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Eleições 2012

Juízes eleitorais terão mais segurança para trabalhar

A presidência do Tribunal Superior Eleitoral está em contato com os Tribunais Regionais Eleitorais com o intuito de verificar as necessidades de cada localidade em relação à segurança. Caso necessário, o TSE poderá autorizar o envio de Força Federal para assegurar o funcionamento da Justiça Eleitoral. Nesta quinta-feira (12/7), a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha recebeu em seu gabinete representantes de juízes de todo o país para tratar das eleições de 2012.

Na conversa, a ministra revelou que pretende visitar todos os 27 regionais até o dia 7 de outubro, data do primeiro turno da eleição. Compareceram os presidentes das associações estaduais de juízes e os próprios juízes eleitorais de algumas localidades. Na opinião da ministra, o trabalho em conjunto permite que todas as dificuldades sejam superadas de maneira mais rápida e eficiente. Ela destacou que o juiz eleitoral representa “os olhos e os ouvidos” do TSE em cada localidade do Brasil.

“O objetivo é criar uma sintonia fina para que os serviços ao cidadão que tem o direito de votar sejam prestados com rigor, com moralidade, com responsabilidade e com celeridade”, disse a ministra. Ela afirmou ainda que deseja “que os candidatos se comportem de maneira coerente com o que espera a sociedade brasileira: com lisura, com responsabilidade, com seriedade e que o juiz também possa exercer o seu papel, a sua função, exatamente para que cada cidadão se sinta confortável em sua condição e orgulhoso de ser um brasileiro que leva adiante a democracia, porque ele é o protagonista de sua história”.

Ao relatar as particularidades do Município de Saboeiro, Ceará, onde atua como juiz eleitoral, Ricardo Alexandre da Silva Costa afirmou que essa reunião com a presidente do TSE demonstra a abertura para conhecer a realidade dos problemas que são enfrentados no interior do país. Segundo ele, o que incomoda mais o juiz eleitoral talvez seja a falta de presença do Estado e a falta de segurança porque o efetivo nas cidades pequenas é muito reduzido.

O vice-presidente administrativo da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Eugênio Couto Terra, afirmou que essa reunião é importante porque permite uma interlocução direta entre TSE e as associações estaduais, que estão sempre em contato com o juiz. Para ele, isso permite que se conheçam mais os problemas e também que se encontre formas de solução mais rápida. Com informações da Assessoria de Comunicação do TSE.




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Revista Consultor Jurídico, 13 de julho de 2012, 11h38

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