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Comentários de leitores

10 comentários

Eichmann em Jerusalém

Julien Sorel (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

Perdoe-os Pai, pois não sabem o que “comentam”. Contrariados, os que recebem um “não”, convertem suas palavras em “hostilidades e obstáculos que apagam o debate e abrem caminho para os abusos de toda sorte”. Nem Adolf Otto Eichmann teve um julgamento tão parcial e apaixonado como o que se dá coma a Magistratura. Na doutrina de Hannah Arendt, eis uma descarada prova da banalidade do mal, travestida de críticas deformadas, vulgares e írritas contra a magistratura e o Poder Judiciário.

A nossa herança não será conspurcada!!!

Observadordejuris (Defensor Público Estadual)

Existem três coisas na sociedade brasileira que a ideologia esquerdizante e autoritária do PT e seus defensores mercenários detestam:
a) - Judiciário independente e altaneiro; b) - Imprensa livre; c) - cidadão esclarecido.
Porquê? Ora, porque defendem os fundamentos basilares de uma nação livre e soberana: A Democracia Plena, insubjugada a interesses escusos dos detentores do poder; O Estado Democrático de Direito e suas consequências benéficas à sociedade, como a efetiva independência dos poderes, por exemplo; A imprensa livre e investigativa, que, intimorata, desnuda à população as podridões ocorridas nos porões do poder; O Poder Judiciário e os seus juízes, que não se curvam a pressões políticas e a interesses estranhos à sua finalidade constitucional no exercício da judicatura e, finalmente, ao cidadão esclarecido e de bom caráter, fortaleza imbatível e de vontade inabalável na defesa de todas as conquistas democráticas e institucionais forjadas às custas de sangue, suor e lágrimas de toda a sociedade brasileira no decorrer de toda a existência desta nação. Não será, sem dúvida, um bando de aventureiros mancomunados, que nos privará dessa herança bendita legada, a ferro e fogo, pelos nossos ancestrais.

Fábula

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Fico na dúvida quanto aos motivos que levam um cidadão a escrever um artigo tão descompromissado com realidade fática.

A casa do Trilema de Münchhausen

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Hoje vejo o Judiciário como um que da Casa do Trilema de Münchhausen.
Petições de princípio - "É assim por que estou dizendo!". Mas por está dizendo? "Por que é assim!". Embargo de declaração para explicar por que é assim. "É assim por que eu estou dizendo que é!".
Escolha arbitrária e argumentum ad baculum - "Eu decido tão somente conforme a minha própria consciência, e o que a minha consciência diz que é, é a Lei, e se é a Lei que diz que eu decido conforme a minha consciência, o que é da minha consciência é expressão da Lei".
Regressão Infinita - "Eu quero decidir assim, então por que assim quero decidir, digo que há este e aquele fundamento".
Vem o Advogado e demonstra primeiro que os fundamentos são premissas tanto fracas quanto principalmente inválidas.
"Eu decidi assim, então pelo que a Lei me faculta, não importa, a conclusão é boa, uma conclusão boa só pode vir de premissas boas".
Mas isto é argumento regressivo!
"Então toma 20% de litigância de má-fé para aprender a obedecer a autoridade de quem julga".
Isso sem contar que o Judiciário não acordou para o fato de que incorpora os conceitos de gestão das grandes empresas e suas reengenharias dos 80 e 90, diminuição de custos, fusões, diminuição de funcionários, três demitidos e um ganhando menos que o menor salário dos três demitidos trabalhando por quatro. Nos Juizados do TJRJ as salas dos Juizes dos JECs começam a parecer baias de call center de grandes empresas.
Ah, esqueceram de combinar com o povo. Por enquanto há Juiz que se acha, mas se acha enquanto manda a Polícia cumprir uma ordem, e a polícia cumpre. Mas seja na queda de Roma, seja na Revolução de 1789 na França, quando a tropa recebendo ordem dos Juízes, passou a responder "quem és tu para mandar alguma coisa aqui?".

Adoro comentários idiotas

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Adoro certos comentários idiotas,pelo espaço legítimo que deixam para respostas pertinentes.
"esses mesmos advogados ingratos que aqui comentam e não ficam ricos por falta de capacidade intelectual"
No mesmo dia que uma Magistrada do Trabalho na sala de audiência só faltou ser mais explícita em dizer que eu não saberia escrever... Neste mesmo dia recebo a comunicação de aceite de trabalho em Congresso Internacional, VII Congresso CEISAL... de fato não fui muito eficaz em ganhar dinheiro, mas esta é a terceira participação aprovada e nem com ano e meio de OAB.
Pediria então para que uns e outros eviassem e-mails para universidades da Europa dizendo que estão acolhendo trabalhos de "estúpidos".
A propósito, o Poder Judiciário já sucumbiu em diversos momentos da história, e os únicos que foram para o ralo foram os Magistrados. Os pretores romanos se viram substituídos por outros juízes que ao invés de toga, iam às assembleias que deram origem ao tribunal do juri vestindo a pele de um urso, e levando para as deliberações jurídicas o machado e a lança usadas para abater o urso. Como bem lembra o Eminente Desembargador Alexandre Câmara, virtuosíssimo, oriundo do Quinto Constitucional da OAB-RJ, em suas palestras, posse nova e posse velha veio do direito visigodo.
Os Tribunais Militares para julgarem civis sucumbiram e os Advogados malditos continuaram suas carreiras, enquanto nossos generais colocaram pijamas, sorte deles, que o Judiciário e MP brasileiros caíram na ilusão de ocupar o vazio de poder. Na Argentina imensa parte dos generais o invés de pijama e reforma, colocam hoje uniforme de presidiário.
O que vejo mais no Judiciário hoje são expressões do Trilema de Münchhausen;

