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Comentários de leitores

9 comentários

Tambem quero...

Caio Arantes - www.carantes.com.br (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

Sou viciado em whisky... Será que o MP não poderia ajuizar uma ACP para que me indenizem por isso?

Quero indenização do estado pelo vício da coca-cola

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Meu filho é viciado em Coca Cola, (que embora não seja considerada ilegal, todo mundo, em todo o mundo, sabe dos malefícios que causa aos que a consomem com habitualidade). E então, como ele é menor e eu sou o seu representante legal, tenho direito a ser indenizado pelo Estado ? Se sim, vou informar posteriormente a minha conta corrente para recepcionar o depósito. Grato.

Pedagógico

Observador.. (Economista)

Dizem que as leis devem ter um caráter pedagógico.No Brasil atual, esta pedagogia foi voltada para a infantilização do indivíduo.
Ele - como bem disseram os comentaristas aqui - não precisa assumir responsabilidades por seus atos.
Na terceirização da culpa, escolhe-se empresas ou ( preferencialmente ) entes abstratos - sociedade, governos, colonizadores, estrangeiros etc - para transferir a responsabilidade das escolhas individuais.
Com esta pedagogia claudicante, estamos formando uma sociedade de inimputáveis, de pessoas egoístas e preocupadas apenas em exercer seus direitos, sem nenhuma consciência do outro e de seus deveres e responsabilidades.

Bingo !!!

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Palhaçada !!!!

Absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Felipe Ragot (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Absurdo!
Como bem resumiu o colega “Magist_2008”, estamos criando uma sociedade de inimputáveis!
As pessoas não respondem mais pelos seus atos e sempre conseguem um jeito de fazer com que outro pague a conta!

É cada uma!

Manente (Advogado Autônomo)

Agora, os prostíbulos que se cuidem!
Se ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei, não há o que se discutir ou pleitear absolutamente nada.
Conforme costuma dizer o comentarista esportivo Paulo Roberto Martins, esta decisão é a "péssima das péssimas".
Lamentável, repugnante, revoltante e lastimável!

Ridículo

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Estamos formando uma sociedade de inimputáveis. Pode-se fazer a besteira que quiser; por mais imbecil que o indivíduo seja, a impressão é que alguém lhe passará a mão na cabeça e lhe dirá que a burrada não foi sua. Aonde vamos parar? Quando é que as pessoas voltarão a ter mais responsabilidade?
E essa história de dano moral coletivo? Seria o primo-irmão do "são sentimento do povo alemão"?

É cada uma que aparece! (1)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Em síntese, essa decisão torna alguém responsável pelos transtornos psicóticos ou pela falta de controle de outrem sobre seus próprios atos. Isso é o cúmulo do absurdo. Se os bingos impusessem o a diversão que proporcionam às pessoas que nele se viciam, ou se as fizesse beber alguma droga ou cheirar algum gás que as entorpecesse e tornasse, assim, viciadas, aí a decisão estaria totalmente correta. Mas nada disso acontece. Os viciados em jogo o são por uma patologia latente, que desconheciam, mas quando eclodiu, deveriam ter buscado o tratamento adequado. Os bingos só lhes fez bem, pois permitiu que tomassem conhecimento dessa fraqueza psicológica que, de outro modo, permaneceria adormecida até despertar, talvez, com consequências piores em outras circunstâncias. O vício no jogo é o desejo irrefreado pelo prazer que o jogo proporciona. Há outras atividades que provocam o mesmo efeito (v.g., a velocidade num bólido automotivo, como carro, lancha, avião, helicóptero; o esporte, a ponto de o esportista não se dar conta dos riscos de lesionar o próprio corpo, etc.).
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(CONTINUA)...

É cada uma que aparece! (2)

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

(CONTINUAÇÃO)...
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Muito diferente é o caso do tabagismo, pois os fabricantes ocultaram durante décadas do público consumidor que adicionavam substâncias viciadoras nos cigarros, portanto, o vício nesse caso é induzido, e não natural, ou, posto de uma maneira diferente, o vício no caso do tabagismo é heterônomo, imposto à pessoa pela indústria do tabaco, enquanto no caso do jogo, o vício é autônomo, reflexivo, está na própria pessoa, latente, apenas à espera que ela mesma puxe o gatilho que o transforma de potência em ato. Os bingos não contribuem em nada para isso, mas tão só o próprio viciado.
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Essa decisão é mais um reflexo da cultura de transferir responsabilidades que impera no País.
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Simplesmente deplorável.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito pela USP – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

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