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Memória e homenagem

Advogados relatam experiências durante ditadura

O presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous assistiu, no Plenário da entidade, ao relato de 12 advogados que defenderam presos políticos durante a ditadura militar, inclusive de Rosa Cardoso. Ela atuou na época em favor da atual presidente da República, Dilma Rousseff. Os advogados relembraram a ocupação do estádio Caio Martins e a morte de uma presa política. A sessão solene foi promovida pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) e pela OAB-RJ.

Logo após os relatos, a OAB-RJ prestou uma grande homenagem ao advogado Sobral Pinto, que também se destacou como defensor de presos políticos durante um dos períodos mais sombrios da vida política do país. Por iniciativa de Damous, o prédio da OAB-RJ foi batizado de “Edifício Sobral Pinto”. Houve, ainda, a exibição do documentário Sobral — o homem que não tinha preço, dirigido por sua neta Paula Fiúza e co-patrocinado pela OAB-RJ e pela Caarj. O filme, exibido em um telão montado na calçada do prédio, teve sessão aberta ao público.

Em seu depoimento, a advogada de Dilma Rousseff na ditadura militar afirmou: "Existia uma imensa solidariedade entre nós, advogados. Uma certeza da proteção do coletivo, somada a convicções mais profundas que inspiraram nossos comportamentos". Atualmente, Rosa Cardoso é integrante da Comissão Nacional da Verdade.

Uma das declarações mais esperadas foi a de Eny Raimundo Moreira, que trabalhou por quase 20 anos no escritório de Sobral Pinto. A advogada deu detalhes por vezes chocantes sobre a forma como uma cliente foi, possivelmente, assassinada. "No velório, o corpo estava inteiramente mutilado", contou, causando comoção na plateia.

"Confio no trabalho da CNV e considero quase santa sua finalidade", resumiu o advogado Alcione Barreto, ressaltando direito de futuras gerações de conhecer a história do país. Já o colega Manoel Martins lembrou situação em Niterói. "Quando se deu o golpe, Niterói foi invadida pelo terror, lares foram invadidos. Foi a primeira vez em que um estádio de porte no país, o Caio Martins, foi transformado em campo de concentração", comparou.

Revista Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2012, 17h34

Comentários de leitores

3 comentários

O samba de uma nota só!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Essa Comissão da Verdade é ums piada, uma balança de um prato só. Pago prá ver se essa Comossão tera a coragem de ouvir a outra parte. Duvido! E aí, pergunto ao Sr. Wadih, onde fica o consagrado princípio do amplo direito de defesa? Existe algum membro dessa comissão representativa da outra parte? Essa Comissão é a maior prova do revanchismo predominante no anterior e atual governo. É tremenda e infeliz farsa!!!

Não é necessário ouvir a outra parte

Gabbardo (Professor)

Ao escutar relatos de torturados, é uma selvageria pedir para ouvir o relato... dos torturadores.

Há controversias!!!!

augusto1 (Outros)

OAB/RJ seria importante ouvir a outra parte...

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