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Comentários de leitores

4 comentários

O famigerado sistema "Turn Key"

Museusp (Consultor)

Pelo que li sobre esse "acerto" para constuir a linha amarela, o Estado optou por um sistema de contratação muito parecido com o tal Turn Key. Que, na minha visão, é um sonho de maus empresários interessados em obter os recursos sem entregar o produto vendido. No modelo o corpo técnico da Companhia do Metro ficou de fora com sua larga experiencia em gerenciamento de obras nessa modalidade. Com a galinha e a raposa trabalhando em parceria não houve a fiscalização da qualidade das obras, pratica disseminada nas "parcerias" e concessões em SP. Sem uma fiscalização voltada ao interesse público o poder do gerenciamento da produção diretamente ligado ao faturamento submete o poder das áreas de qualidade, segurança e projeto. Sabe-se que, nesse contexto, produziram-se sucessivas quebras de metas de produção até chegar ao tragico acidente do buracão de Pinheiros. Evidentemente houve falhas nos serviços de prospecções e sondagens do terreno somadas a irresponsabilidades no gerenciamento das metodologias executivas por falta de fiscalização dos experientes engenheiros do Metro que foram alijados pelos "jenios" do governo entusiastas da supremacia da onisciencia do construtor privado. Lamentavelmente a lição não foi aprendida e o modelo continua a ser reproduzido no país. Em tese a ideia da PPP não é totalmente impraticável mas tem que ter um componente muito bem definido de controle de qualidade voltado ao interesse público. Senão trará sempre uma solução cara de qualidade insatisfatória, na melhor das hipóteses, quando não, nos piores casos, como esse, produz um desastre juntamente com o defeito da hipótese anterior.

Lobo

Casteglione (Serventuário)

Até onde li na mídia, no caso da concessão da linha amarela do metrô, 80% do capital vieram do BNDES. Além de a lucratividade ser alta, o custo do capital ( estatal) é baixo. Parece que no Brasil o Estado faz um grande favor ao empresariado interessado em atuar em mercados que envolvem infraestrutura e transporte. Seria muito bem vindo o capital privado, mas o modelo adotado demonstra que o Estado atua não como parceiro, mas como serviçal de interesses privados. E aí o contribuinte paga 3 vezes: No financiamento do investimento (BNDES), pagando tarifas altíssimas, manutenção ineficiente( que o digam as distribuidoras de energia) e altíssimas tarifas.

Interesse público primário

Le Roy Soleil (Outros)

Respeitosamente, discordo. O verdadeiro interesse público primário é, sim, o dinheiro público. Ele é a base de tudo, sem dinheiro público não há política pública, sem ele não é possível sequer a própria existência do Estado. Tudo o mais é que é interesse público secundário. Sem dinheiro público, o Estado não tem como assegurar sequer o cumprimento do art. 196 da Constituição, que garante a todos o direito à saúde. Portanto, o dinheiro público é o verdadeiro interesse público primário. Sem ele, não há bem jurídico, valor ou princípio que se sustente. Daí a decorrência lógica de que o dinheiro público (verdadeiro interesse público primário) é indisponível. Simples assim !

Exemplo que fez a diferença.

Eduardo. Adv. (Advogado Autônomo)

Ingressei na faculdade em 1999 desejando, convictamente, ser Delegado da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Eu não tinha interesse algum pela advocacia. Mas após algumas aulas de Direito Penal no segundo ano, como em um passe de mágica, perdi o interesse pela carreira. Sem outros referenciais na profissão, surgiu uma oportunidade de estágio. E pelas mãos do então Advogado (hoje Registrador de Imóveis) Fábio Ribeiro, em 2001 tornei-me estagiário da equipe de Mário Engler. E foi ali naquele ambiente que tomei gosto pela Advocacia (com "A" maiúsculo mesmo!), abraçando-a. Os aprendizados adquiridos naquela época trago comigo até hoje. Os ensinamentos (ética, forma de atuação, etc) adquiridos naquela época ainda hoje são úteis, eficazes. Por isso não serão jamais esquecidos.

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