de reforma do Judiciário" é o mesmo que aguardar a chegada do papai noel.

Solução asministrativa.

GNETO (Funcionário público)

A maioria dos casos que chegam ao Ministério Público são resolvidos administrativamente, a ação judicial é o último recurso. Muitos não sabem, nem no MP, mas questões como transporte, vagas em escola, serviços médicos, auxílio a idosos, são resolvidos em caráter individual nas promotorias. É um serviço diário, árduo e que rende bons frutos.

Defensoria como "senhora dos pobres e do sistema" é um absur

daniel (Outros - Administrativa)

Defensoria como "senhora dos pobres e do sistema" é um absurdo. Isto mostra bem a ideologia petista que move o atual governo federal e seus filiados. Ora, quem tem que ser senhor do sistema é o pobre ou até mesmo o EStado lato, mas não um órgão apenas ser dono do sistema de assistência jurídica, o que significa ser dona dos pobres. Além dos advogados dativos há mais gente querendo prestar assistência jurídica como ONGs, faculdades, municípios, advogados populares(diferente de advogados dativos), planos de assistência jurídica. Não faz sentido a Defensoria ser dona da nada.

Garantia Constitucional.

JrC (Advogado Autônomo - Civil)

Vale lembrar que o Art. 5o XXXV da C.F. é cláusula pétrea.

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