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A vaidade tem campo fértil nas profissões jurídicas

Comentários de leitores

7 comentários

A vaidade tem campo fertil nas profissões juridicas

Amaralsantista (Advogado Autônomo - Trabalhista)

De História Antiga entende sim o Prof, Gabbardo, pois CONFUCIO aparece na história bem antes do que CESAR. Creio que o Professor quiz sim é se "Gabbar", uma forma pequena de "vaidade". Comentario desnecessário.

Conhecimento

Gabbardo (Professor)

Confúcio dizia que a inteligência é saber o que se sabe, e saber o que não se sabe.
Uma coluna de qualidade razoável. Pra quê aquela referência ao César, que demonstra que o conhecimento do colunista sobre História Antiga resume-se ao "ouvi dizer"?

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO (Antigamente!)

Chiquinho (Estudante de Direito)

Determinado desembargador, já morto pelas barbas do profeta Malomé, não tinha o hábito de receber advogado, e quando recebia mirava-o com os olhos parecendo uma katana (espada de samurai), virado no penteio de barrão, e fulminava:
- Parle meu filho o que você quer!!
O causídico, já sabendo da boa fama do bigode de pia saibo, timidamente expressava seu desejo:
- Excelência, gostaria que vossa excelência analisasse o processo X com carinho, pois o mesmo está há mais de 10 anos na hibernação e já passou pelas mãos de 10 advogados, sendo que 9 já se foram-se encontrar com o pai celestial de tanta espera e angústia, e eu não queria ser o próximo a mim suicidar-me.
Mais um vez o desembargador, com cara de poucos amigos, o fitou e sem tirar o charuto de pacaia do beiço, disse:
- Deixe aí que eu vou apreciar o seu processo, e lhe darei uma resposta in casu, afastando-se do local sem ao menos dizer boa tarde ao causídico.
Ancho, o advogado consultava a decisão interlocutória boquinha da noite, e para sua surpresa estava lá na página do judica um despacho com 10 páginas, que, lida e relida por mais de 10 vezes pelo causídico, que a única coisa que entendeu foi o final quando o homem escreve: ANTE O ACIMA EXPOSTO, NEGO SEGUIMENTO AO FEITO!
ISSO É OU NÃO É UM EGÃO?!

Redudância da Vaidade

Hilton R C Costa (Advogado Assalariado - Administrativa)

Artigo perfeito, as vezes todo mundo vê mas não externa em palavras toda essa diria "prepotência" ou "vaidade" melhor dizendo. Lembremos da ex corregedora Eliana Calmon, que foi de encontro a esta corrente de vaidade e porisso se viu ameaçada pelos bandidos de toga.Um novo caso está em destaque que a disputa MP x Polícia Judiciária.Não posso deixar de ressaltar queo MP está sempre nesta disputa seja com polícia, defensores pela titularidade para ajuizar ACP,no judiciário para se sentar ao lado dos juízese com os advogados ao não deixar-lhes de molho nas cadeiras para que sejam recebidos.Enfim as vezes os profissionais do judiciário estão mais preocupados com o próprio ego do que com a aplicação da justiça.(Os seres humanos só se diferenciam dos animais por ter consciência que nos deveria sobrelevar, mas as vezes nos torna menores).

a vaidade tem campo fertil

regina m.c. neves (Advogado Autônomo - Criminal)

Boa noite ao Professor que comentou este artigo e ao futuro colega Chiquinho.Deixo aqui o meu abraço e os parabenizo pelos comentários aqui expostos.
Tiro o meu chapéu para o Desembargador responsável pelo excelente artigo publicado!
O artigo simples assim.
Sinceramente, este artigo deveria fazer parte dos Códigos de Ética da OAB,MP e principalmente nos da Magistratura.
Um grande abraço ao Desembargador e parabéns pelo belissimo artigo.

Muito bom

Cid Moura (Professor)

Parece que a vaidade ja começa nos bancos da faculdade. A primeira medida do aluno de Direito eh logo fazer uma camisa informando o curso que faz. Antes ate de comprar os livros...

A vaidade vaia a idade

Chiquinho (Estudante de Direito)

Excelente artigo para se ler e refletir.
No Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, há muitos exemplos entre os juízes e/ou juízas novos que estão chegando ao Tribunal, e já chegam com o ego maior do que suas calças jeans.
Determinado processo foi automaticamente distribuído para determinado Cartório. A juíza substituta que o apreciou, invocou um artigo X de uma Lei estadual e corretamente o mandou distribuir para a Vara competente para ser julgado. E o tal processo foi redistribuído para a tal Vara competente. Chegando lá, outra Juíza substituta, invocando o outro artigo da mesma lei e de forma equivocada e arrogante, escreveu um tratado incompreendido e desconexo, e o mandou para outra Vara. E o processo foi redistribuído mais uma vez, deixando o jurisdicionado, que buscou a Justiça para pôr um fim à sua injustiça, mais descrente e injustiçado ainda. Enquanto um juiz ou uma juíza sensatos não aprecie o processo e lhe dê um destino digno e justo, seja qual for o caso, o litigante que buscou o Poder Judiciário para lhe ver o reconhecimento do Direito, vislumbra suas pretensões se irem parar tonga da mironga do kabuletê.

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