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Segurança do eleitor

Eleitor do RJ não poderá levar celular para votação

Os eleitores do Rio de Janeiro serão proibidos de levar seus telefones celulares na hora de votar. Quem desobedecer a regra poderá ir preso. O anúncio foi feito pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter, durante visita da presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, ao TRE-RJ.

Na visita de cortesia que fez, nesta segunda-feira (2/6), ao TRE-RJ, a presidente do TSE anunciou que estuda o pedido de envio de tropas federais ao Rio de Janeiro e a mais quatro estados para garantir a segurança durante as votações. Foi então que Zveiter anunciou a proibição dos celulares, para, segundo ele, proteção dos eleitores. "Queremos evitar que o eleitor seja coagido a fotografar o voto, trata-se de uma forma de proteger o cidadão", justificou. Ele disse que todos vão ser orientados a deixar o celular com o mesário para votar.

O TRE-RJ planeja que o Exército atue nas campanhas eleitorais, para resguardar o direito de os candidatos comparecerem a todas as comunidades fluminenses. Em um primeiro mapeamento das necessidades, o desembargador entende que a atenção maior da Justiça Eleitoral deve ser com a segurança de áreas com UPPs, sob ameaças de milícias, no município de Campos dos Goytacazes e em Rio das Ostras. "Nas comunidades com UPPs, vamos evitar deslocar os policiais que ali atuam, para não deixar a população desprotegida", disse.

No dia da votação, em 7 de outubro, o TRE-RJ pretende montar zonas de exclusão em áreas onde haja suspeita de influência de milícias e outros grupos criminosos. "Os locais de votação dessas regiões e o seu entorno serão guarnecidos. Sem restringir o direito de ir e vir da comunidade, agiremos para que os eleitores votem e deixem rapidamente aquela área", disse o desembargador Zveiter.

Em seminário, Cármen Lúcia falou a juízes, promotores e chefes de cartório das 249 Zonas Eleitoral do Rio de Janeiro. "Nestas eleições, temos que aplicar com rigor a Lei da Ficha Limpa, esta é a conduta que a sociedade brasileira espera da Justiça Eleitoral", discursou a ministra. Em contrapartida, pediu que o eleitor faça também um "voto limpo" em outubro. "É preciso pensar não em vantagens pessoais imediatas, mas no interesse público", concluiu a presidente do TSE. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRE-RJ.

Revista Consultor Jurídico, 3 de julho de 2012, 4h48

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