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Confiança em alta

Sociedade aplaude STF por estar produzindo resultados

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Diz a pesquisa divulgada neste fim de semana pelo jornal Folha de S.Paulo: A “confiança no STF sobe em meio ao mensalão”. Ainda bem, apesar dos momentos dos duros, imprevisíveis e surpreendentes embates travados pelos ministros da Suprema Corte, com transmissão ao vivo pelos meios de comunicação. A sociedade, por fim, compreendeu que cúpula do Judiciário estava fazendo aquilo que todos esperavam: julgando!

Numa rápida avaliação das dezenas de sessões provocadas pela Ação Penal 470, vemos não só acalorados debates jurídicos de interpretação de normas, como era de se esperar, mas, intensamente, a exposição exacerbada de vaidades e cenas que, a rigor, não fosse a vontade que nutre o cidadão brasileiro de ver extirpada a impunidade tupiniquim histórica, poderiam trazer desgaste à corte. Tome-se como exemplo, o episódio em que um dos ministros, insatisfeito com a posição de outro colega, abandonou o plenário.

Contudo, já concluída a parte relativa à análise das condutas dos acusados e fixação das penas, a tendência das pessoas é ver com naturalidade, e até esquecer, os momentos em que Suas Excelências abandonaram a lhaneza no trato entre elas. Ou seja, vale o resultado, pouco importam os percalços do caminho!

Aliás, não podemos esquecer que vivemos num país em que o índice de congestionamento do Poder Judiciário beira os 80%, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. Logo, o senso quase generalizado é de paralisia da jurisdição, em todos os níveis, inclusive no STF.

Sintomático, portanto, o resultado da recente pesquisa realizada pelo Datafolha, pois revela o que todos já sabíamos: quando o Poder Judiciário produz resultados visíveis do cumprimento do seu papel republicano de julgar, a sociedade aplaude. Como se dissesse: “Isto mesmo, senhores juízes, briguem, arenguem, mas julguem. Façam aquilo que é cobrado de todo trabalhador, produzam resultados!”

 é advogado e diretor-tesoureiro do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 18 de dezembro de 2012, 15h52

Comentários de leitores

5 comentários

"A vitória da Liberdade!"

Rui Telmo Fontoura Ferreira (Outros)

Prezados Senhores,
Paz e Bem!
O articulista expressa o sentimento nacional, a vitória da democracia fundamentada na liberdade.
Em pleno século XXI, não há mais espaço sideral à disposição aos interesses de grupos de diversas matizes, senhoras de si e avessas a Lei e a Ordem.
Bravo Zulu! Supremo Tribunal Federal.
Cordialmente,
Rui Telmo Fontoura Ferreira

Turbas

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

A história nos mostra que também da sociedade nasce as turbas e linchamentos. Os ministros prometeram um julgamento técnico. Ficou mais perto de inquisição e os acusados na condição de bodes expiatórios.Ainda bem que os juízes inferiores são independentes!

Hino de louvor

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

O Articulista traz aqui, tão somente, um verdadeiro "hino de louvor" às mazelas da mídia brasileira. Ora, o Supremo Tribunal Federal não começou a trabalhar quando iniciou o julgamento do Mensalão (aliás, iniciou com extremo atraso), muito embora a mídia queira fazer o cidadão comum crer o contrário, ou seja, só trabalham quando há algum julgamento sendo acompanhado de perto. O Supremo trabalha todos os dias, e analisa milhares de matérias, embora muitas delas sejam extremamente difíceis de serem interpretadas pelos jornalistas, e explicadas de forma fácil à população.

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