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Ditadura Pinochet

Justiça do Chile ordena prisão de militares

A Justiça chilena decretou nesta sexta-feira (28/12) a prisão de sete ex-oficiais do Exército chileno acusados de serem autores e cúmplices do assassinato do cantor e compositor Víctor Jara, ocorrido poucos dias depois da instalação da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). As informações são do portal G1.

A decisão diz que foram autores do delito de "homicídio em primeiro grau" os ex-oficiais Hugo Sánchez Marmonti e Pedro Barrientos Núñez, que vive atualmente nos Estados Unidos, para o qual foi emitida uma ordem de prisão internacional.

Como cúmplices, foi ordenada a prisão de Roberto Souper Onfray, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Nelson Hasse Mazzei e Luis Bethke Wulf.

Víctor Jara Martínez, executado em 16 de setembro de 1973, no Estádio do Chile, foi detido no dia seguinte ao golpe de Estado que derrubou o governo do socialista Salvador Allende. Depois de permanecer detido junto a outros 5 mil prisioneiros em um estádio de Santiago, o corpo de Jara foi encontrado em um terreno baldio com 44 impactos de balas e suas mãos mutiladas.

Revista Consultor Jurídico, 29 de dezembro de 2012, 15h22

Comentários de leitores

2 comentários

Com farda ou sem farda

Observador.. (Economista)

Todo delinquente deve ser punido. Independente de ideologia.
Só assim, seremos coerentes com nossa sede de democracia.
Enquanto houver inimputáveis, ou pessoas cujo "passado justifica as ações", estaremos brincando apenas de justiça, de que buscamos a "verdade" e de democracia.
Com farda ou sem farda, quem cometeu crimes ( seja em nome de que ideologia for ) deve responder por isto.

No brasil, esse crime hediondo não seria punido

DAGOBERTO LOUREIRO - ADVOGADO E PROFESSOR (Advogado Autônomo)

Bom, saber que a Justiça Chilena não compactua com a impunidade.
Melhor ainda saber que esses delinqüentes fardados, decorridos quase quarenta anos do homicídio terrível que praticaram contra um eminente e famoso cantor e compositor daquele País vão responder pelo martírio que infligiram a um inocente.
Victor Jara foi executado em pleno estádio nacional, à frente de todas as pessoas que lá estavam presas. Suas mãos foram decepadas a machadadas e, segundo testemunhas, seus dedos se moviam no chão em que caíram.
As ditaduras temem as artes que podem exprimir a opressão social por figuras, cores e sons. Cantores que dão vazão ao social, não são queridos pelos beleguins instalados no poder.
Aqui no Brasil, onde, segundo um jornaleco de SP, houve apenas uma leve e suave ditabranda, fizeram algo semelhante com o cantor e compositor Geraldo Vandré, cuja tragédia permanece esquecida, não obstante esse grande músico ainda esteja vivo. Destruiram susanidade mental e ninguém fala em indenização, que contemplou regiamente a tantos que apenas passaram alguns dias nas masmorras da repressão, mas puderam prosseguir em suas atividades, com sucesso. Vandré não mereceu até agora nem mesmo a solidariedade da classe artística nacional, que o ignora solenemente. Foi massacrado pelos militares e enfrenta o desprezo de seus colegas de profissão. O horror, meu Deus, o horror!
E aqui vai outro contraponto oportuno: no Brasil, os crimes praticados contra Victor Jara não seriam punidos, entre outros motivos, por estarem”prescritos”. Todos viram inúmeros réus do mensalão, por esse motivo, serem absolvidos pelo STF, saindo saltitantes e fagueiros. E na santa reforma em curso tal problema não é ventilado.
Deus tenha piedade de nós!

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