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Comentários de leitores

6 comentários

TUDO ACABOU EM CHURRASCADA

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

NO FINAL FORAM TODOS CONVIDADOS PELO MIN . PELUSO PARA UMA CHURRASCADA (A SER PAGA POR ELE COM DINHEIRO PÚBLICO) NO PRÓXIMO SÁBADO, E QUE SERÁ SERVIDA PELO DR. MALHEIROS QUE SE CONFORMA COM POUCO, MUITO POUCO MESMO.

MUITO SOFISMA E POUCA LÓGICA

João Szabo (Advogado Autônomo)

A simples necessidade da criação do CNJ, demonstra de forma clara, que o Judiciário não consegue andar com as próprias pernas. Ficou demonstrado que o caos que foi atingido, com a venda de sentenças e a quantidade enorme de denúncias contra magistrados não apuradas, foram frutos da inércia e da apatia das chamadas Corregedorias Internas dos Tribunais, que não justificaram sua criação. Então a fala do Ilustre Presidente do STF teve como objetivo colocar um véu sobre aquilo que todo mundo vê, menos aqueles que precisam ver. Quando ele, por exemplo, disse que o brasileiro acredita no Poder Judiciário, porque a enorme quantidade de pendências judiciais demonstra isto, se afigura um sofisma, se pergunta: existe uma outra forma de se pretender justiça que não através do Judiciário? Assim sendo as diversas colocações expostas no arrazoado estão eivadas de retórica que não demonstram a realidade. Eu diria que a grande quantidade de processos pendentes, e as que são distribuídas, criando este enorme volume, é fruto, justamente, da inércia do Poder Judiciário, que se fosse eficiente, não teria deixar tal caos ser criado, em que processos, para um simples despacho, no TRF levam décadas, quanto mais para a sua finalização. Então, Ilustre Ministro, se dedicar 44 anos à magistratura merece todos os elogios e encômios, sendo uma marca respeitável para um profissional de qualquer área, mas se esqueceu de se sair às ruas, nos trens, conduções, metrôs, para realmente saber o que ocorre aqui “em baixo”. O poder Judiciário, na minha ótica, portanto, está em crise sim, e há pouca chance de debelá-la que não com a atuação de algum órgão que abra a “caixa preta”, e injete idéias de fora para dentro, visando torná-lo um Poder menos apático, e mais respeitado pela população.

SE não fosse DISCURSO PÚBLICO, diria que FOI BRINCADEIRA!

Citoyen (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

O DD. Ministro Peluso falou sério, sim.
Procurou, até, enfatizar o oral com a articulação dos dedos da mão que não segurava o seu discurso, escrito, sim, para que não se perdesse no que diria.
Estou certo de que, se assim não fosse, acabaria se perdendo!
E não nos deixou nem margem para dizer que estava blefando, porque o discurso foi público!
Então, só nos resta uma conclusão, lógica e antiga: os que se isolam do Brasil, em Brasília, NÃO SABEM o que se passa fora da Capital.
E mais: não tenho dúvida de que acreditam nas "verdades" destemperadas, "venia concessa" que "afirmam", crendo que os CIDADÃOS do PAÍS ainda os imaginam sábios e "donos da verdade"
O simples exame do dito pelos "especialistas", que aqui se manifestaram, bem demonstra que o CORPORATIVISMO está firme e forte e pronto para a batalha.
E a batalha se travará, sim, na medida em que o POVO, o CIDADÃO, no exercício pleno da DEMOCRACIA exigir que o JUDICIÁRIO se ABRA, para que o CNJ possa CUMPRIR SUA MISSÃO de, administrativamente, criar uma JUSTIÇA NACIONAL e uma MAGISTRATURA que exerça o seu MUNUS, sob o manto da ÉTICA e do RESPEITO a LEIS DEMOCRÁTICAS e que tenham tido o indispensável e legítimo APOIO do CIDADÃO, passando a SEREM LEGÍTIMAS e não somente materiais e formais!
E, parece, a crise do JUDICIÁRIO está, mais que esboçada, talhada entre a MAGISTRATURA concursada e a MAGISTRATURA construída pelas normas democráticas da CONSTITUIÇÃO, em que se absorvem no seu seio aqueles que, quando não eram Magistrados, se apresentavam como OPERADORES do DIREITO.
São os OPERADORES do DIREITO que vão desenhar a JUSTIÇA, como sistema, que queremos: transparente, NÃO PRIVILEGIADA, mas apenas e tão somente com as PRERROGATIVAS, enquanto elas assim puderem ser designadas ou qualificadas.

Mudando o tema: Judiciário em crise

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

O discurso corporativista continua. Não adianta. É uma questão de mentalidade.
A verdade é que o Judiciário brasileiro sempre esteve em crise.
E tanto é que a sociedade acabou criando o CNJ, com o objetivo de (tentar) tira-lo dessa crise, digamos abismo, em que se meteu. Quem sabe possa até profissionalizar o Judiciário. Se não funcionar a contento, a sociedade acabará criando outras formas de controle de gestão da atividade judiciária.
Cria-se justiça especializada, juizados especiais, ritos sumaríssimos, súmulas vinculantes, recursos repetitivos, restrição de recursos, mas nada funciona e quando funciona, pasmem, funciona mal.
Por outro lado, com a ineficiência e má gestão, injustificáveis se tornam os gastos com o Judiciário que já são por demais elevados para a sociedade.
Os presidentes de tribunais precisam mudar esse discurso e serem mais realistas quanto as dificuldades existentes para uma efetiva melhoria dos serviços judiciários.

DISCURSO DO MINISTRO PELUSO

José Carlos Gigante (Professor)

Entendo o discurso do ministro Peluso como receio de questionamentos do judiciário por parte do CNJ, afinal, quem não deve, não teme. Quanto a importância do Judiciário vejo como um MAL NECESSÁRIO. Quanto a garantir a democracia, primeiro, isso é garantido pelo povo e durante a ditadura a posição do judiciário era bem outra como sabemos.

Crise?

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Crise, quê crise?

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