Cidadão sem justiça

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

O excesso de processos existe no judiciário não para sistentar advogados,mas para defender os direitos das pessoas.Não por acaso os bancos, as concessionárias de serviços públicos, as grandes redes varejistas e sobretudo o poder executivo são os maiores responsáveis por esse excesso. Lá em Lins fui ver uma desapropriação do Incra, que se arrasta há 17 anos, sempre com os procuradores inventando recursos e mais recursos para retardar o desfecho. No caso, vários dos desapropriados já morreram sem receber o que lhes era devido! Neste Estado há cerca de 3.000.000 de processos de execuções fiscais estaduais.Muitas delas distribuidas quando o débito já estava prescrito. São agentes do Estado praticando o crime de excesso de exação! Consta que há magistrados que dão aulas em várias faculdades, participam de todos os congresos, fazem mestrado ou doutorado, publicam livros (a maioria uma grande porcaria) e, quando sobra aulgum tempinho, assinam os despachos que seus auxiliares fizeram. Ou seja: o cargo de juiz transformou-se em bico. Por certo que se trata de exceção. Mas se as Corregedorias e o CNJ não ficarem atentos e agirem com presteza, isso pode se tornar regra.Há Juiz em Lins e em Berlim. Só que o de Lins não está lá ou porque não foi nomeado ou porque é substituido por outro de outra comarca, que se desdobra no atendimento a duas Comarcas, cujos cidadãos ficam sem Justiça.

Quanto comentário estúpido

rode (Outros)

E são os de sempre, quiçá porque não leram o texto. Ora, se há decisão em lote, se não há Juízes, será que não percebem que o Judiciário está sendo obrigado a trabalhar com excesso de processo (para sustentar advogados, diga-se de passagem, esses mesmos advogados ingratos que aqui comentam e não ficam ricos por falta de capacidade intelectual). Do modo como um comenta, parece que o Juiz de Lins estava dando aulas, quando a verdade, parece, é que não há Juiz lá mesmo. Chega de recalque, porque se o Judiciário sucumbir, todos vocês irão junto, seu bando de ignorante.

Prefiro o dia das bruxas

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Prezado Colega Ramiro: peço licença para fazer minhas suas palavras.Você foi preciso, exato e oportuno! Parabens. Nesta semana fui a Lins, SP, tratar de assunto de cliente na Justiça Federal de lá, instalada ha mas de um ano. Mas a única Vara local NÃO TEM JUIZ. O juiz é titular de outra Vara, em outra comarca. Os servidores até que foram atenciosos e esforçados. Mas não podem decidir. Num país onde há Vara sem juiz, não há Justiça. Precisa acabar com a possibilidade de juizes serem professores. Isso atrapalha o serviço, em atividade que exige dedicação EXCLUSIVA. Consta que há juizes que dão aulas em varias faculdades em municipios diferentes até no horário diurno! Esse absurdo deve cessar! Dia da Justiça ainda não pode ser comemorado no Brasil. Trata-se de mais uma bobagem dessas datas comemoratias inúteis. Prefiro o dia das bruxas!

Perda de legitimidade

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

O Judiciário ainda não acordou para fatos óbvios. Por sua própria iniciativa, falta de prognose, vertigens de sentimento de estar nas alturas, se esqueceu da distância entre Legalidade e Legitimidade. Nos anos de chumbo o AI-5, à força do poder militar, tinha legalidade. Estava dentro da "legalidade" vigente os sargentos e oficiais de baixa patente das forças armadas torturarem pessoas nos porões da ditadura.
Hoje?
A grande verdade é que nosso Judiciário virou o lixão dos dejetos mais abjetos, dos piores dejetos de gestão das grandes empresas. Uma empresa de telefonia e telecomunicações ter mais advogados atuando do que engenheiros de telecomunicações e computação, do que engenheiros de produção e estatísticos de controle de qualidade, será que a "ficha ainda não caiu" dentro da cabeça das excelências?
Acórdãos em geral mais rasos do que um pires de botequim daqueles que vem por debaixo de xícara de louça grossa. Prestação jurisdicional ao estilo salsisharia do direito.
Um bando de não juristas dando pitacos sobre o que seria gestão no Judiciário. E o Judiciário incorporando o conceito de gestão da reengenharia dos anos 80 e 90, fusões, demissões em massa, rebaixamento salariais, ambiente de trablho inóspito, concorrência interrna, assédio moral institucional...
O Judiciário de hoje pode estar muito bom para "dvogados, adervogadus, adevogadus" e afins, mas para Advogados...
E o CNJ precisa urgentemente implementar métodos de estatística analítica, por que muitos tribunais estão usando de truculência judicante para driblar os modelos de estatística meramente descritiva, arquivamentos de processo, decisões terminativas em lote, na força bruta, e afins... Isso so aparece em análises discriminantes de estatística analítica.

nada para comemorar

analucia (Bacharel - Família)

nada para comemorar, tudo é puro corporativismo no judiciário brasileiro, apenas atendem a juizes, advogados e servidores, nada mais.

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